Oliva, Omar, Julian.Marcus, Teza e demais,

*"Um mundo mais perigoso para os INEPTOS"*
Este é título de artigo super instigante publicado hj(dia 28/01/07) no
O Globo na pag 7 de autoria de:
- David Rothkoff e Jonathan Schimidt
O jornal não esclarece quem são eles e nem deixa copiar o artigo
e ou mandar e-mail.Caso contrário, eu  colaria o texto( q visa Davos) aqui
pra todos poder ler,e assim entender melhor meu raciocínio. Quem tiver o O
Globo, acesso ao mesmo, recomendo tal leitura e muita reflexão.
Nesta mesma lista estamos fazendo exercício de futurologia, cujo assunto, em
pauta, é sobre o Bill Gates falando sobreWEB TV em Davos, q eu mesma postei.
Enfim, o conceito de EXCELÊNCIA faz parte e persegui-lo é ato de quem quer
ser, ter, fazer, mudar, transformar, não se contenta com o de menos e
congêneres.
*"Quem chega atrazado come frio e o resto"*
Não dá pra brincar, ser leniente,vagaroso demais com assuntos ligados, ou
melhor que linkem C&T e CIDADANIA, PODER.
Os europeus - os estranjas, pelo visto, estão sendo pragmáticos e
responsáveis com o seus futuro há pelo menos 20 anos de esforços até
materiais.
Nós, não. Vamos a passo de tartarugas porque não cuidamos de ir atrás de
"MEIOS"
Recursos materiais para cuidar de uma ampla lista de necessidades vitais
para o nosso mundo de trabalho e de vida.
Bem fez o :
*O SFLC nasceu com um investimento de US$ 4 milhões do Open Source
Development Labs (OSDL).

