Ada Lemos escreveu:
PedroS, Pablo e demais,
...
De repente, comecei a maldar estas coisas e a pensar...:
1º)Natural o Tato procurar advogados do seu círculo de relacionamentos para
assessorá-lo, e estes serem respaldados por ditos especialisas recomendados
por aquele meio. Especialistas ligados com as causas da própria Febraban
devem ter entrado na seara, sim, de algum modo.Ahh! OTato pode ter sido
usado, o caso pode ter caído feito luva e sido usado subliminarmente.
Suponho que acabaremos sabendo com mais clareza sobre isto
no andar da carruagem.


Para esclarecer-nos o andar da carruagem, lembro que o advogado que mais apareceu, até agora, na mídia corporativa para defender e justificar, bem blazée, a lambança do juiz, é justamente o contratado (a peso de ouro) da Febraban pra defender publicamente o substitutivo do Azeredo e assessorar o senador na re-re-re-...-redação (oitava) da sua proposta;

O mesmo que abriu sua fala (de encerramento) naquele seminário da Câmara explorando, esFUDeada e despudoradamente, o recente suicídio assistido pela web dum adolescente gaúcho para defender o substitutivo como um todo, inclusive sua parte fascista (único "expert" a fazê-lo ali). O mesmo que lastreou ali tal defesa numa lista de leis, já aprovadas, que criminalizam na informática algum tipo de "acesso indevido".

E o mesmo que tem sido, de longa data, operador da Febraban para essa agenda (ao menos há 6 anos, como se pode ver em http://www.cic.unb.br/docentes/pedro/trabs/gesso.htm). Ele poderá, agora, virar o disco do FUD. No mais, cabe indagar se há vínculo profissional entre esse carinha e advogados do lambuzado. Alguém sabe?

Doutra feita, a respeito do "caso Cicarelli", repórteres da mídia corporativa procuraram colegas professores na UnB, cujo CPD também bloqueou o YouTube e o mantém bloqueado (na redUnB), para ouvi-los; alguns preferiram, ao invés, me indicar mas ninguém me procurou.

Não que eu desejasse aparecer, mas, coincidentemente, minha principal crítica de natureza (digamos) jurídica ao substitutivo do Azeredo tem sido justamente a de que ele iria aumentar, e não diminuir, a confusão dos juízes, de que ele iria abrir, e não fechar, o foco de poder e de autonomia dos mesmos para tais lambanças abusivas, criando tipos penais abertos e estruturas fiscalizatórias e/ou normativas indefinidas.

Em vista dessas coincidências, acho que pode ser útil seguir monitorando como a mídia corporativa pauta o tema. Em especial como o Carlos Affonso (e o carinha?) será(ão) editado(s) pelos censores do Ali Kamel. No caso do Jô, o feedback do Júlio e do Samadeu foi mui esclarecedor, e certamente algum feedback do CTS depois do domingo nos será de valor.

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prof. Pedro Antonio Dourado de Rezende /\
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http://www.cic.unb.br/docentes/pedro/sd.htm
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