Olival Júnior escreveu:
> Desculpem o tamanho do texto, mas faz um certo tempo q estou querendo
> apresentar a minha visão do acordo MS/Novell e não consegui escrever
> nada mais enxuto do q isso. Mas, acredito q quem conseguir ler tudo pode
> ter uma nova perspectiva do q está acontecendo.
 ...
> 
> Assim, o acordo com a Novell não seria propriamente uma "armadilha" para
> trazer discórdia e problemas ao FLOSS em geral. Seria o primeiro passo
> da MS em seguir sua tradicional estratégia de sair atrás de empresas q
> abrem novos caminhos, mas usando seus recursos para alavancar
> rapidamente sua posição em um novo mercado. Nesse cenário, a Microsoft q
> surgiria seria bem diferente daquela q conhecemos hoje. Da mesma forma q
> a IBM da década de 70 está longe do q entendemos por IBM no início do
> século XXI.
> 
> Isso é bom ou mau? Vamos ver . . .

Sou cético quanto a este tipo de "explicação". Ela não serve para
explicar elementos fundamentais desse acordo, tais como o preço (quem
pagou quem, US$ 440 - 40 mi pagos à Novell) e a natureza dos
dispositivos mais capciosos da parte sobre patentes; por exemplo, o de
que a MS pode mudar os termos da "promessa" (de não processar por
infração  de "propriedade intelectual" desenvolvedores não-comerciais do
kernel) a qualquer momento, sem aviso prévio.

Doutra feita, o debate sobre esse acordo tem como outro pano de fundo,
importante mas pouco comentado em nossos círculos, a reação negativa de
magistrados do tribunal especial de apelação, que a justiça federal dos
EUA criou, nos anos 80, para resolver casos judiciais envolvendo
patentes em 2a. instancia. Autoridades que mais contribuem para que as
patentes de software funcionem, a partir da jurisdição americana, como
armas de destruição em massa, reagem de forma preocupante à pressão
social para se buscar sanidade no sistema patentário, a julgar pelo
discurso e pelos argumentos (envolvendo inclusive o Brasil e a India!:
http://ipcenter.bna.com/pic2/ip.nsf/id/BNAP-6WAK96?OpenDocument)

Acho que, para tentar entender as intenções e a mente dos que negociaram
esse acordo, seria mais profícuo acompanhar a evolução da primeira
investida da estratégia de intimidação via alegações genéricas de
violação de propriedade imaterial -- o caso SCO --, do que as cabeças
velhas ou duras, os iates e as vaidades de executivos, ou as estratégias
negociais da IBM. Acho mais coerente uma leitura hobbesiana deste
acordo, como por exemplo a que é oferecida em (para quem lê inglês)
http://www.groklaw.net/article.php?story=20061203015212989
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prof. Pedro Antonio Dourado de Rezende /\
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