E o que falta para termos algo parecido no Brasil?(Omar)
*

Falta Omar a gente(Coletivo) perder o MEDO de ter dinheiro e aprender a
correr atrás do mesmo, de meios variados, ter-se disciplina, organização e o
que vale como melhor gestão e tranparência.Eu já parei com isto até na minha
vida pessoal com a minha fobia desesperante neste ramal. Fiz um esforço
incomensurável nesta direção comigo mesma e me libertei.Sei agora falar em
dinheiro, falar qto custa meu trabalho, etc
Não há como ser desleixado,não aceitar as diferenças, e de que não fazemos
tudo bem feito,sabemos fazer bem um delta x, mas não tudo, portanto
precisamos do outro q sabe fazer melhor algo e assim formar uma equipe,
trabalhar com parcerias, com times de forma coesa e motivada, leal, ética.
Pra se chegar a objetivos importantes e nem assm tão importantes precisamos
de saber, exatamente, o que queremos e como conseguir. Fazendo os tais
planejamentos estratégicos, obter-se os meios e ir-se para execução com
rigor primoroso. Ainda mais qd somos os menos fortes pra não falar mais
fracos
duma história. Ex Febraban X nós em relação ao PL cujo relator é Eduardo
Azeredo, entre outros interesses.
Ficar nos valendo só do voluntariado em causas tão
agudas-sensíveis-fundamentais, e de uma possibilidade q nunca se
materializa, como esta de obtermos aqui e agora, recursos materiais advindos
dos nossos,sejem empresas, iniciativa privada ou de nós mesmos da
comunidades de SL, deixando governos de lado.Estou achando q nunca iremos
obter caixa nenhuma e ai vamos continuar nesta fase pré primária de faltas
homéricas
Enqto a Febraban vai de profissional, nós vamos de que???.É excessivamente
desigual em excesso.Enfatizo com linguagem uma realidade. Vivemos a reboque
da pauta de outrem e não somos propositivos e empreendedor ousados com
verdadeiras chancer de fazer viradas e a diferença.
Não temos de ficar a reboque de ninguem e ou de nada, mas...Dos males o
menor: Prefiro pedir apoio às nossas co-irmãs de fóra para uma boa
alavancada e organizada aqui dentro, do que permanecer como estamos a
reboque dos adversários, dos contrários e de pautas de outros.As co-irmãs
pra elas tb não é nada bom estarmos assim tão a reboque. O mundo é mais
global e as distâncias das interpenetrações são bem menores, inclusive qd
vivemos, exatamente, no mundo das TIs, das TICs, Das convergências. Não faz
sentido a separação geográfica se assim tão profunda, embora queremos
e temos de permanecer como NAÇÃO indpendente, soberana.Não havendo
ingerência indevida em nossa soberania, por que não termos auxílios externos
não permanentes???
Cabe-nos mostrar auto-estima pra não nos deixarmos escravizar e ser apêndice
de ditames por dinheiro de uma co-irmã. Aliás, será que uma dessas,poderia
ter a veleidade de uma relação nada respeitosa conosco porque nos ajudou com
dim dim????
"Viver no estresse do jeitinho não dá."
Temos de saber fazer uma boa mescla entre o bazer e outros modus operandi.
Não dá pra não se recorrer a especialistas competentes e éticos.Não dá pra
negar
que temos uma CONTITUIÇÃO, uma órdem vigente e temos de seguí-la ou
trabalhar por sua modificação ou aperfeiçoamento, introdução de novos ítens
por conta de novas realidades, sejem elas de q âmbito forem.
Não dá pra insistir que não precisamos de advogados militantes com inscrição
na OAB e experimentados, como não dá pra não querermos um excepcional
cirurgião de intestino, se temos polípos e divertículos, sempre inflamando e
infeccionando.
Tudo isto custa, tem custos, gastos, investimentos, e tudo o mais.
Como sair do impasse falta de recursos materiais até pro comesinho???
Da minha parte, estou montando minhas estruturas com quem me quer MUITO e de
variados modos.A minha cabeça dá nó trabalhando com modelos de negócios
compatíveis com nossa filosofia.
Aceitei ser membro de uma OSCIP de pesquisadores, cuja base maior é a
INOVAÇÃO e a outra de SL.E assim, vou montar meus trabalhos, ou melhor já
estou montando-os e por onde viabilizarei meus projetos, fazendo parcerias
com quem quiser dentro das premissas que regem os mesmos.
Tenho de ganhar a minha subexistência em primeiro lugar, ela que anda preta
demais, isto não é segredo pra ninguem. Não quero continuar assim:fazendo
ginásticas terríveis e tremendas pra sobreviver com a minha filha. Já tirei,
excessivamente, do meu magrézimo bolso dim dim pra pagar custas e bem mais
do que custas pra algo de interesse coletivo.
Da minha parte, não dá mais pra fazer mais nada do jeito q vinha sendo. *
ACABOU.*
*E ACABADO está mesmo.*
Aposto que ao dar o meu basta, vou acabar obtendo os meios tão necessários
para a vida sem pesadelos de pagar contas sempre em atrazos, fazendo uma
ginástica ensandecida.
Não sou pessoa ou mulher de aguentar pagar contas com atrazos e contas
essenciais.
Só DEUS e eu sabemos o qto isto me tem deixado sofrida e até doente.
Cuidando do meu umbigo e ganhando - via as OSCIPs - pelo meus esforços, *mas
ganhando,* poderei fazer muito mais pelo que temos em comum do que tem sido.
Assim, acabarei até por montar uma instituição só pra arcar com trabalhos
que não são feitos,ou não são feitos devidamente, sem fugir do dim
dim inclusive em valores altos e do seu bom gerenciamento, com transparência
em demonstração do que é feito e qt custa, etc....
A FSFLA só vai dizer a que veio, se se tornar realista e correr atrás da
fatal necessidade terrena de lidar com recursos financeiros e outros, assim
como tendo um CNPJ.
Caso contrário, é só intenção, boa, excelente intenção, mais nada do que
pouco.
Oliva merece mais, muito mais.
Omar, realmente, mudei e não estou nada disponível pra apenas ou tanto
voluntariado, sem nenhum pagamento nem de custos pequenininhos. Não posso
arcar com eles, por menores q sejem, e nem com quase nada do meu tempo,
porque este tem de ser destinado, bem focado, para conseguir obter projetos
materializáveis e com grana pra me pagar o justo, pra pagar a outros tb o
JUSTO e não espoliações conforme vemos por ai, diuturnamente, mesmo dentre
nosso mundo.
Nunca vou ser materialista, mas não posso mais deixar de encarar a
materialidade e seus resultados práticos.
Terei de aprender mais melhor e sempre a construir tudo com sabedoria e com
a virtude de que o  equilíbrio possa ser mesmo a minha capacidade de
discernir o que é mais vital e qual é o seu peso e medida.
Agradeço muito ao Julian por ter trazido aqui a informação de que lá fóra se
trabalha diferente e com muitos e muitos dólares. Esta informação foi
fundamental para cristalizar, e tão rapidamente, em mim o quão é perverso
mesmo continuar como estamos.
Agradeço ao Marcus Vinicius e ao Oliva as sua intervenções.Ao Omar peço
ainda mais atenção a este assunto tão grave qt essencial.
Peço ao Teza que faça mesmo o relatéorio que se dispôs a fazer sobre os 8
anos de FISL e os recursos públicos envolvidos, conforme prometeu aqui na
lista de fazer ao Carlos, gaúcho como ele. Dar exemplo neste quefazer, só
fará aumentar a autoridade do Mário e companheiros como Marlon, para outras
investidas para eventos.
Nome do livro que o Pereira me deu:
- "Mulheres Boazinhas NÃO Enriquecem"
De Lois P. Frankel  - Editora Gente
Da mesma autora temos: Mulheres ousadas chegam mais longe
E ao Pereira, de novo, meu muito obrigAda pelo presentão
Depois, li,estudei vários livros, cada um mais interessante do q o outro.
Ajuntando ao que li, estudei antes, somando tudinho, a coisa toda só poderá
ir
alem das intenções boas e justas, ou seja pras REALIZAÇÕES focadas,
concretizadas, empreendedoras.
Existe um outro livro interessante:
- ""Mulheres boazinhas vão para o Céu.
As más vão à LUTA""".
Não me lembro o nome da autora e da editora, mas já o li.
O título do que o Pereira me deu, certamente, faz paródia do nome
desse aqui.
*Vamos à LUTA????*
**Bjs,
Ada

