On Mar 11, 2007, "Lucas Arruda (llbra)" <[EMAIL PROTECTED]> wrote:

>> 
>> BZZT.  Você queria dizer software proprietário, pra contrapor a
>> software livre, né?

> Nao acho que uma coisa necessariamente contraponha a outra.

Software distribuído ou é proprietário ou é livre.  Essa é a
contraposição.  Você usou "comercial" no lugar de "proprietário".  Por
certo uma não contrapõe a outra mas, no contexto que você usou,
parecia querer dizer que sim, por isso perguntei.

> Mas radicalismo o suficiente para nunca usarmos o proprietário é
> exagerado.

Eu respeito suas escolhas, você respeita as minhas, embora um não
concorde com o outro, tá?  Você acha a minha escolha exagerada, eu
acho a sua complacência prejudicial no longo prazo.  Fazer o quê?

> Fernanda já deu o apontador.  Diz que a Canonical, depois do barulho
>> que a gente fez no FISL, mudou o encarte do CD, que deixou de ser
>> mentira deslavada e passou a ser "meramente" enganoso.

> Que bom que pelo menos eles estão atentos aos conceitos.

A ponto de manipulá-los para colocar um texto defensável em vez de um
verdadeiro.  Bom, né?

> Imagine se a Canonical tivesse ignorado o fato, como a maioria
> das empresas o fazem.

Talvez confundisse menos os desavisados.  É sempre mais fácil mostrar
a mentira deslavada.

>> Como assim, não teve opção?

>> Alguém botou uma arma na cabeça do Shuttleworth e disse pra ele que se
>> ele não poluísse o Ubuntu ele morria?

> Alexandre, estou falando dentro do contexto da distro. Nao dentro
> do seu contexto. Voce tem que analisar pelo contexto que a pessoa/grupo
> que tomou esta inserido.]

Estou analisando.  "Não teve opção", o termo que você usou, é bem
diferente de "pesou as várias opções e escolheu uma, não por ser a
única, mas sim por trazer algum (aparente/esperado?) benefício apesar
de suas desvantagens".

> O contexto do Ubuntu é ser o mais humanitário possível.

Minar a liberdade tanto no curto quanto no longo prazo me parece uma
visão um tanto discutível de humanitarianismo.

> Inclusive, prezando mais por ser acessível a todos do que para não
> ter software proprietário.

Até o dia em que, por causa da complacência, o software proprietário
vence e ninguém mais consegue usar qualquer GNU/Linux, nem mesmo
Ubuntu, porque o fornecedor do driver proprietário deixou de estender
sua "bênção" a nós.

> Ou seja, se para ser acessível a um grupo de usuário o custo é
> adicionar um driver desse, então que ponha-se em pauta a adição do
> próprio, e se for concordado pela equipe aquilo será sim adicionado.

Lembra daquele comercial "Eu sou você, amanhã"?

Lembra daquele outro "O tempo passa, o tempo voa..." e já nem tem mais
Bamerindus.

E a nossa liberdade, vai pra onde?

-- 
Alexandre Oliva         http://www.lsd.ic.unicamp.br/~oliva/
FSF Latin America Board Member         http://www.fsfla.org/
Red Hat Compiler Engineer   [EMAIL PROTECTED], gcc.gnu.org}
Free Software Evangelist  [EMAIL PROTECTED], gnu.org}
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