E a Netscape não tinha sido comprada pela AOL? E o serviço de diretório da Netscape pela Red Hat? O q a Sun comprou da Netscape?

Em 07/12/2006, às 20:07, Luciano Ramalho escreveu:

O cidadão não sabe escrever "roupagem", e nem diferenciar patente de
registro de marca. Não vale bem a pena entrar no mérito do artigo.

[ ]s
Luciano

On 12/7/06, [EMAIL PROTECTED] <[EMAIL PROTECTED]> wrote:

 Mais uma notícia "imparcial" de uma  analista de
mercado "imparcial" ...





http://correiodobrasil.cidadeinternet.com.br/noticia.asp?c=110552
acesso
em 07 dez. 2006.

CORREIO DO BRASIL
5 de dezembro / 2006 - 11h59

Software Livre, livre mesmo ou apenas lucros
ocultos?

Por Antonio Borges da Câmara Medeiros - do Rio de
Janeiro


O mundo tecnológico iniciou sua maior mudança
nos anos 80, com o
surgimento do ambiente gráfico. Evoluiu do velho
DOS para o sistema
Windows. O resultado foram enormes alterações na
forma de relacionamento
da máquina (os microcomputadores) com seus
usuários, que conquistaram
mais "liberdades" na construção dos softwares e
menos dependências de
fornecedores, os proprietários das soluções. O
mundo de tecnologia
iniciava, assim, a abertura ao produtos, tanto
hardwares como softwares,
desenvolvidos por aqueles garotos incríveis e
suas garagens
maravilhosas, a exemplo de Bill Gates, da
Microsoft, Steve Wozniak e
Steve Jobs, da Apple, entre outros.

Tecnologia é bom que se diga, trata-se de um
negócio muito dinâmico.
Criam-se tecnologias, elas vêm e outras vão. Um
exemplo disso, foi o
lançamento do IRIDIUM, em telecomunicações.
Paracia que o futuro havia
chegado, mas a prática mostrou que era de
altíssimo custo, o que por fim
naufragou.

Em meados do final dos anos 90, uma tecnologia
denominada apenas de Web
(Rede), começou devagarinho mas revolucionou o
modo e a maneira com que
as pessoas e empresas se comunicavam.
Inicilamente, levava alguns
instantes para que as informações chegassem ao
seu destino, com
qualidade e segurança. Os anos se passaram e, já
no início deste século,
a tecnologia Web, bem mais desenvolvida,
baixíssimo custo, segura em sua
maioria, caiu no gosto popular. Não se imagina,
nos dias de hoje, alguém
que não tenha seu endereço postal eletrônico.
Sejam empresas, individuos
e organizações, a quase totalidade tem Sites
(endereço eletrônico
contendo páginas informativas a respeito de si e
de seus produtos e
serviços), outra forma de se comunicar com o
mundo. Isto revolucionou
todos os sistemas de informações e
comunicações no planeta. Empresas
fornecedoras dessas tecnologias deram um grande
salto em seus nichos de
mercado.

Nesse contexto é importante lembrarmos de alguns
aspectos que ocorreram
desde o surgimento do ambiente gráfico, Windows.
A Microsoft aquela
época era idolatrada e a menina dos olhos da
grande maioria das pessoas,
porque revolucionou e mudou conceitos da época.
Surgiu a Netscape e foi
um sucesso esplendoroso, afirmava-se naquela
altura que a Microsoft
perderia o posto da número Um do mercado. O que
se viu, na prática é que
no mundo capitalista e de economias integradas, os
mais fortes tendem a
permanecer, embora com alguns arranhões. Mas o
mais fraco, naufraga. Foi
o que aconteceu com a Netscape (hoje de
propriedade da SUN Microsytems).
A novidade sucumbiu ante o lançamento de seu
similar, o Internet
Explorer, da poderosa Microsoft. Rapidamente este
produto ganhou mercado
e quando incorporado ao pacote de aplicativos MS
Office, também da
Microsoft, determinou alí o fim da era Netscape.

