*TSE fará auditoria de urnas eletrônicas *

*Reportagem da revista "Veja" aponta indícios de fraude na eleição em
Alagoas; tribunal diz que falhas não são graves*

*TSE atribui o problema no Estado a um mecanismo de um lote específico, que
não compromete o resultado que deu vitória a tucano * DA SUCURSAL DE
BRASÍLIA

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc2101200707.htm

*Confrontado com contestações sistemáticas do grau de confiabilidade e
segurança das urnas eletrônicas, o presidente do TSE (Tribunal Superior
Eleitora), Marco Aurélio de Mello, decidiu pedir à Unicamp uma auditoria
para tentar pôr fim a essas questões.
Ontem, a revista "Veja" publicou reportagem apontando indícios de fraudes
nas urnas nas eleições de Alagoas*. *O TSE nega ter havido falhas graves e
atribui o problema a um mecanismo de um lote específico de urnas, que não
compromete o resultado da eleição e não apresenta risco de manipulação.
**Segundo a revista, um laudo do diretor da divisão de Ciência da Computação
do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), Clóvis Torres Fernandes,
apontou que o número de votos registrados em algumas urnas foi menor que o
de eleitores que votaram de fato; foram totalizados votos de urnas que
simplesmente não existiam; e algumas urnas não registraram votos. Além
disso, 35% das urnas do Estado teriam apresentado erros "bizarros", no dizer
de "Veja", e o sistema de voto eletrônico teria registrado 22.562 eleitores
a menos que o total que efetivamente votou.
*O presidente do TSE disse, por meio de sua assessoria, que a utilização de
urnas no Brasil ocorre no Brasil há dez anos com "absoluto sucesso", sem
nunca "ter havido nenhuma impugnação grave".
O tribunal afirma que o problema em Alagoas se deveu a falhas num lote de
1998, que teria capacidade de memória muito baixa. O problema estaria no
"log", um dos mecanismos de segurança da máquina, que funciona como uma
espécie de "livro de ponto", registrando o que acontece com o equipamento.
Em razão dessa memória curta, o equipamento não gravaria tudo o que ocorre.
No entanto, segundo o TSE, é possível recuperar manualmente o que não foi
gravado no "log".
O processo ainda está no Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas, mas pode
chegar ao TSE. A assessoria do órgão diz que por enquanto não existe a menor
hipótese de anulação da eleição do atual governador, Teotônio Vilela Filho
(PSDB).
Toda a polêmica começou na eleição entre Teotônio e o deputado federal João
Lyra (PTB), derrotado na disputa. O advogado de Lyra, o ex-ministro do TSE
Fernando Neves, disse à revista "Veja" que houve uma distorção muito grande
entre as pesquisas e os resultados, com derrotas do seu cliente em redutos
eleitorais dele. A *Folha* não o localizou ontem.
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