Oi Alex,

Achei o texto muito bom. Com ideias de economia interessante mas com uma
linguagem não muito atrativa.
Pena que a pessoa com um poder de sintese tão boa não consiga ser mais
polida.
Muitas vezes nos pequenos detalhes nós perdemos grandes oportunidades.
Outra questão é que eu achei que o texto não ajuda muito o software livre
uma vez que justifica a pirataria como algo bom e ser legal (ou mudar para
software livre) não é necessário. Todos sabemos que a mudança tem que ter
fatores de motivação expressivos.

Marcus



Pessoal,

Estava lendo a lista sobre pirataria e me lembrei de um texto um tanto
quanto "interessante" sobre o assunto, procurem ao ler se ater a essência
do conteúdo não apenas as palavras de médio e baixo escalão colocadas nele.

Acredito que poucas pessoas vão concordar 100% com o texto mas todas
concordarão com pelo menos 5% da essência.

" É raro ver alguém que defenda com unhas e dentes a pirataria. No máximo
as pessoas a justificam com alguma desculpa esfarrapada, dizendo que é um
sintoma da desigualdade social. E o caso não se restringe aos pobres
camelôs. Até mesmo quem pratica a pirataria "mais sofisticada", catando uma
MP3 aqui e crackeando um Windows acolá, não consegue se livrar de um certo
complexo de culpa quando escuta o discurso lamurioso da indústria
fonográfica e dos fabricantes de software: "A pirataria não gera empregos!
A pirataria não paga impostos!".

Pois eu digo que o crescimento nos últimos anos dos mais diversos tipos de
pirataria, seja graças à internet ou aos bons e velhos chineses, é a maior
arma que a sociedade possui para conseguirmos passar ilesos por esta dita
"era da informação".

Houve uma época onde a coisa mais importante na economia era comida (bons
tempos feudais que não voltam mais). Tão importante que a maioria das
teorias econômicas se baseavam em grãos de trigo. Uma delas, muito legal
por sinal, era a de Thomas Malthus. Para simplificar, ela dizia o seguinte:
a população cresce em progressão geométrica (2, 4, 8, 16, 32..) ? afinal,
fazer filho é muito gostoso (ele realmente diz isso); já as reservas de
comida crescem em progressão aritmética (1, 2, 3, 4...) ? a produtividade
das terras é limitada e seus recursos são escassos. Conclui-se então que um
dia este sistema vai dar merda. Muita boca para pouca comida. Mas aí tudo
bem, Deus é um cara sábio, mata 90% da população de fome e o ciclo começa
novamente. Uma guerra de vez em quando para matar geral também é bem vinda.

Hoje o que movimenta a economia é conhecimento, tecnologia, informação,
cultura, diversão... Ninguém sabe mais se trigo nasce em árvore ou se vem
da galinha. E isso só foi possível porque o problema do crescimento
populacional foi resolvido (na parte do mundo que vale a pena, esquece
essas merdas debaixo do equador) e as pessoas descobriram que ver televisão
e jogar video-game é muito mais gostoso e prático do que fazer filhos.

Nesse cenário, o discurso de Malthus se inverte. A quantidade de imbecis
produzindo informação cresce em progressão geométrica (músicos pagodeiros,
atualizações do Windows, escritores, revistas, programas de TV...) -
afinal, viver vida de celebridade é mais gostoso; já a nossa capacidade de
assimilar toda esta nova informação cresce apenas em progressão aritmética
(afinal, só temos um cérebro). Não é preciso ser nenhum gênio para
descobrir que, se ficarmos de braços cruzados, um dia Deus vai ter que
baixar na área e matar 90% da galera que insiste em nos entupir com cada
vez mais informação.

Afinal, de quantas bandas de New Metal nós precisamos? Quantas celebridades
se revezando semanalmente em fofoquinhas mostradas pelos programas de TV
são necessárias para nos entreter? Uma nova versão do Photoshop a cada 4
meses não é um pouco de exagero? Uma banca de jornal hoje em dia possui
mais títulos do que a biblioteca do meu colégio tinha quando eu cursava o
ginásio!

É nesse ponto que a pirataria entra para nos salvar. A cada MP3 que
baixamos, mais miserável fica aquele maldito grupo de Axé. A cada software
pirata que instalamos, um programador sueco fica sem dinheiro para comprar
Prozac e se suicida. A cada camisa da Nike falsificada que vestimos (marca
também é informação), menos jogadores de futebol vão ostentar carrões
importados. Com esta escassez de recursos forma-se um ciclo virtuoso e,
pouco a pouco, aquele sonhado ponto de equilíbrio onde apenas "informação
relevante" é produzida vai se aproximando. O mundo poderá se ver livre de
quem só quer alugar um espacinho no nosso cérebro para faturar mais
dinheiro e ostentar uma vida de luxo e riqueza. O caminho fica livre para
aqueles que querem apenas passar a sua mensagem e receber o que é justo por
isso.

Fique satisfeito por cada ato de pirataria que você já cometeu (e vai
cometer ainda mais a partir de hoje). Você está contribuindo para que o
joio deixe de ser irrigado e no final só reste o bom e velho trigo, que a
era da informação está quase nos fazendo esquecer de onde ele vem.
---
MrManson"
--
Alex Camacho Castilho
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