Olival Gomes Barboza Júnior escreveu:

Em 27/02/2007, às 00:36, Pedro A.D.Rezende escreveu:

E isso aí veio à tona tudo proprietário e equipara em importancia com a internet, correio eletronico e criptografia assimétrica em ambos????

Pegando um trecho de um reply há duas msgs atrás, eu disse: "Não vejo o ponto no quiz show, já q em momento algum eu sustentei argumento contrário ao q está sendo dito no "quote" acima.".
O "quote acima" era justamente a sua frase anterior.

Fiquemos por aqui. Para cada visão, seu horizonte.

Ok. Continuarei procurando inovações em SL q tenham aparecido depois da década de 90. Se algum dia vc puder ajudar, agradeço à colaboração.

Pois então, ao ficarmos por aqui, demarquemos nossos horizontes.
Não vou nem falar em browsers, já que desconheço essa sua régua de medir inovações. Vou especular sobre esse horizonte, que não é o meu, com a régua do meu.

Vc continuará procurando inovações abundantes do SL nos anos 90, mas para quê?

Para continuar fazendo piadinha sofista nesta lista? Para vestir de importância o que andou lendo para o seu recente estudo? Ou para dar munição a quem precisa legitimar o neocolonialismo nas TIC, através da grilagem do mundo das idéias com o radicalismo medieval das patentes de software, sob o pretexto de que "o mundo é assim"?

Como disse antes a vc em pvt, não seja ou não se faça de tolo: o nome do jogo é "controle". SL é para fazer melhor, quando e onde possível, o que precisa ser feito; inovoação, nesse caso, é contingente.

O que precisa ser feito, nesse caso, é preservar a liberdade conquistada com o iluminismo, diante das alarmantes possibilidades das TIC como instrumento de controle social, como o mais importante arsenal disponível a ideologias totalitaristas, seja de direita, de esquerda ou de mercado.

Quando essa necessidade requereu invovação, ela veio através do SL. Em grau de importância jamais imaginado e jamais visto na hitória das TIC, se medida pelos desdobramentos. Em consequência, já nos anos 90 o modelo proprietário se torna, fora dos nichos onde não compete com SL, obsoleto do ponto de vista econômico, restando-lhe apenas estrategizar sua sobrevida. Daí porque sua busca com sua própria régua é, no meu horizonte, ao melhor irrelevante e ao pior perigoso.

Pelo uso que vc faz dela, sua régua mostra marcas do discurso da inovação como necessidade social intrínseca, estratégia que sobrou ao modelo proprietário para legitimar seu modus operandi, cada vez mais escravagista. Discurso no qual voce cai, ou quer cair, feito um patinho.

No meu horizonte, não importa se as inovações de hoje vem pelo modelo proprietário ou pelo modelo livre, pois qualquer inovação cuja escala de aplicação aponte para software comoditidizado será melhor e mais eficientemente produzido em modo livre que em proprietário. Nisso o pessoal do Mono tem razão, apesar de estarem brincando com fogo. Isso é consequência da hiperconectividade produzida pela maior inovação que o próprio SL nos legou. O SL fará melhor e mais eficientemente desde que, é claro, fora da esfera de ação de esquemas mafiosos de extorsão e chantagem através de patentes de idéias.

Software é conhecimento, e conhecimento se acumula e se recicla. Tecnologias surgem, evoluem e amadurecem em ciclos evolutivos próprios, inclusive as do conhecimento. Brandir essa discurso dessa forma, ficar por aí (principalmente aqui) com esse nhemnhemnhem, para que lhe apontem abundantes inovações do SL dos anos 90 para cá que caibam em sua régua, é algo cujo propósito me desperta a curiosidade. Pois é a ação que cabe aos peões no jogo da legitimação dos esquemas mafiosos sustentados por patentes sobre idéias, enganchados juridicamente numa pretensa necessidade social de inovação, para encastelar o monopolismo na evolução e no mercado das TIC.

A esperteza que veste esse tipo de discurso me parece, até onde alcança o meu horizonte, um tanto imprudente, para não dizer tola, a quem esposa os valores presumidos nos objetivos desta lista. A grande batalha hoje não é uma competição entre modelos, por qual inova mais, é por padrões e formatos, entre livres e escravizantes. Ali, cada modelo vai mostrar verdadeiramente a que e a quem serve. Ali, a farsa duma pretensa bondade intrínseca da inovação pela inovação perderá sua máscara. E aqui, o discurso que confunde o objetivo da batalha só serve para ofuscar essa queda.

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prof. Pedro Antonio Dourado de Rezende /\
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