On 1/28/07, Alexandre Oliva <[EMAIL PROTECTED]> wrote:

On Jan 27, 2007, "Ada Lemos" <[EMAIL PROTECTED]> wrote:

> Nada demais e ou de errado,vide causas como as da reforma agrária,
índios,
> meio ambiente, etc receberem apoios tb materias de países mais ricos e
mais
> organizados devido a pioneirsmos e ou melhor gerência.

Receber porque o outro quer dar é uma coisa.  Pedir do outro porque
precisamos e não queremos nem tentar outra fonte é outra bem
diferente.  É contra a segunda que eu falava.  Se FSF e SFLC quiserem
contribuir para o avanço de nossa causa comum aqui, por certo será
bem-vinda.  De fato, FSF já fez várias contribuições, inclusive
financeiras, à FSFLA.

Mas se não *tentarmos* andar com nossas próprias pernas, ficaremos
igual filhinho de papai, que gasta e gasta o que o pai trabalha duro
pra conseguir, mas não move uma pena para conseguir recursos.  É isso
que FSFLA precisa evitar.  Temos de gerar nossas próprias fontes de
recursos aqui, não ficar na dependência de nossas irmãs mais velhas.
Elas certamente querem nos ajudar, pois temos o mesmo objetivo comum.
Mas não é evidente que elas possam (lembro que FSF e SFLC são
instituições distintas e a FSF não controla os recursos oferecidos ao
SFLC) além do que já estão ajudando.

E é muitíssimo salutar para o nosso desenvolvimento que não tenhamos a
impressão ou ilusão de que podemos contar com recursos delas para o
que for necessário.  Não lutaremos tão bravamente se acharmos que é só
resmungar que vão chover aqui recursos obtidos por elas lá.

> É até estratégico.

Podemos argumentar com elas nesse sentido, mas redirecionar recursos
da rede de FSFs para cá significa privar o restante da rede desses
mesmos recursos.  Muito melhor pra rede é buscar os recursos aqui,
tentar de todas as formas.  Só se não os conseguirmos devemos recorrer
ao suporte da rede.

> Desculpe-me, mas recursos, venham de onde vierem, e de que tamanho
forem,
> precisa de boa gerência, excelente palno estratégico de ação e todo um
etc.

Não falei nada diferente disso.  Pelo contrário.  O que nós dois
falamos se aplica perfeitamente, tanto aqui quanto lá.

> Chega de pobreza franciscana com orgulho bobo de não pedi ajuda
> externa e ou interna.

Por favor não confunda respeito ao trabalho e decisões estratégicas
dos outros com orgulho bobo.

Traçar planos e vender idéias onde quer que seja para conseguir
recursos é o caminho.  Mas as outras FSFs devem ser a última, não a
primeira fonte de recursos.

> Ou mudamos este rítmo e encaramos a realidade, ou então vamos ficar
mesmo
> fadados a estar a reboques, amargando as pautas do mundo proprietário,
cada
> vez mais foraz e competente em conseguir seus objetivos

Depender dos recursos das irmãs mais velhas é também estar a reboque,
e isso é o que busco evitar.  FSFLA é uma organização independente,
não uma filial.  Para ter sua independência, deve obter recursos por
iniciativa própria.

