Companheiros(as) e Ricardo,

> Ada Lemos wrote:
>> Apesar de ser favorito nas pesquisas de intenção de voto, Lyra perdeu a
>> eleição para o tucano Teotônio Vilela Filho, que obteve já no primeiro
>> turno 55,85% dos votos válidos. Lyra conseguiu 30,51%. O político do PTB
>> perdeu, inclusive, em locais que são seus redutos eleitorais.
>
> Anomalias estatísticas sempre pedem maior atenção.
>

Qualquer processo usando tecnologias digitais merecem
atenção. Alguns merecem observação completa, outros
investigação constante.

>> Uma representação tramita na Justiça questionando a eleição. A auditoria
>> feita pelo ITA detectou que parte das urnas eletrônicas utilizadas
>> apresentava arquivos de controle, conhecidos como "log", corrompidos e
>> concluía que, dessa forma, ficava sob suspeita o resultado da votação e
>> apuração nessas urnas. Entre os problemas detectados pelos auditores
>> estão a totalização de votos oriundos de urnas que não existiam, e a
>> existência de urnas sem nenhum voto.
>
> Logs corrompidos, urnas inexistentes com votos e urnas vazias, de novo,
> pedem maior atenção.
>

Exigem perícia computacional e criminalística.
Pedir "maior atenção" é muito pouco, ainda mais para
profissionais de TI.

> Quem pagou pelo estudo do ITA?
>

O candidato derrotado. Não foi "estudo".
Foi um trabalho de PERÍCIA.
"estudo" é o que o TSE pagou para a Unicamp uma vez
e vai fazer DE NOVO.

>> Presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro Marco
>> Aurélio Mello anunciou na sexta-feira, 19, que o órgão deverá contratar
>> em breve a Universidade de Campinas (Unicamp) para que elabore um estudo
>> com o objetivo de comprovar a segurança do sistema do sistema de votação
>> eletrônico.
>
> Adorei a parte de "com o objetivo de comprovar a segurança do sistema".
> Eu sempre imaginei que o objetivo de qualquer estudo seria "avaliar",
> "estudar", "verificar" ou algo parecido.
>

Eles (TSE) já pagaram uma vez e publicaram o estudo pago
como "comprovaçao" sem direito a ninguém questionar, e
o "parecer" dos doutos da Unicamp foi muito "interessante"...
A interpretação dada pelo TSE e pelo presidente da Câmara
à época (Aécio Neves) foi mais interessante ainda.
Agora vem outro...

>> "O sistema não está em jogo como um grande todo. É claro que onde o
>> homem coloca a mão há possibilidade de desvirtuamento. Mas até aqui
>> temos um sistema que vem sendo observado há dez anos sem uma impugnação
>> séria", disse Marco Aurélio.
>
> É confortante ver uma possível fraude nas UEs deixando vestígios que
> podem ser investigados.
>

Confortante? Perderam o controle e fraude sobre fraude
coloca qualquer controle lo lixo. Um perito especiaizado em
forense computacional ficará DOIDO com tantos buracos no
processo de ponta a ponta.

>> O TSE sustenta que, apesar dos problemas encontrados nas urnas usadas em
>> Alagoas, o resultado das eleição não foi fraudado.
>
> Acho meio cedo pra descartar essa hipótese. Mas não se pode também
> descartar a possibilidade do problema não ser resultado de manipulação
> intencional.
>

Eu tenho certeza de que a hipótese é falha e não a descarto
em NENHUM MOMENTO. mas como o que vem do TSE é ordem e não
deve ser contrariado...

>> Em entrevista concedida em 2000, quando disputou a prefeitura do Rio de
>> Janeiro, Brizola disse: "Não há verdade eleitoral quando não há
>> possibilidade de recontagem. Estamos empenhados em demonstrar que essas
>> máquinas são passíveis de manipulação. Com essas máquinas vai sair o que
>> eles querem. Não há um documento, não há um recibo, não há nada que se
>> possa recontar. Depois de dado o voto, ele desaparece, se dissolve,
>> acabou."
>
> O sistema é bom, mas, se pudesse haver recontagem, seria muito melhor. A
> impressorinha era um pequeno pesadelo mecânico, mas podia melhorar e nem
> todas as urnas precisariam de uma, desde que elas fossem distribuídas
> aleatoriamente e sua presença não pudesse ser detectada por software.
>

Bom? Então tá.
Gostaria de saber desta sua teoria de distribuição aleatoria.
lembre-se que a "inteligencia" das urnas está na "memoria flash"
e nao no hardware conhecido como "urna eletronica". COm uma
flash verdadeira posso simular uma urna deste notebook que
teclo e ele estando em qq lugar do mundo. E a partir daí,
TUDO que fizer num hw como este notebook é OFICIAL e LEGAL.

