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On 11/24/2006 01:15 AM, Olival Júnior wrote:
> Justiça seja feita q isso NÃO é coisa de brasileiro. Uma passada na 
> DistroWatch e temos (continua depois da lista):

        Certeza?


> Top 10 Distributions
[...]

        Essas são as distribuições mais usadas ao redor do mundo. Aqui
temos vários problemas, a DistroWatch não é Google, eles não catalogam
distros varrendo a web, você tem que inscrever sua distro, ou seja, as
_várias_ distros nacionais provavelmente não estão cadastradas.

        Se você notar, nesta lista há distros consolidadas, não
projetos de fim de semana que viraram distro após alguém mudar duas
dúzias de ícones, renomear programas e lançar um "produto nacional".


> Top 5 Live CDs

        Aqui o Brasil também deve ser um dos campeões, usar como base
o Kurumin (ou Knoppix) e mudar meia dúzia de pacotes, renomear a distro
e trocar os logos é outra área que exploramos como ninguém... e note que
não sou contra isso, mas fazer isso no modelo de maratona, uma distro
nova toda semana é, de certa forma, abusivo.


> Top 5 Source Distributions
[...]

        Ok, não me lembro do Brasil ter 'source distros'.


> Top 5 Multimedia Distributions
[...]

        Palmas pro Estúdio Livre, que passou a identificar distros em
desenvolvimento, utilizá-las e homologá-las ao invés de tentar criar
"Yet Another Multimedia Distro".


> Top 5 Beginner-Friendly Distributions
[...]

> Top 5 RHEL-based distributions
[...]

> Top 5 Firewalls
[...]

        Simplesmente categorias.


> Agora me diz da lista acima qtas são brasileiras . . . 

        Agora me diz, quantas distros brasileiras se cadastraram no
DistroWatch? Quantas delas tem coragem de dar a cara a tapa e receber
críticas de verdade? Quantas delas estão abertas a receber colaborações
e colaboradores?

        Me diz, quantas distros brasileiras tem um enfoque diferenciado,
se propõe a fazer algo novo? Eu conheço algumas (acho que posso contar
nos dedos das duas mãos), quantas delas não são alguém querendo ficar
famoso da noite pro dia ou poder contar pros amigos da namorada que ele
fez uma distro em 15 minutos?


> Esse tipo de "proliferação" (q muitas vezes redunda em "mais do mesmo") 
> é típico  do mundo FLOSS.

        Não... esse tipo de proliferação onde você troca os nomes dos
arquivos e ícones e chama de "sua distro" não é típico do FLOSS, não
use a característica aberta e a liberdade pra justificar algo que
claramente é feito pra obter méritos e louros. Não estou falando da
variedade, estou falando da cópia descarada.

        Eu não sou contra mais do mesmo, acho até interessante outras
abordagens como CDDs (Custom Debian Distributions), distros mais focadas
no Desktop, outras no servidor (embora eu ainda prefira uma distro
universal, mas isso é uma questão pessoal).


> Ou vc acha mesmo q precisamos de 5 distribuição de compilação do RHEL?

        Talvez não precisamos, mas normalmente elas tem enfoques
diferentes, o que distingue da minha crítica, que é meramente copiar
e mudar nomes sem mudar foco ou objetivo.


> O q me parece mais problemático aqui no Brasil é q ninguém conseguiu 
> ainda criar um negócio ao redor do SL q seja sustentável e se firmar  no
> mercado.  

        Desculpe, eu não estava falando de negócios, estava falando do
estatísticas cada vez maiores da base de usuários crescendo a passos
largos enquanto a base de desenvolvedores vai a passos de formiga.


> Nos EUA um sujeito identifica a necessidade de uma 
> distribuição amigável e descobre uma forma de ganhar dinheiro com  isso,
> vai lá e cria uma Linspire (antiga Lindows). Tem defeitos?  Vários.
> Rodar como root direto é um pecado mortal? Talvez, mas  resolveu a
> necessidade do público alvo do sujeito. Aì ele vai lá e  cria o
> Click'n'Run, onde o usuário instala programas q encontraria de  graça na
> internet, mas q por uma módica quantia são instalados via o 
> "synaptic-wannabe" da Linspire. O usuário fica satisfeito e o dono da 
> distro ganha uma grana, reinveste, e cria um negócio rentável.

