On 12/9/06, Pablo Sánchez <[EMAIL PROTECTED]> wrote:
Ok, então, partindo desse seu ponto de vista, vendo o hardware sendo um ou
outro (fuck software, vamos falar sobre a base onde roda o software), a
escolha de uma ou outra solução levaria a esse mesmo problema. É como se o
Governo resolvesse distribuir note da Compaq, e não da Toshiba. Quem ia
lucrar com suporte ao hardware? Vê que o argumento acaba tornando-se falho?
Qualquer uma das duas soluções tem hardware muito fechado, é aquilo e
pronto. Pelo menos, na solução nacional, a manutenção de hardware seria
mantido no Brasil. Na outra, ia vir um babaca primo do Negromonte ou sei lá
o q, só para apertar parafuso. Porque ele saberia qual o parafuso, e o preço
vai no que lhe der na telha. Ou vc acha que a criança vai juntar a mesada e
levar para consertar pagando do próprio bolso? Claro que não. O problema
mesmo em pegar uma solução estrangeira, mesmo que baseada em Linux, ao meu
ver, é esse, o hardware. Software é ainda uma segunda discussão. No caso do
note brasileiro, baseado em risc, dá para colocar Linux também. Colocaram
Windows porque foi o que quiseram colocar, mas se vc me der um hardware
desses e pagar meu salário de uma semana, eu coloco um sistema livre lá para
vc, facilmente. Um Linux, NetBSD, ou qualquer outro com suporte a
processadores Risc.

Então, eis o grande problema: quem vai dar suporte ao hardware? Veja que por
ser um programa financiado pelo governo brasileiro, isso exige uma estrutura
aceitável de empregados e atendimento nacional. Por serem eles os criadores,
conseguem até dispensa de licitação! Pô meu, não gostei do produto
brasileiro vir com windows, mas discutir apenas o software é apenas 50% da
questão. Software não funciona sem hardware.

Então Pablo, continuamos com o mesmo questionamento, suponhamos que
alguém ou o próprio governo entrasse em contato com o pessoal da Unesp
para analisar a solução deles, que argumento seria usado para colocar
o Linux lá dentro? porque não é só software que não funciona sem
hardware, o inverso também ocorre. Acho que o que estamos discutindo
principalmente é que o argumento de usar linux no OLPC é fraco porque
está tomando como base principalmente o custo, e não as qualidades
técnicas de um sistema linux (livre).

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