On 2/27/07, Bruno Gola <[EMAIL PROTECTED]> wrote:
On 2/27/07, Alexandre Oliva <[EMAIL PROTECTED]> wrote:
> Do SLES?  Que eu saiba, só o OpenSuSE é assim, mas posso ter perdido
> alguma coisa.
>
> Além do quê, nada impediria a Dell de carregar até mesmo o OpenSuSE e
> socar drivers proprietários em cima pra compensar más escolhas de
> hardware.  Ela só depende de ter alguém pra dar suporte sobre isso
> pros clientes.  Certamente me deixaria P da vida, pois aí um sistema
> 100% livre provavelmente não ia funcionar.

Bom, mas se sair com o SLES "não adianta nada", o preço vai ser o
mesmo e os drivers proprietários continuaram.

Todos nós sabemos que o certo seria o OpenSuSE 100% livre e com todos
os hardwares fucnionando com drivers livres.

Agora, se isso acontecer eu vou ficar bastante surpreso. Eu sou da
opinião do Antonio Fonseca, prefiro uma teoria daquelas... ja estava
tudo planejado entre M$, Novell e Dell. Assim a M$ domina o mercado de
Linux também :-)

   Indo mais além desta teoria, penso que GNU/Linux como conhecemos
não irá existir mais. Fora alguns projetos como Debian GNU/Linux a
tendência é termos a liberdade somente de ver os fontes e altera-los,
talvez, mas distribuir não será mais permitido.

   Se a FSF não interromper este caminho que está sendo trilhado
agora com a feroz Microsoft/Novel, gostaria de saber se eu pagaria o
que se paga pelo Windows para ter GNU/Linux?

   Um dos motivos com que migrei para o GNU/Linux foi por não
concordar com o modelo de negócio da Microsoft. Se o GNU/Linux
tornar-se apenas uma opção mercadologica, vai perder. Não tenho a
ilusão de brigar contra a Microsoft, tem-se muito, mas muito,
dinheiro. Praticamente 1/4 do PIB brasileiro em caixa.

   Lembrando que a RedHat já fez isto de uma forma mais modesta. Não
se pode mais "pegar" o RH Linux, mas ainda pode-se distribui-lo? Não
sei. Tem alguns pacotes proprietários. Pior, depois de comprar, os
update são para 1 ano, depois compra-se novamente. Me parece mais
agressivo que a Microsoft.

   Isto sem falar no projeto Fedora. Que para mim a fala que é para
preservar marca RH é balela. Não queriam era fornecer comprometimento
com algo gratuíto. A fundação criada pela RH para o Fedora já foi
fechada. Mantiveram o patrocionio, mas não há comprometimento.

   Não estou sendo contra a RH, mas não a vejo assim, com tanto
apreço. Seu modelo de negócio está mais para MS do que qualquer outra.
E estou, aqui, refletindo sobre o avanço do modelo criado pela RH, que
a FSF ficou calada, mas agora com a odiada MS.

   Mas irá existir o HURD, começaremos tudo de novo. Novamente, mas,
no fim a sociedade é monopolista, não adianta.

Alias a frase "A empresa não descarta, no entanto, certificar outras
distribuições para uso futuro." me lembra a frase do Ballmer dizendo
que aceitaria outras distribuições Linux para fazer aquele "acordo de
interoperabilidade" hehehe.

   É, politicamente correto.

[]'s,
--
Bruno Fialho Marques Gola <[EMAIL PROTECTED]>
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Abçs,

Zandre.
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