Acabo de notar que o Cowboy não tem um touchpad... Nem mouse...



2006/12/8, Pablo Sánchez <[EMAIL PROTECTED]>:
O cowboy não vai para frente porque é US$100,00 mais caro que o
OLPC... E o discurso deles é mais técnico que social. O Negroponte com
certeza tem um discurso melhor para isso que eles.

Pelas configurações de hardware descritas, não seria difícil colocar
um linux nele.

"O mundo é Windows" e eles querem ajudar a manter. Pena. Um projeto
muito bom pelo que pude ver...

Tem uma coisa que eles não levaram em consideração que o OLPC levou:
não tem uma forma alternativa de energia, isto é, locais sem
eletricidade, como várias comunidades ribeirinhas da amazônia, não
teriam acesso à tecnologia...

2006/12/6, Hudson Figueredo <[EMAIL PROTECTED]>:
> FONTES: http://www.bites.com.br/
> http://www.unesp.br/noticias/091204c.php
>
> Um grupo de pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp)
> liderados pelo professor Eduardo Morgado projetou uma máquina tão barata
> quanto o laptop de US$ 100 do pesquisador americano Nicholas  Negroponte.
> Batizado de Cowboy – o nome original do projeto era caipira, mas sua
> sonoridade em inglês era péssima – o equipamento é menor que um laptop,
> funciona com uma versão mais simples do sistema operacional Windows e tem
> capacidade de processamento semelhante a um PC Pentium 3. E mais. O produto
> da Unesp acessa a internet sem fio e a rede de dados utilizada pela
> telefonia celular tradicional, conhecida como GPRS. O custo de produção do
> protótipo não ultrapassou US$ 250. Em escala industrial esse valor pode
> ficar bem inferior a US$ 200 por unidade e bem próxima daquela proposta
> feita por Negroponte a vários governo, incluindo o brasileiro. "Não
> queríamos reinventar a roda", diz o professor Morgado. "Fomos ao mercado e
> descobrimos componentes que já existiam e juntamos tudo no Cowboy." O
> projeto da Unesp aparece no momento em que o governo federal parece ter
> feito sua opção pela ferramenta que levará a inclusão digital a todos os
> cantos do Brasil. O presidente Lula e sua equipe estão encantados com a
> proposta de Negroponte, que tem no currículo o fato de ser professor do
> prestigiado Instituto de Tecnologia de Massachusetts. Há duas semanas na sua
> última passagem por Brasília Negroponte entregou o protótipo ao presidente
> Lula que se deixou fotografar sorridente ao lado da máquina e do seu
> criador. O pesquisador do MIT espera que o Brasil encomende um lote 1 milhão
> de unidades do seu laptop que vai custar em torno de US$ 150 (a promessa de
> vendê-lo por US$ 100 fica cada dia mais distante.). O projeto só sairá do
> papel se o total de pedidos atingir a cifra de até 10 milhões de unidades
> pagas pelos governos. É indiscutível a capacidade de Negroponte de acessar
> dirigentes de vários países que se debatem com o problema da inclusão
> digital. Ele reúne no mesmo discurso variáveis que chamam atenção de
> qualquer governante preocupado com o retorno político das suas ações:
> crianças, educação, inclusão social e digital. Há também o sistema
> operacional Linux que estará dentro de cada One Laptop Per Child (Um laptop
> por criança), o nome do projeto e da ONG criada pelo americano para
> viabilizar sua iniciativa. Ao lado de Negroponte estão marcas bem conhecida
> que lucrarão com as vendas. O chip é da AMD e quem fabricará os equipamentos
> será a empresa Quanta de Taiwan. "Existe um grande negócio por trás dessa
> hipótese a ser provada", afirma Fábio Costa, presidente da consultoria em
> negócios tecnológicos e convergência digital TC2. "Não adianta espalhar
> computadores pelo País sem a infra-estrutura necessária para ofertar acesso
> as crianças. Acesso vem primeiro" Esse é o problema do computador de
> Negroponte. Ele prevê acesso à internet como diferencial, mas nesse aspecto
> o Brasil está engatinhando. Mesmo assim, o governo federal montou um grupo
> de estudo para avaliar o projeto.
> Na contramão dessa simpatia declarada por Negroponte a turma da Unesp vai
> construindo a sua proposta. O cowboy tem características similares ao One
> Laptop Per Child. É pequeno, reconhece máquinas iguais quando está em rede e
> tem acesso sem fio. A diferença básica está no sistema operacional. O
> professor Morgado e seus auxiliares escolheram a versão mais simples do
> Windows por um simples motivo: o mundo é Windows. Adversários ou não ao
> software da Microsoft concordam que o Linux ainda não se firmou como uma
> alternativa econômica viável no mundo dos usuários comuns de computadores  –
> a exceção ocorre no ambiente corporativo. Experiências de vender PC's com
> Linux para o consumidor final no Brasil se mostraram desastrosas. Os
> clientes pagaram mais barato pelo equipamento e ao chegar em casa jogaram o
> Linux fora e colocaram um Windows pirata. "Tecnologia se faz olhando para
> frente. O projeto de Negroponte se volta para trás", afirma o professor
> Morgado. E aqui vale uma pergunta: por que tanto interesse do governo
> federal em escutar e festejar Negroponte sem considerar outras
> possibilidades? A resposta vem do empresário Carlos Rocha, dono da companhia
> de tecnologia Samurai e o criador da urna eletrônica, o maior sucesso
> tecnológico brasileiro dos últimos tempos. "Não podemos servir como
> plataforma de um experimento que irá gerar receitas apenas para os
> envolvidos diretamente no projeto." Rocha lembra que na relação de
> entusiastas do pesquisador do MIT não estão os políticos de nações como a
> Índia e Coréia. "Nesses lugares a questão da educação não se resume a um
> produto ou uma tecnologia. Envolve uma discussão mais séria e aprofundada",
> diz o empresário que já expôs esses pontos de vistas ao próprio Negroponte
> durante uma palestra em Campinas, no interior de São Paulo. Esses
> questionamentos fazem sentido em função do atual momento da tecnologia
> nacional. O exemplo da Unesp apenas ilustra as competências internas dos
> cientistas brasileiros em colocar à disposição da sociedade projetos capazes
> de transformar a realidade nacional. E sem qualquer posição xenófoba, o
> governo federal deveria escutar ou pelos menos acompanhar de perto o que
> acontece no seu quintal. Afinal, às vezes, santo de casa também faz
> milagres.
>
>
> http://www.ltia.fc.unesp.br/cowboy/
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