Olival Gomes Barboza Júnior escreveu:
Trecho final de reportagem da Veja desta semana sobre o assunto: "São cada vez mais sólidas as evidências técnicas de que as urnas alagoanas foram alvo da ação de criminosos. Porém, ao contrário do que alguns críticos imaginam, é o próprio sistema que está revelando o problema. Isso mostra que o voto eletrônico, além de moderno e eficiente, também é seguro contra fraudes. Basta ficar de olho em seu uso."


Quem custodia o custódio?

Deve-se então acreditar apenas na versão dos suspeitos?

Se "o próprio sistema" refere-se ao TSE, como se a divulgação do caso tivesse sido feita por benevolência da Justiça(?) Eleitoral, então a história (incluindo todos os casos anteriores de problemas eleitorais eletrônicos jogados para debaixo do tapete) está mal contada.

"Deve-se acatar a palavra dos administradores do processo eleitoral, que impedem a auditoria dos resultados, ao afirmarem que urnas eletrônicas mesmo com mau funcionamento comprovado ainda assim produzem resultados confiáveis e inquestionáveis?"

http://www.brunazo.eng.br/voto-e/textos/alagoas1.htm

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É possível fraudar qualquer sistema de informação, sem exceção. O grau de informatização apenas determina a natureza das possíveis fraudes, o perfil de risco que nele correm interesses envolvidos. Inclusive o sistema eleitoral usado no Brasil hoje, do qual as urnas eletrônicas são apenas uma parte. Sobre este, o que mais surpreende um especialista em segurança computacional [...] é a combinação inquietante de dois fatores.

Um deles é o fato da legislação que determina as características do sistema, sua forma de operação e controle por humanos, vir sendo promulgada através de estranhas manobras políticas, que acabam por cercear completamente o debate fora de um círculo reduzidíssimo de interessados, e cujo resultado bloqueia, para possíveis vítimas, os meios de prova de eventuais irregularidades eleitorais (vide [17]).

Conforme tal legislação, quem deve julgar a suficiência dessas provas são justamente os que controlam o sistema, e portanto, o acesso aos meios de se obtê-las. São os que deveriam responder por eventuais irregularidades nele encontradas, os mesmos que têm invariavelmente negado tal acesso, sob o pretexto de que, se o fizerem, estariam vulnerando o sistema ou pondo em dúvida sua segurança, argumentos obviamente circulares.

O outro fator é o de que a mais grave conseqüência desse fato, ou seja, a impossibilidade de potenciais vítimas obterem prova de irregularidades num sistema eleitoral que não permite recontagem, nem auditoria efetiva ou tampouco avaliação isenta, vir sendo vendida à opinião pública como prova da sua segurança.
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http://www.cic.unb.br/docentes/pedro/trabs/entrevistaDM.html

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