O mundo tecnológico ficou mais acirrado desde
então, empresas passaram a
ter estratégias negativas de conquistas de novos
mercados. "Se não posso
com eles, enfraqueça-os". É o que se percebe ao
longo deste últimos
anos. Na época do Netscape, a Microsoft foi
duramente acusada de
dumpimg, quando agregou seu módulo Internet
Explorer ao MS Office. Essa
batalha perdurou por vários anos, somente
resolvido recentemente através
de acordo entre SUN e Microsoft, acordo que girou
na ordem de US$ 780
milhões de dólares e pôs fim, supostamente, a
anos e anos de críticas e
batalhas judiciais sobre disputas de patentes.

Para se ter uma idéia melhor do que estamos
falando, segundo o Gartner
Group, empresa especializada nos estudos dos
mercados de tecnologia,
identifica o tamanho do mercado de ambientes
computacionais dominado
amplamente pela gigante Microsoft, exemplificando
Windows (Microsoft),
UNIX (IBM,SUN,HP, UNISYS) , OS/2 (IBM), DOS (IBM)
e NLM (NOVELL) LINUX
(Linus Torlvals) , em cerca de US$ 80 bilhões por
ano. Adicione-se a
isso o também importante mercado de automação
de escritório, dominado
amplamente pela Microsoft com o MS Office,
seguidos por Lotus Notes
Dominó (IBM), StarOffice e OpenOffice.org (SUN),
bem como outros de
menores expressão, mercado esse, que movimenta
cifras superiores a US$
100 bilhões de dolares ao ano. Isso já é
suficiente para se ter uma
idéia do que estamos falando.

Outro advento a isso, foi a entrada no contexto
tecnológico do conceito
Free Software, ou seja software livre. Mas sem
paixões ou sentimentos e
opiniões pessoais interessadas, vejamos do que se
trata.

Esse conceito, em sua essência e forma resumida,
trata da liberdade de
terceiros, ditas, comunidades livres, criarem e
compartilhar do
colaborativismo geral em benefícios de todos. Ou
seja, disponibiliza-se
as bibliotecas (API´s) de desenvolvimento do
software, através de um
compromisso contratual de que poderá ter acesso a
todas as funções do
produto (códigos-fontes), a fórmula do produto.

Cada usuário, em tese, poderia implementar novos
recursos e teria a
obrigação de devolver tudo o que foi criado e
desenvolvido ao dono da
patente, sem direitos de propriedades
intelectuais. Refiro-me ao
proprietário dos códigos-fontes, o primeiro e
original. Ora, trata-se,
na realidade, de um grande negócio! Como se sabe,
desenvolver um produto
leva muito tempo e demanda uma quantidade de
recursos financeiros que as
vezes acaba inviabilizando seu desenvolvimento.

Com o conceito de software livre, os
proprietários de patentes de
inventos, criaram uma grande jogada de Marketing.
Disponibilizam a
terceiros, milhares e milhares de milhões de
indivíduos no mundo
inteiro, que, de forma impressionante e
hipnotizante, trabalham de
"graça" para desenvolver algo que sequer algum
dia será dele e o que
inquieta mais é saber que em algum dia mais
adiante - em breve,
possivelmente - que os verdadeiros donos das
patentes poderão, a
qualquer instante, dizer que não investirão ou
irão colaborar mais com
software livre algum pelo simples motivo de que
eles são os verdadeiros
e únicos donos do produto.

Poderia-se imaginar que, se existe o similar
livre, quem iria concorrer
com ele?