        Exato, e a mágica do parágrafo acima é: "criar", "inovar",
identificar necessidades e tentar atendê-las, não copiar uma distro,
mudar o nome dela, a tela de splash screen, traduzir mal e porcamente
alguns itens (e não devolver para a comunidade) e se tornar o próximo
pop-star da "comunidade".


> Mas, no Brasil, parece q SL só faz sentido se o sujeito não ganhar 
> *nada* em termos financeiros. No máximo pode escrever uns livros e 
> tentar faturar uma graninha por fora com suporte (depois não entendem  p
> q o autor deixa de dar suporte à distro . . .).

        Não estou falando disso e você está misturando tópicos diferentes.
Muita gente não sabe que a Xandros está vindo pro Brasil, e eu estou
feliz da vida por eles iniciarem suas operações aqui (e eles são comerciais).
Acho que há uma linha fácil de separar e fico muito feliz quando vejo
amigos e colegas que podem ganhar _bem_ pra trabalhar só com software livre
(seja de seus próprios projetos ou colaborando em projetos maiores).


> O q eu acho legal na Red Hat, pra ficar em quem mais ganha dinheiro  com
> isso,  

        Não acho que a Red Hat seja quem mais ganha dinheiro com isso. :-)
Acho que eles dominam bem um segmento, mas há outras empresas ganhando
tanto (ou mais) que eles em outros segmentos FLOSS.


> é q eles conseguiram faturar uma grana com um modelo de  negócio
> q, no final das contas, é bem parecido com um modelo de  licenciamento
> para o usuário final (no sentido de q para ele  considerar o pgto de uma
> subscrição como era o pgto de uma licença é  algo razoavelmente
> compreensível, vide a qtd de editais do Executivo  e Judiciário com
> pregões para comprar "licenças" de RHL, e dá tempo  para educar o
> sujeito para perceber entender a diferença e ver como  ele tem vantagens
> com a subscrição q ele não teria com a licença de  uso + suporte), mas
> mantém o conhecimento codificado na distro  rodando (via os fontes q
> estão por aí e dão origem a essas trocentas  distribuições-clones por aí).

        A Red Hat ganha muito dinheiro com outra forma de operação que
é o apoio jurídico ao licenciamento e utilização de FLOSS, vide
DreamWorks. Licenciamento individual é parte do processo, a garantia
jurídica e o suporte é, IMHO, a parte mais importante e cara. :-)


> Agora, vá fazer isso no Brasil . . . A "comunidade"  vai tachar vc de 
> "capitalista sem alma e ganancioso", q só quer "ganhar dinheiro com o 
> trabalho dos outros", pq, afinal de contas, "software livre tem de  ser
> de graça" e o único modelo de negócio aceitável é "suporte ao  produto",
> sem lembrar q "suporte" não é só instalar e configurar, mas  - como a
> Red Hat entendeu - codificar patches e empacotar tudo *tbém*  é suporte
> para esses fins e merece ser remunerado.

        Sim, e tem gente fazendo isso no Brasil, uma grande distro e
algumas empresas espalhadas por aí. Você está falando da Comunidade, mas
eu conheço grandes empresas que não querem pagar (ou doar) para o SL
porque ele é de graça, ou seja, o "mundo dos negócios" no Brasil também
não me parece muito preparado pra interagir com as empresas de FLOSS.


> O engraçado é q depois não entendem pq aqui as empresas dão tão pouco 
> dinheiro para eventos e projetos afins de SL e o governo entra com 
> tanta grana nesses casos . . .

        Realmente, eu não entendo...


> [ ]s,
> olival.junior

        Abraço,

- --
Felipe Augusto van de Wiel (faw)
"Debian. Freedom to code. Code to freedom!"
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Comment: Using GnuPG with Debian - http://enigmail.mozdev.org

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