> - Sem custo e custas pagas e remuneração, EU Ada, não mais farei nada
> mais.Anão ser coisas triviais. Chega!!!!
> Recomendo o mesmo ao Omar e outros.

Já pensou se eu e os outros membros e voluntários da FSFLA pensassem
da mesma maneira?  A coisa toda já teria degringolado faz tempo.

É salutar uma pessoa querer ser remunerada por seu trabalho.  Não
critico isso, especialmente quando não se tem a tranqüilidade
proporcionada por uma posição que lhe garanta remuneração suficiente
para pagar as contas e curtir um pouco a vida.

Mas infelizmente, ou felizmente, nosso movimento de ativismo depende
de contribuições voluntárias.  Assim, contamos com quem *quer* e
*pode* contribuir.  Com mais recursos, poderíamos contar (mais) ainda
com o auxílio de quem *quer* mas *não pode*.  Mas quem quer mesmo,
quem acredita na causa lá no fundo, como Omar, como você, mesmo quando
não pode, arranja um jeito de ajudar mesmo que só um pouco.

Seria melhor se fosse mais?  Claro!  Tem como?  Não ainda.  A solução?
Continuar contando com quem quer e pode, e com o nem sempre pouco, às
vezes muito, que vem de quem quer e não pode.

Mas quem não quer, não importa se pode ou não.  Se não acredita em
nossa missão, provavelmente não vai nos ajudar adequadamente.  Dá no
que deu lá fora: recursos pro SFLC e não pra FSF porque o Stallman é
"radical demais."

> Engraçado né, é mais fácil ficar se pedir apoios aos ricos correlatos
num
> primeiro  e segundo momento, mas é fácil pedir sacrifícios imensos de
alguns
> q nem podem se sacrificar. Algo está errado, muito errado.

A suposição errada em seu raciocínio é de que haja ricos correlatos a
quem recorrer.  Nenhuma das FSFs é rica.  Nenhuma das FSFs pode se dar
o luxo de pagar bem nem mesmo aos seus poucos funcionários, que dizer
dos voluntários que elas atraíram.  Contar com ajuda dos voluntários
daqui não é pedir sacrifícios.  É voluntário quem quer e pode.

Pedir ajuda de quem talvez possa oferecer o que precisamos é o
caminho.  Isso vale para obter recursos tanto financeiros quanto
quaisquer outros.  A diferença é que quando pedimos ajuda a um
ativista de Software Livre daqui, ou a uma empresa de Software Livre
daqui, estamos aumentando o bolo das FSFs; se pedíssemos a mesma ajuda
de outra FSF, o bolo ficaria do mesmo tamanho, ou até murcharia.

Então não vejo nada de errado aqui.  Quem não pode ou não quer ajudar,
diz que não pode (ou até que não quer) e pronto, sem mágoas.  Pedir
não cria obrigação.  Perguntar não ofende, responder à pergunta também
não.  Quem precisa vai atrás e continua a luta, por mais sozinho que
esteja, já que desistir não é uma opção.

Por certo FSFLA precisa de gente que saiba buscar recursos financeiros
de terceiros.  Tem alguém pra indicar, que seja comprometido o
suficiente com a causa para topar entrar na luta sem garantia de
remuneração, pois não temos ainda como encarar esse tipo de obrigação,
ou com remuneração por comissão, ou algo assim?

> Ganhei um livro estraordinário do Pereira e cheguei aqui como estou
> pra dizer a todos:Este companheiro me fez suar a espinha. A ele a
> minha ais profunda homenagem e respeito, agradecimentos mil

Já ouvi gente dizer que o Pereira estragou a Ada com esse livro.  Acho
o contrário.  É preciso saber empreender.  É preciso saber buscar
recursos onde eles estão.  É preciso ter claro para si mesmo qual o
objetivo buscado, para não se perder no caminho, para não tirar
recursos de quem está lutando pela mesma causa, em vez de aumentar os
recursos disponíveis para a causa buscando-os de quem não está.

--
Alexandre Oliva         http://www.lsd.ic.unicamp.br/~oliva/
FSF Latin America Board Member         http://www.fsfla.org/
Red Hat Compiler Engineer   [EMAIL PROTECTED], gcc.gnu.org}
Free Software Evangelist  [EMAIL PROTECTED], gnu.org}

_______________________________________________
PSL-Brasil mailing list
PSL-Brasil@listas.softwarelivre.org
http://listas.softwarelivre.org/mailman/listinfo/psl-brasil
Regras da lista: 
http://twiki.softwarelivre.org/bin/view/PSLBrasil/RegrasDaListaPSLBrasil

Responder a