Engana-se quem acredita nisso. O mundo é
essencialmente capitalista, as
empresas e quase tudo mais dependem de dinheiro,
quem iria investir na
continuidade de desenvolvimento do produto? Os
diversos colaboradores?
Quem os paga e mantêm? A publicidade? Quem
administra isso? A
comunidade, a qual congrega colaboradores do mundo
inteiro, com idiomas,
culturas diferentes, conceitos e visões
diferentes? Quem colocará
dinheiro nesse negócio cheio de incertezas? Se as
grandes corporações
saírem desse projeto, a dúvida e incerteza só
aumentam!

Vejamos dois casos de sucesso de software livre:
Linux e OpenOffice.org.

O Linux quem é? Nada mais é do que o velho e
cansado UNIX, revestido e
reencapado pelos seus colaboradores ao redor do
mundo e seus únicos
proprietários, o qual não se consolidou como
sistema operacional de
massa e caiu em desuso. O que fizeram os grandes
fabricantes?
Sabidamente, colocaram uma nova ropagem, mas não
poderia ser como antes,
teria de ter um apelo e conceito novos. Pronto.
nasceu o LINUX (LIN
-junção do Linus Torvalds + UX do UNIX). Jovem
conhecedor profundo da
plataforma e ambiente UNIX, um casamento perfeito,
com duração incerta.

O divórcio, amigável ou não, é certo e seguro,
como se vê hoje. A
possível consolidação desse ambiente, já nos
dias de hoje, com maior
participação no mercado do que o próprio UNIX,
voltará a campo. Ou seja,
o velho e agora incorpado e muito difundido UNIX,
desta vez cobrado em
suas atualizações, já pode ser considerado um
sucesso de estratégia. Mas
os objetivos são maiores, derrubar a arquirival
Microsoft.

E o que é o Open Office? Nada mais é do que o
software livre da SUN. Da
SUN, sim, porque senão vejamos. A quem pertencem
os códigos-fontes do
Open Office? À SUN, é claro.

Perguntamos, então, porque não liberaram os
códigos-fontes do seu
produto e marca oficial, a StarOffice? A resposta
é clara e óbvia. Para
a SUN competir com um produto muito mais maduro
tecnicamente e
consolidado como este, o jeito foi distribuir, de
forma gratuita, sem
gastar nada com desenvolvimento do produto, sem
gastar nada em sua
distribuição ao mercado consumidor, simplesmente
permitindo o download
pela Web, gratuitamente. Com essa estratégia,
sequer poderia ser
processada por dumping. Mas, sob um olhar mais
frio e objetivo, é
exatamente isso que se faz na prática. Não se
pode afirmar, com certeza,
que esta prática é uma unanimidade em toda a
comunidade livre.
Certamente existirá alguém que acredita piamente
nessa balela,
coordenada pelas grandes corporações de
tecnologia, com um único
propósito, destronar e enfraquecer ao máximo sua
rival maior, a Microsoft.

O objetivo é tão determinante e voraz que, no
Brasil, ciente a anos de
que existe uma empresa brasileira detentora da
patente Open Office, de
uso exclusivo, reafirmado com o parecer do INPI, a
SUN e suas
concessionárias utilizam sua marca
indiscriminadamente, de forma abusiva
e ilegal, caracterizando a máxima, de que os
meios justificam os fins.
Se repararmos, nada mais fazem as gigantes, IBM,
SUN, HP, NOVELL do que
aconteceu à Netscape, tempos atrás. Refiro-me ao
acordo amargo que a
Microsoft ingere agora, adicionado a campanhas
cada vez mais hostís aos
seus produtos e serviços, bem como o desgaste da
imagem da poderosa
Microsoft. Esta, para neutralizar e minimizar um
pouco o prejuízo,
inicia uma distribuíção de polpudas fortunas em
parcerias de cooperação,
acordos judiciais, doações, campanhas
publicitárias institucionais nos
principais meios de comunicações etc...

Esqueceram que, recentemente, aquela que fora
aclamada como a maior, a
inovadora, é agora a vilã da novela!

Antonio Borges da Câmara Medeiros é analista de
mercado.


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