*Software foca estratégia para ganhar plano setorial ligado ao PAC

**::* Ana Paula Lobo <[EMAIL PROTECTED]>
*::* Convergência Digital <http://www.convergenciadigital.com.br/> *::29/01/2007
*

O setor de software, apesar de toda a negociação feita nos últimos dois
meses, terminou ficando de fora do Programa de Aceleração do Crescimento, o
PAC, anunciado na semana passadapelo presidente Lula como diretriz para o
seu segundo mandato.

Na divulgação das medidas, a ministra chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, e
o próprio presidente Lula, deixaram claro, no entanto, que depois do PAC
viriam pacotes setoriais específicos. Dois, em especial, ganharam atenção e
divulgação: educação e segurança.

Aproveitando o mote e, num movimento até atípico para á area, uma vez que a
maior parte das entidades não consegue sentar à mesa e negociar um projeto
comum, as entidades da área deixaram as divergências de lado e, na semana
passada, definiram uma ação conjunta para conseguir, o mais rápido possível,
medidas de desoneração ligadas à capacitação de mão-de-obra e à inovação. O
mais importante: com o endosso dos técnicos do Ministério do
Desenvolvimento.

*"A proposta é de que as empresas que invistam em treinamento, em
capacitação e na formação de mão-de-obra de software ganhem benefício fiscal
ligado a esse aporte",* explica em entrevista ao *Convergência Digital*, o
presidente da Assespro Nacional, Ricardo Kurtz. *"Também estamos definindo a
desoneração para as empresas de software que, comprovadamente, tragam
inovação, especialmente, nas áreas de grande interesse do governo, como
educação e segurança",* completa.

Cauteloso - porque o esboço final do pacote setorial está sendo desenhado
pelos técnicos do Governo e pelos representantes da Assespro, Fenainfo,
Abes, Brasscom, Sucesu - Kurtz preferiu não antecipar possíveis percentuais
de desoneração tributária. Garantiu apenas que o pacote será objetivo para
obter uma adesão imediata no Poder Executivo.

*"O mais importante, agora, é conseguir a aprovação do pacote para que o
treinamento ganhe esse incentivo*", declarou. Ao longo desta semana, as
entidades de software também vão aproveitar o reínicio das atividades do
Congresso Nacional para arrebanhar o apoio de parlamentares sensíveis à
área. *A intenção das entidades é entregar o pacote setorial à ministra
Chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, em no máximo 15 dias.*

"Os dados oficiais do MCT afirmam que o Brasil tem, hoje, um déficit de 100
mil profissionais na área de software e inovação. Esse déficit só tende a
crescer se não houver investimento. Por isso, a idéia de desonerar o quanto
antes a folha de quem apostar na formação de mão-de-obra numa primeira
etapa", diz Kurtz.

"Depois vamos brigar para conseguir todas as outras medidas que achamos
necessárias para alavancar o software e torná-lo, de fato, um pilar da
política industrial nacional", finalizou o presidente da Assespro Nacional.
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