Oi Olival,

O seu argumento é muito bom e é neste sentido que desenvolvi meu ponto de
vista. Conheço muitos programadores e engenheiros da computação da minha
geração (tenho 34 anos) que sua alfabetização digital começou com software
proprietário e depois migrou para o software livre. Não sou programadora,
mas a minha alfabetização digital começou pelo software proprietário e
depois migrei para o software livre e gosto muito mais deste sistema
operacional e sua filosofia.  A maioria dos meus amigos que seguiram a área
tecnológica também começaram programando em software proprietário e depois
migraram para o software livre. E alguns são tão bons em programação que em
alguns momentos programam utilizando o sistema operacional proprietário e
outras usando o GNU/Linux.

O bacana quando se desenvolver um trabalho de uso do software livre na
escola é que este modelo incentiva muito mais a criatividade digital do que
o modelo proprietário. A função da escola é a de desenvolver talentos nos
jovens para que eles tenham habilidade de seguir qualquer tipo de profissão
e se inserir na nossa sociedade cada vez mais mediada pela tecnologia. A de
programador é apenas uma delas e muitos alunos desenvolvem o interesse pela
programação desde sua época na escola. Outros seguirão outras carreiras que
não necessariamente seja necessário saber programar ou ter conhecimentos
profundos de computação, mas eles podem utilizar apenas software livre para
o desenvolvimento de seus projetos de trabalho. Ao menos ter migrado para o
software livre foi importante para mim.

Beijos,
Ana Maria.


Em 16/04/07, Olival Júnior <[EMAIL PROTECTED]> escreveu:

Glauber Machado Rodrigues (Ananda) escreveu:
> Se eu te "avanço tecnologicamente" não te deixo livre para dominar
> este avanço até o limite do teu conhecimento, e te proíbo coletar
> conhecimentos a respeito deste avanço e outras melhorias que vão além
> dos meus interesses de mercado, eu realmente te "avancei
> tecnolocicamente" ou eu te tornei um dependente meu?

É uma evidência simplória, mas, em minha experiência pessoal, conheço
muitas pessoas com mais de 30 anos de idade . . . ok, com mais de 35 . .
. q começaram a se interessar por programação usando sistemas
proprietários. Gente q começou programando sobre o velho MS DOS (tá
bom... sobre o CP/M), passou pelo MS Windows 3.x, passou por diversos
Unices (plural de Unix?) proprietários até descobrir o GNU. Da mesma
forma, conheci muita gente q começou em Java e terminou em Python.

A tecnologia proprietária serviu de base para o aprendizado de conceitos
básicos, mas, qdo as limitações proprietárias apareceram e a fome de
conhecimento foi maior, elas foram devidamente substituídas pelas
contrapartes livres. Sem prejuízo ao aprendizado anterior. Obviamente,
qdo falamos em "educação" aqui usamos o termo de forma bem "livre", sem
muita precisão. Mas, usei o exemplo da programação para tentar
demonstrar q o mundo proprietário pode não ser a melhor opção, mas não
necessariamente deixa de servir à "alfabetização tecnológica", bem como
de pto de partida rumo ao mundo livre.


[ ]s,

olival.junior
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