Olival Júnior wrote:

Particularmente, sempre vi o projeto Hula como "mais outro projeto de webmail + agenda" (como o tal do OpenGroupware.org ou algo assim. Alguém lembra?). Todos esses projetos parecem começar dizendo q serão o MS Exchange killer e depois de um tempo percebe-se q a coisa não é bem assim.


Acho q quem não usa MS Exchange já possui milhares de alternativas livres para suas funcionalidades e normalmente não vai querer jogar fora todo o investimento em integração da solução fora por um projeto ou outro (vejam só, vc tem de integrar um servidor de e-mail - pop, imap, etc -, um anti-spam, um anti-vírus, um front-end web, uma ferramenta de agenda, o banco de dados onde os compromissos - e talvez as msgs - serão guardados, etc).

O Exchange é bem mais do que e-mail com agenda - ele é uma infra de workflow razoavelmente poderosa e, pelo menos alguns anos atrás, bem sacal de programar.

Os pequenos usuários de Exchange estão bem servidos com quase qualquer coisa. Os grandes usuários (cá pra nós, coitados - Exchange é, provavelmente, o software mais frágil que a MS já fez) dependem das funcionalidades de workflow e não podem migrar tão facilmente.

Por outro lado, como eu sempre disse em várias oportunidades, o MS Exchange possui um fator de TCO q poucos levam em conta, chamado "cost of disposal" ("custo de jogar algo fora", sendo bem literal): o Exchange guarda suas msgs e agenda em uma base proprietária, e nas versões recentes tem laços estreitos com o MS Active Directory, q lhe serve de catálogo de endereços, facilita o uso de certificados digitais, etc. A partir de determinado volume de mensagens e número de usuários, migrar uma instalação MS Exchange para qualquer coisa (seja livre ou proprietária), sem perdas significativas envolve um esforço hercúleo, se é q seria totalmente possível. Assim, quem já se comprometeu em algum momento com MS Exchage acaba ficando dependente pro resto da vida.

Coitados. Digo isso de coração - tenho clientes que usam.

E aí chega essa notícia da Novell pouco tempo depois do famigerado acordo com a MS. Fica a dúvida: a Novell está com poucos recursos e resolveu priorizar o q pode dar certo ou no meio do texto do acordo com a MS havia previsão de se jogar fora tudo o q não fosse diretamente ligado às ofertas do SUSE Linux (como o Mono, por explo)? A Novell se vendeu ou está trabalhando pra não ser vendida? ;-)

Eu sinto cheiro de podre.
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