Oi Omar,

Obrigada por compartilhar a notícia. Na verdade, eu não me impressiono do
Morgado estar fazendo isso e utilizando o Windows CE. O que eu posso dizer é
que enquanto especialista de inclusão digital, as idéias dele são muito
combatidas no meio acadêmico e muitos especialistas o tratam com um certo
descrédito. Ele não é considerado um pesquisador sério na seara da inclusão
digital.

Um abraço,
Ana Maria.

Em 01/03/07, José Eduardo De Lucca <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:

Notícia requentada, meu caro Omar. Exatamente este press release (claro,
com uns retoques pelo jornalista, para não dar tão na cara) rolou em
meados de janeiro.
Eu diria que é vaporware.
De lucca


Omar Kaminski escreveu:
> http://www.agencia.fapesp.br/boletim_dentro.php?id=6784
>
> Multimídia educacional
> 28/02/2007
> Por Thiago Romero
>
> Agência FAPESP - Seguindo tendência mundial de produção de
> microcomputadores de baixo custo visando à inclusão digital,
> pesquisadores da Faculdade de Ciências (FC) da Universidade Estadual
> Paulista (Unesp), em Bauru, apresentaram um novo modelo portátil
> desenvolvido com tecnologia nacional.
>
> Nomeado de Cowboy, o protótipo tem um custo de produção de US$ 250,
> preço que, segundo Eduardo Morgado, coordenador do Laboratório de
> Tecnologia da Informação Aplicada (LTIA) da Unesp, onde o projeto foi
> desenvolvido com apoio das empresas brasileiras Tecnequip e MSTech,
> deverá ser reduzido com o início da produção em escala industrial.
>
> Morgado define o novo produto como uma opção intermediária entre um
> palmtop e um notebook. "Ele não pode ser definido nem como um
> computador pessoal nem como um computador de bolso. O Cowboy é mais
> uma opção multimídia voltada para aplicações educacionais", disse à
> Agência FAPESP.
>
> Com capacidade de processamento equivalente à de um PC Pentium 3, o
> Cowboy tem tela colorida de LCD de 7 polegadas, processador de 400
> MHz, 128 MB de memória RAM, HD de 1 GB, internet sem fio (wi-fi) e
> saída de vídeo para TV ou monitor externo.
>
> Outra vantagem é a possibilidade de acesso a PCs ou servidores por
> meio de um sistema de conectividade, o UPnP (Universal Plug and Play).
> "Ao conectar o Cowboy a qualquer outro computador, ele passa a
> compartilhar arquivos e a usar parte dos aplicativos disponíveis em
> rede. Dessa forma, um professor pode, por exemplo, distribuir aos
> alunos o conteúdo ministrado em sala de aula", explica Morgado.
>
> O equipamento utiliza sistema operacional Windows CE, que permite
> livre acesso ao código fonte para que sejam feitas modificações no
> programa original. Oferece ainda leitor e editor de documentos,
> navegador de internet, reprodutor de arquivos MP3 e de vídeos MPEG-2.
> O uso do mouse pode ser dispensado: as aplicações na tela são
> acessadas por apenas oito teclas. A tela pode ser deslizada para sobre
> o teclado, para uso semelhante ao de um game portátil.
>
> Segundo Morgado, a interface que oferece uma navegação mais simples e
> intuitiva, dentro do conceito de computação confortável, é outra
> vantagem do projeto. "Um dos enfoques desse conceito é a navegação na
> internet a partir da combinação de poucos botões. Os ícones são
> manipulados pela aproximação de uma marcação de apontamento na tela, o
> que exige pouco conhecimento de informática por parte dos usuários",
> disse.
>
> Como todos os dispositivos do Cowboy, do gabinete à placa-mãe, podem
> ser produzidos no Brasil, os pesquisadores de Bauru estudam propostas
> de parceria com a iniciativa privada para o início da fabricação e
> comercialização do produto.
>
> Escala nacional
>
> Avaliações técnica, econômica e de aplicabilidade pedagógica de
> computadores educacionais semelhantes estão sendo coordenadas pelo
> Ministério da Educação (MEC). O governo federal deverá, ainda em 2007,
> definir qual será o modelo destinado a alunos de escolas públicas do
> país e adquirir as primeiras unidades.
>
> Um dos indicados é o modelo da organização não-governamental One
> Laptop Per Child (OLPC), idealizado por Nicholas Negroponte, do
> Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos.
> Outros candidatos são o Classmate PC, da Intel, e o Mobilis, da
> indiana Encore Software.
>
> Profissionais de três centros nacionais de pesquisa coordenam as
> avaliações: o Laboratório de Sistemas Integráveis da Universidade de
> São Paulo (USP), o Centro de Pesquisas Renato Archer (CenPRA), em
> Campinas, e a Fundação Centro de Referência em Tecnologias Inovadoras
> (Certi), em Santa Catarina.
>
> "Sabemos que a linha industrial do Cowboy não estará pronta a tempo
> para concorrer com os três modelos do programa de inclusão digital do
> governo federal. Mas, seguramente, seremos mais uma opção disponível a
> partir de 2008, com a ampliação do programa. Mas, por utilizar
> tecnologias nacionais, nossa expectativa é que a viabilidade econômica
> desse produto ocorra independentemente dos programas de governo",
> afirma Morgado.
>
> Mais informações: www.ltia.fc.unesp.br/Cowboy.
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Ana Maria Moraes de Albuquerque Lima
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