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On 11/24/2006 12:43 PM, Olival Júnior wrote:
> Em 24/11/2006, às 10:13, Felipe Augusto van de Wiel (faw) escreveu:
>> On 11/24/2006 01:15 AM, Olival Júnior wrote:
>>> Justiça seja feita q isso NÃO é coisa de brasileiro. Uma passada na
>>> DistroWatch e temos (continua depois da lista):
>>
>>     Certeza?
> 
> Eu escrevi com sono e esqueci de incluir uma palavrinha q acredito q 
> mudaria parte do seu texto posterior: SÓ. "... isso não é coisa SÓ de 
> brasileiro...". :-)

        Mudaria bem pouco... ainda vejo isso bem mais nos brasileiros
do que conversando com colegas de outras partes do mundo.


>>     Aqui o Brasil também deve ser um dos campeões, usar como base
>> o Kurumin (ou Knoppix) e mudar meia dúzia de pacotes, renomear a  distro
>> e trocar os logos é outra área que exploramos como ninguém... e  note que
>> não sou contra isso, mas fazer isso no modelo de maratona, uma distro
>> nova toda semana é, de certa forma, abusivo.
> 
> Ok. Concordo. Ainda acho q não acontece só aqui, mas essa não é a 
> questão principal (se é só aqui ou não), e vc tem razão nos prejuízos  q
> essa "síndrome do não inventado aqui" traz.

        Na verdade, na minha mensagem original eu não disse que era só
aqui, apenas notei que aqui acontece em _larga_ escala.


>>     Me diz, quantas distros brasileiras tem um enfoque diferenciado,
>> se propõe a fazer algo novo? Eu conheço algumas (acho que posso contar
>> nos dedos das duas mãos), quantas delas não são alguém querendo ficar
>> famoso da noite pro dia ou poder contar pros amigos da namorada que  ele
>> fez uma distro em 15 minutos?
> 
> Como eu já disse, concordo com a crítica. Mas, lembro aqui de distros 
> estilo "Jesus Linux" ou coisas do gênero, onde a contribuição era 
> trocar o nome dos processos residentes de "daemons" para  "angels"  e 
> outras bobagens do tipo. 

        Isso era fake, hoax. Há distros cristãs hoje que não trocam os
nomes do serviços. A história do Jesus Linux foi um dos casos de análise
comportamental pra medir a reação da comunidade pra "certas idéias
radicais", inclusive o criador postou alguns e-mails e suas impressões e
uma linha de código nunca foi escrita pra isso. :-)

        
> Sem falar naquela turminha q começou a 
> traduzir OpenOffice.org para Klingon . . .  Ambos os casos não eram 
> tupiniquins e eu acho q tem muito nerd sem contato com a realidade 
> fazendo essas coisas por aí ao redor do mundo.

        Traduzir é participar do projeto, eles não fizeram uma cópia e
criaram o KlingonOffice.org. Note bem o tom da minha crítica. Eu não
estou falando de projetos loucos, estou falando de alterações apenas
pra dizer que "fui eu quem fiz, olha que legal". Tem muito "gente" se
achando "cool" e "in" mas que não enxerga o que acontece por baixo dos
panos e dos ícones que foram modificados (e essas pessoas acham que
tem um amplo contato com a realidade).


[...]
>>     Desculpe, eu não estava falando de negócios, estava falando do
>> estatísticas cada vez maiores da base de usuários crescendo a passos
>> largos enquanto a base de desenvolvedores vai a passos de formiga.
> 
> Um ambiente onde exista a possibilidade do desenvolvedor até viver 
> (bem) disso ajudaria .  . .

        Hmmm... concordo que ajudaria, mas ainda está longe de ser o
fator mais determinante desta equação não tão simples. Embora a
Indústria de Software seja grande lá fora, as contribuições vem de
todas as formas, o exemplo sempre citado é o Kon Colivas (médico,
anestesida) uma das referências em Linux Real Time (e kernels de
baixa latência). Eu já vi bombeiros, cientistas, matemáticos,
linguistas, estatísticos, designers, físicos, geneticistas que são
desenvolvedores, não achamos essa "variaedade" por aqui (infelizmente).

        Concordo que a realidade do país também colabora para que a
base de usuários cresça mais rapidamente, ou seja, *vários* planos de
inclusão digital (o que é _ótimo_) mas pouco incentivo na base de
desenvolvedores, seja pelas empresas ou pelas próprias universidades
que seriam o celeiro natural para essa base.


>>     Não estou falando disso e você está misturando tópicos diferentes.
>> Muita gente não sabe que a Xandros está vindo pro Brasil, e eu estou
>> feliz da vida por eles iniciarem suas operações aqui (e eles são 
>> comerciais).
> 
> Eu não sabia . . . :-)

        Pois é... e não é o único exemplo.


>>     Não acho que a Red Hat seja quem mais ganha dinheiro com isso. :-)
>> Acho que eles dominam bem um segmento, mas há outras empresas ganhando
>> tanto (ou mais) que eles em outros segmentos FLOSS.
> 
> Das empresas q têm modelo de negócios fortemente calcado em FLOSS  achei
> q ela era a q tinha maior faturamento e valor de mercado.  Talvez
> empresas com modelos de dual licensing ganhem mais, mas aí eu  não diria
> q estão ganhando realmente a vida com FLOSS, já q, no final  das contas,
> estão vendendo licenças de uso como qqr software  proprietário. Uma IBM
> da vida provavelmente ganha mais dinheiro com  FLOSS do q a Red Hat, mas
> aí entra a questão da escala e a IBM não é  exatamente uma empresa de
> FLOSS.

        Claramente temos uma diferença do que seria basear os modelos de
negócios em FLOSS. Por isso a diferença na projeção de quem teria os
maiores rendimentos na área.


>>     Sim, e tem gente fazendo isso no Brasil, uma grande distro e
>> algumas empresas espalhadas por aí. Você está falando da  Comunidade, mas
>> eu conheço grandes empresas que não querem pagar (ou doar) para o SL
>> porque ele é de graça, ou seja, o "mundo dos negócios" no Brasil  também
>> não me parece muito preparado pra interagir com as empresas de FLOSS.
> 
> Sim. O ambiente de negócios ao redor de SL é falho no Brasil em  vários
> aspectos.

        O que não afeta diretamente nosso tópico principal, ou seja, ao
invés do casal de namorados ir no cinema, eles se juntam pra fazer uma
distro nova no fim de semana mudando alguns ícones e traduzindo dois ou
três menus que já estavam traduzidos mas de forma diferente.


[...]
> [ ]s,
> olival.junior

        Abraço,

- --
Felipe Augusto van de Wiel (faw)
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Comment: Using GnuPG with Debian - http://enigmail.mozdev.org

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