Com certeza.. concordo com o texto, porém realmente algumas pessoas, so
utilizam o computador, ou softwares para seu uso próprio, para algumas
finalidades, para eles não interessa o que vem por trás, se é proprietario
ou não, até mesmo porque algumas pessoas não se importam em pagar por
software proprietário, eu acredito que o nosso dever com o software livre é
mostrar para as pessoas que existem opções e o que é melhor no software
livre, e que utilizando software livre, você pode contribuir com suas
melhorias, com as comunidades e além de tudo com conhecimento que é o valor
agregado mais importante, acredito que eu que qualquer pessoa possa levar
nesta vida.

Abs

Alessandra

Valeu Hudson


On 4/15/07, Timotheo Borges <[EMAIL PROTECTED]> wrote:

Olá Hudson....

Sou novato na lista e um recém apaixonado por Software Livre, mas ainda
dando os primeiros passos....

Gostei muito do seu texto e concordo que a mudança no paradigma da
utilização do software livre se expandirá com a sua utilização na educação
dos alunos....acho que um grande passo é a utilização desse paradigma nos
laboratórios das escolas públicas do país...

Ótimo artigo!!!

...Tim

On 4/14/07, Hudson Lacerda <[EMAIL PROTECTED]> wrote:
>
> Olá, pessoal.
>
> Estou traduzindo o texto ``Analfabetización informática'' de Beatriz
> Busaniche (http://docs.hipatia.info/analfa/).
>
> O texto sustenta que o uso de software proprietário fomenta a
> ANalfabetização informática, mantendo as pessoas como meros usuários
> ``consumidores'', que apenas preenchem estruturas fixas, predeterminadas
> por terceiros. Os ``programas de analfabetização'' proprietários negam
> aos usuários de computador a capacidade de entender como software
> funciona, de como usar as linguagens de programação para criar e adaptar
> softwares, enfim, de tornarem-se independentes tecnologicamente. São
> programas que apenas ensinam a ser dependentes (de corporações
> transnacionais de TICs).
>
> O texto me levou a várias questões, por exemplo sobre como fazer para
> desmascarar falsas associações dicotômicas como usabilidade=>comodismo,
> flexível=>difícil, proprietário==não-programação /versus/
> livre==programação etc.
>
> Essas questões me ocorreram como provocações de meu advogado-do-diabo
> interior (que tenta compreender o mundo não-livre). É que,
> freqüentemente, acontece de textos interessantes circularem apenas entre
> pessoas que não são as que mais precisariam ler esses textos. Vocês já
> refletiram sobre quantos textos importantes ficamos conhecendo através
> desta lista, e que não encontram a necessária ressonância fora do
> círculo dos interessados em software livre? Quantas pessoas teriam lido
> algum texto sobre software livre, achado-o ``interessante'', mas que
> simplesmente continuam a usar software proprietário? Qual é o
> ponto-chave para mudar a mentalidade limitada das pessoas que não
> percebem ou valorizam as vantagens (e necessidades) de usar software
> livre e os riscos envolvidos na propagação de software proprietário, num
>
> mundo em que tudo-tudo está se tornando informatizado (em especial,
> saindo do controle dos ``usuários'' e sendo controlado por corporações)?
>
> Ironizando um pouco, parece que muitas pessoas que ultrapassaram os
> vinte anos de idade se consideram ``velhas demais'' para aprender um
> pouco de informática; aprender a programar então nem se fala! Talvez
> estejam por demais ocupadas em cuidar dos filhos, que já estão
> certamente em idade escolar...
>
> Então pensei: não é eficiente ficar dando murro em ponta de faca, ou
> tentar empurrar burro empacado. Muitas pessoas consideram os
> computadores apenas como ferramentas com alguns usos específicos, nada
> mais, e para elas software livre só será atraente se cumprir essas
> funções específicas de maneira fácil e eficiente; só soluções pontuais
> interessam a essas pessoas. Quantos usuários de eMule e/ou FireFox sabem
> que esses são softwares livres? Qual é a diferença, para elas, entre
> usar esses programas ou outros proprietários, sejam sharewares ou
> crackeados? Mesmo sem desprezar a propaganda geral em favor do software
> livre, abordagem mais eficaz é investir na formação das crianças, dos
> filhos desses ``gagás'' de vinte e poucos anos.
>
> Ou seja: toda escola deveria ensinar informática de verdade e a fundo a
> seus alunos, usando software livre.
>
> Não estudamos sobre estrutura química de álcoois, bases, sais etc.? Não
> estudamos solução de funções quadráticas, funções compostas e cálculo? E
> também a divisão geo-política do mundo? E mecânica clássica, óptica e o
> escambau? Por que cargas d'água devemos, em informática, aprender
> praticamente nada além de arrastar o mouse e usar o par de comandos de
> teclado C-c, C-v?
>
> Onde estão a lógica, os algoritmos, as linguagens de programação, a
> edição de wikis, a adaptação e desenvolvimento de softwares e outros
> assuntos importantes da informática?
>
> Infelizmente, a solução não é fácil pois depende de infra-estrutura
> (escolas informatizadas e conectadas) e capacitação de professores.
>
> Tenho dois sobrinhos, que agora estudam numa escola particular graças a
> uma vaquinha entre familiares. O material da escola inclui CDs
> multimídia que rodam no Windows com FlashPlayer... :-P e os professores
> costumam colocar exercícios no sítio de internet da escola -- mas só é
> possível baixar os exercícios através do MS Internet Explorer, nenhum
> outro navegador é aceito. 8-{
>
> Finalmente, pergunto, já que não fui eu quem inventou a roda:
>
> * Quais são as iniciativas já existentes de uso de software livre na
> educação (CLASSE, ...???) ?
>
> * Qual o status corrente dos jogos livres que ensinam a programar (ou
> pelo menos instigam interesse por programação)?
>
> * Quais são as campanhas atuais pelo uso de software livre e padrões
> abertos em escolas em geral? (Por exemplo, pensei em enviar uma carta
> reclamando à escola de meus sobrinhos. Isso poderia ser ampliado a
> campanhas em outras escolas.)
>
> * Quais são as iniciativas de colocar estudos de informática nos
> currículos regulares das escolas (especialmente as públicas)? O que diz
> a LDB sobre aulas de informática?
>
> * Existem leis/projetos sobre obrigatoriedade de aulas de informática
> (com profundidade, não apenas introdutórias)? Faríamos um lobby em favor
> disso?
>
> Hudson Lacerda
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