Ainda não li nada do trabalho do nobre professor. Mesmo assim vou me
permitir expressar uma opinião a esse respeito.

Ok, ok, onde ele quer chegar com essa "contribuição analítica da história"?
Principalmente nesses tempos de perseguição às liberdades civis? Qual a
corrente política do nobre professor de Stanford? Haveria a possibilidade
desse trabalho acadêmico ter a pretensão de dar subsídios para alguma medida
de controle da rede?

Até onde sei a decisão de descentralizar o funcionamento da Internet desde a
sua gênese na ARPANET foi uma decisão de caráter militar e estratégico,
buscando evitar a existência de único ponto de falha para a rede. Quanto a
colaboração entre pares trata-se tão somente da influência do meio
acadêmico, materializando na rede seu modo de trabalhar de forma
colaborativa.

Por isso sou obrigado a me questionar se os criadores da rede mentiram para
nós esse tempo todo sobre essas premissas e características inciais?

Claro que também é razoável aceitar que pode ter havido alguma influência do
contexto sócio-cultural e político da época no trabalho das pessoas, mas não
seria adequado evitar generalizações?

E afinal esses valores do "comunitarismo" (como colocado pelo nobre
professor) não são valores nobres e que tem se provado altamente positivos,
benéficos e os mais acertados mesmo para a evolução da rede e de todo o
ecossistema que surgiu a sua? Aqui incluído o software livre!

Abraço,

ASF
http://antoniofonseca.wordpress.com

On 11/26/06, Ada Lemos <[EMAIL PROTECTED]> wrote:

*O ideal hippie da web*

*Em livro lançado nos EUA, o professor de Stanford Fred Turner defende que
a internet é um legado da contracultura dos anos 60*

*Ver  todo o texto em:*

*http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mais/fs2611200613.htm
*

*ERNANE GUIMARÃES NETO*
DA REDAÇÃO
A internet é um legado tecnológico dos hippies. Essa é a tese do livro
"From Counterculture to Cyberculture" (Da Contracultura à Cibercultura,
University Of Chicago Press, US$ 29, R$ 63), de Fred Turner, que acaba de
sair nos EUA. O autor, professor de comunicação na Universidade Stanford, na
Califórnia (EUA), argumenta que os cientistas responsáveis por certas redes
de segurança usadas na Guerra Fria -que deram origem à internet- "nadavam"
em contracultura.
Os valores hippies teriam impregnado a tecnologia hoje mundialmente
disseminada -a comunicação entre pares, sem hierarquia, que é a web.
Uma peça-chave dessa influência, segundo Turner, foi o "Whole Earth
Catalog" (Wec), a enciclopédia alternativa editada por Stewart Brand, que se
autodenominava um livro de "acesso a ferramentas" como mapas, bibliografia,
endereços de cursos e instituições, receitas "faça-você-mesmo" -sempre de
acordo com o viés do comunitarismo alternativo da contracultura.
Em entrevista à *Folha*, Turner qualificou sua obra como um trabalho de
"história cultural da computação" e estabeleceu ligações entre a tecnologia
disponível e a forma como a cultura alternativa dela se apropria.
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