> E separar a operação das eleições de sua fiscalização em órgãos
> diferentes seria fundamental para garantir que a coisa funcionasse.
>

A primeira providência é separar a execução da auditoria e
fiscalização. Quando o TSE conseguir me provar que ele
NÃO executa, legisla e julga tudo sozinho... o único orgao
publico que chama para si TODAS as funçoes...
Agora pergunta para o Presidente do TSE (atual e anteriores)
se eles deiam alguém auditar e fiscalizar externamente a
eles? Pergunta Se eles aceitam mostrar o código?
Pergunta porque eles NUNCA deixaram pessoas INDEPENDENTES
fazerem um "teste de intrusao/penetraçao"?
Até de graça já foi oferecido este teste.

> Na minha opinião, faltam algumas perguntas (e respostas):
>

Não sou o mais capacitado, mas não resisto.

> - Quantas urnas tiveram indícios de problemas?

Pergunta e resposta inócuas. Se mais de 3% apresentaram
problema críticos, que comprometeram os resultados,
quem é o técnico para dizer que foi contido nas Alagoas?
Se eu decobrir outro local este tecnico vai falar o
quê?

> - Como esses problemas foram descobertos?

No caso de AL, com um pedido do candidato derrotado
que por ter amigos influentes no TRE-AL, permitiu
que profissionais de TI e o Prof Clovis fizessem
coisas e tivessem acesso a Logs e outras informações
que em POUCOS LUGARES foi permitido no Brasil.

> - Quantas urnas foram auditadas?

Irrelevante. mas certamente um número MUITO SUPERIOR
a padrões de amostra aceitos mundialmente em regras
de auditoria. O padrão é algo como: pega-se 5% das
urnas de uma cidade... se alguma apresentar problema
pega-se mais 5% de outro munícipio, se apresentar
problema mais 5% e vai caminhando até um percentual
X em função do eleitorado/urnas.
No caso os números foram satisfatoriamente seguidos
pelo Prof. Clóvis (ITA).

> - A escolha das urnas auditadas seguiu algum padrão?

Sim.

> - As anomalias nos resultados se distribuiram uniformemente por todo o
> estado ou seguiram algum padrão?

Aí começam os indícios de fraude sobre fraude.
Foram encontrados padrões diferetnes em determinadas
regiões e padrão único em uma região.
O relatório do Prof. Clóvis não trata dos POSSÏVEIS
padrões encontrados (que chamamos em alguns casos de
ASSINATURA DA FRAUDE).

> - Os indícios de problemas seguiram algum padrão?

anomalias e indícios, neste caso, podem assumir a
mesma resposta.

> - Outras votações que aconteceram ao mesmo tempo apresentaram resultados
> inesperados?
>

Que outras votações?
Para Senador, por exemplo?
SIM.
As evidências e erros atingiram votações para TODOS
os cargos.
Houveram algumas urnas (observe o PLURAL, não se trata
de UMA, NEM DUAS e NEM TRÊS), das avaliadas, foi
IMPOSSÏVEL verificar o que foi votado nela.
Só existe o BU e corre-se o risco de SE FOR PEDIDO
uma nova cópia do BU (isto é possível após a
eleição) o mesmo não poder nem ser impresso.

Em 2002, estive no Ceará com AS MESMAS duas pessoas que
estiveram em Alagoas. No Ceará a eleição para
governador teve diferença, NO ESTADO INTEIRO, inferior
a 4000 (Quatro Mil votos). Foi colocado para o
candidato derrotado à época que esta diferença seria
facilmente revertida tamanha era a ocorrência de
desvios, problemas e falhas... A decisão dele foi
não enfrentar a justiça eleitoral local.
Parece que o candidato derrotado das Alagoas não
pensa da mesma maneira.

[]s,

Evandro Oliveira
Beagá - MG
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