Faltou uma interrogação!

Não seria hora de criar um outro grupo para tratar de direito na Internet, 
cidadania digital ou assemelhados?

  ----- Original Message ----- 
  From: Marcia Oliva 
  To: Projeto Software Livre BRASIL 
  Sent: Sunday, January 14, 2007 11:46 AM
  Subject: Re: [PSL-Brasil] Folha Online cobre encontro de manifestantes na 
MTV:"Peço desculpas aos usuários do YouTube", diz Daniella Cicarelli


  Não seria hora de criar um outro grupo para tratar de direito na Internet, 
cidadania digital ou assemelhados.
    ----- Original Message ----- 
    From: Ada Lemos 
    To: Projeto Software Livre BRASIL 
    Sent: Sunday, January 14, 2007 11:23 AM
    Subject: [PSL-Brasil] Folha Online cobre encontro de manifestantes na 
MTV:"Peço desculpas aos usuários do YouTube", diz Daniella Cicarelli


    "Peço desculpas aos usuários do YouTube", diz Daniella Cicarelli 

    http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u21380.shtml

    DIÓGENES MUNIZ
    da Folha Online

    Daniella Cicarelli, 26, enfim, pediu desculpas pelo bloqueio temporário do 
YouTube, ocorrido na última semana. Neste sábado (13), a apresentadora da MTV 
se reuniu com manifestantes que exigiram sua demissão do canal. A Folha Online 
teve acesso exclusivo ao áudio das desculpas. O encontro foi feito dentro de um 
estúdio, e os jornalistas não puderam acompanhar.

     
          Diógenes Muniz/Folha Imagem 
         
          VJ Rafael Losso tentou acalmar 
          os ânimos: "Por que protestar?" 
    "Peço desculpas pelo transtorno às pessoas ligadas ao YouTube. Pessoas que 
eu nem conheço, nem sei quem são. Gosto de internet tanto quanto vocês", disse 
aos manifestantes, na presença do diretor-geral da MTV, Zico Góes e do VJ 
Rafael Losso, além de produtores, assessores e seguranças da emissora. A cena 
foi gravada pelo próprio canal, que deve usá-la na próxima semana. 

    O protesto estava marcado para o meio-dia, mas só começou por volta das 
13h. Antes disso, os poucos jovens presentes --aficionados por informática, 
pelo visto-- reuniram-se no metrô Sumaré (zona oeste). A pauta de discussão 
ainda não era a Cicarelli, mas leis e direitos na internet, compartilhamento de 
arquivos na rede e como burlar uma possível censura na web.

    "O [site de vídeos] Daily Motion é muito lento e o GoogleVideos não tem 
espaço para comentários", avaliava o organizador da manifestação, Márcio Motta, 
22. No metrô, Motta dizia que o protesto era, em primeiro lugar, contra a 
censura na rede e depois contra "o cinismo da Cicarelli, que não representa 
jovem nenhum". "Além do que, ninguém mais via aquele vídeo dela. Até o da Rita 
Cadillac é melhor", afirmou o dono da comunidade "Protesto - Fora Cicarelli!", 
com mais de 13 mil usuários --bem menos que os quase 100 mil da "Eu Odeio a 
Cicarelli". 

    Já o administrador de redes Gustavo Molina retomou outra questão polêmica, 
o projeto-de-lei do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) para regulamentar a 
utilização da internet. Segundo o projeto, o acesso sem identificação prévia 
deveria ser punido com reclusão de dois a quatro anos. "É impossível fazer esse 
tipo de censura na internet, por causa dos proxys", explicou Molina. 

          Diógenes Muniz/Folha Imagem 
         
          "MTV, não somos idiotas", afirma um dos cartazes levados pelos 
manifestantes 
    Internautas que tiveram seu acesso ao YouTube bloqueado na última semana 
(mais de 5 milhões em todo o Brasil) usaram programas "Free Proxy", que 
"disfarçam" sites (como o Youhide.com), permitindo a navegação "anônima" e sem 
rastreamento.

    Manifestação diferente

    Em frente ao prédio Victor Civita, onde opera a MTV, dez jovens e 21 
jornalistas se aglomeravam às 13h. Nada de bandeiras vermelhas ou gritos de 
ordem. Um carro de som tocava uma paródia à canção "Nós Vamos Invadir Sua 
Praia", do Ultraje A Rigor. "Daqui do morro dá pra ver bem legal / O que a Dani 
fez lá no litoral / Veja o lado bom, Daniella / A Paris Hilton vendeu o vídeo 
dela." 

