Em 09/01/2007, às 03:02, Ricardo L. A. Banffy escreveu:

Fizeram, foram filmados, lamentaram (terem sido filmados) e a coisa deveria ter ficado nisso. Não tinham o direito de reclamar de quem filmou porque eles próprios ofereceram a imagem que foi captada. Não estavam entre paredes nem tomaram precauções razoáveis para evitar o constrangimento.

Suponho, então, q se eu esqueço a porta de casa aberta e um ladrão rouba meu apartamento não posso reclamar à polícia pq não tomei "precauções razoáveis" para evitar o delito? Ou se um bêbado bate no meu carro eu sou o culpado por ter falhado em aplicar algum princípio de direção defensiva?

Convenhamos, o filme foi obtido de forma sub-reptícia e não vejo diferença entre isso e voyerismo. Mas, curiosamente, não vejo ninguém aqui xingando o paparazzi de pervertido.

Ou alguém aqui realmente acredita q ficar filmando escondido, à distância, o q um casal de namorados faz é realmente "jornalismo"?

O q o casal fez foi correr atrás de direitos q acreditava ter e não há nada errado nisso em uma sociedade livre. O dia em q não for possível fazer isso, aí sim estaremos de volta à Ditadura.

Aliás, o tal site de boicote me chamou a atenção pq o cara parece ter problemas contra quem esteja acima do peso tbém.

O juiz deveria é ter passado um sermão nos dois.

O juiz deveria era prestar atenção ao q escreveu e às conseqüência de sua decisão. Se não fosse este caso, cedo ou tarde surgiria algum caso onde alguém iria questionar algo similar e daria nisso.

O foco de toda essa barulheira ao redor do problema devia estar na qualidade da sentença, não no direito de alguém buscar seus direitos (quer ela tenha razão ou não) na justiça.

Suponha q alguém resgatou um vídeo mórbido. Digamos, os últimos minutos da Lady Di agonizando no q sobrou do carro onde ela morreu. E vamos supor q o pai do falecido namorado dela por algum motivo entrou na justiça brasileira para impedir a circulação deste vídeo. Seria justo ele querer proteger a imagem da sua quase-nora? Suponho q sim. MAS, se o processo caísse na mão do mesmo juiz da Cicarelli, correríamos o risco novamente de ter um site inteiro bloqueado para evitar apenas um conteúdo específico.

Assim, todo esse barulho ao redor da Cicarelli parece apenas servir de cortina de fumaça para o real problema: a qualidade das decisões do nosso judiciário em relação a assuntos de TI.

Como eu disse em outro lugar, aqui em casa os únicos que não têm o discernimento suficiente para evitar fazer sexo em lugares públicos são peludos e andam em 4 patas.

Fala sério . . . Daqui a pouco vc vai mandar uma msg dizendo q isso só deve ser feito com permissão do padre, com a proteção de Deus, sob as orientações das sagradas escrituras, com fins exclusivamente de procriação, só depois do casamento, e só papai-e-mamãe. De preferência rezando para aquela sensação pecaminosa de orgasmo passar rapidinho, né? :-P

Agora, em q pese essa noção "Wilderiana" de q as fortes paixões nos aproximam de criaturas menos capacitadas para a razão, q é muito bom fazer isso na praia (mesmo com areia), isso é. Aliás, na praia, na piscina, no meio do mato, no elevador, na garagem . . . Até na cama entre quatro paredes. :-)

[ ]s,

olival.junior_______________________________________________
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