Em 05/09/07, Ada Lemos<[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
> Mas a confusão -- e as preocupações dos vendedores de "licenças" -- tem data
> e hora para acabar: software está se transformando em serviço e, fechado ou
> aberto, será provido como eletricidade. Será informaticidade, atrás de
> tomadas na parede, ou de redes sem fio, rodando em algum lugar que não
> precisamos nem saber onde. Pelo qual pagaremos, se quisermos as facilidades
> mais radicais... ou usaremos de graça, em troca de vermos anúncios (ou outra
> forma de remuneração indireta do provedor), até que precisemos usar a coisa
> de forma mais profissional.
>
> De uma ou de outra, por bem ou por mal, os dias da pirataria de software
> estão contados. Porque não haverá mais software, e sim o serviço baseado
> nele...

Naquele fatídico jantar com o Richard Stallman quando ele esteve em
Brasília, ele deixou claro a postura dele sobre isso (para variar,
polêmica). Ele é contra a utilização de serviços on-line que não
possam ser utilizados off-line.

Acredito que essa postura seja justamente prevendo essa vertente da
venda/aluguel do serviço, que continuaria perpetuando o modelo do
Software Proprietário, afinal de contas, se eu tivesse acesso ao
código de um serviço cobrado, o que me impediria de implementar o
mesmo serviço cobrando menos e roubando a clientela do original?

Afinal de contas: a questão é dar acesso à tecnologia, ou dar acesso
ao que está por trás da tecnologia? No espírito do Software Livre,
seria o segundo. No espírito da Inclusão digital, o primeiro já
atenderia de bom tamanho...

Um abc
_______________________________________________
PSL-Brasil mailing list
PSL-Brasil@listas.softwarelivre.org
http://listas.softwarelivre.org/mailman/listinfo/psl-brasil
Regras da lista:
http://twiki.softwarelivre.org/bin/view/PSLBrasil/RegrasDaListaPSLBrasil

Responder a