    Empunhando cartazes, os manifestantes posaram por quase meia hora para a 
imprensa. Em uma das cartolinas, lia-se: "Que exemplo! Transou sem camisinha." 
E em outra: "MTV! Escolha: Ou ela ou nós." 

    Durante a semana, a assessoria de imprensa do canal divulgou que não 
haveria ninguém para receber o protesto. Na verdade, um esquema de guerra 
estava montado. Às 13h30, uma produtora do "Beija Sapo", de nome não revelado, 
tirava foto dos presentes. 

          Diógenes Muniz/Folha Imagem 
         
          O diretor-geral da MTV, Zico Góes (esquerda), com manifestantes fora 
da emissora 
    "Isso é ridículo. Eles falam do AI-5 (Ato Institucional nº 5, de 1968), mas 
não viveram o AI-5, não viveram a Ditadura", criticou. "Vamos usar essa 
situação para o nosso lado. Para nós, tudo é material." 

    Alguns minutos depois, o VJ Rafael Losso, o "Rafa", saiu com seu microfone 
(sem o logo da MTV) para entrevistar os que protestavam. A falta de foco dos 
manifestantes, então, pareceu pouca coisa perto de sua argumentação. 

    "Por que protestar? Por que vocês não montam uma banda de rock?", 
perguntou. E pouco depois, sobre a declaração de Cicarelli de que nada tinha a 
ver com o bloqueio, discursou: "Ela pode mentir. Isso é democracia, é a pessoa 
poder mentir." 

    Zico Góes, diretor-geral da emissora, também foi à rua e negou a 
possibilidade de demissão. "Estou preocupado, mas a imagem da MTV não está 
arranhada." 

    Góes contou que Cicarelli conduziu mal o caso desdo o início da divulgação 
do vídeo, na época do VMB. "A gente bateu o pé, porque ela estava p., não 
queria falar do vídeo no ar." Segundo Góes, "Cicarelli não sabe o que fazer por 
não ter ninguém para assessorá-la. Ela sempre vem procurar a gente."

    Racha

    Por volta das 13h40, os manifestantes foram levados para o hall da MTV. Sem 
entrar em acordo, foram convidados a ir aos estúdios, onde encontrariam 
Cicarelli. Por mais de duas horas, o grupo de jovens e a modelo conversaram. 
Alguns filmaram pelo celular. Segundo os presentes, além de se desculpar, a 
modelo disse que vai associar sua imagem à luta por "leis digitais". Ninguém 
especificou, ao certo, que leis seriam essas.

          Divulgação 
            
          Após o vídeo, Cicarelli valorizou seu passe e renovou contrato com 
MTV 
    A modelo ainda alegou que havia entrado com o processo apenas para impedir 
a veiculação de seu vídeo . O agravo que resultou no bloqueio do YouTube, de 
autoria do namorado Renato Malzoni, não possui sua influência, teria afirmado 
ela.

    Ao sair do estúdio, os funcionários da MTV e alguns jovens do protesto se 
declararam em comum acordo. "Nos comprometemos a lutar pela liberdade de 
expressão", disse Góes. Apesar de poucos, os manifestantes se dividiram. 

    O comerciante Aldo Júnior, 48, chegou à manifestação atrasado, mas a MTV 
não permitiu sua entrada no edifício. De acordo ele, os jovens manifestantes 
foram cooptados pelo canal. "Vocês se venderam, e ela [Cicarelli] está se 
promovendo com esse caso. Foram dobrados!", gritava. 

    Uma boa solução para o caso, dizia Aldo, era tirar a Cicarelli do ar por 
dois dias. "São os dois dias que o YouTube ficou fora." O estudante Thomaz 
Ferrari entrou nos estúdios e viu Cicarelli de perto. Mas saiu insatisfeito. 
"Foi um esquema feito para abafar", disse ele. 

    "Antes nós estávamos sem foco. Agora a gente tem um foco, que são as leis 
digitais", afirmou Eduardo Rodrigo, 23, que horas antes usava uma camisa com os 
dizeres "Queremos Justiça". Segundo ele, a Cicarelli vai se transformar, de um 
ícone da censura, em um ícone contra a censura na rede. 

    Até o organizador do protesto saiu satisfeito. No fim da tarde, ele gravou 
com uma equipe da MTV algumas cenas que também devem ir ao ar na próxima 
semana, falando sobre internet. Seus colegas, insatisfeitos, torceram o nariz 
ao vê-lo segurando um microfone com o logo do canal.




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