Tem a continuaçao/atualização feita em 2005 - Epic 2015 <http://69.93.244.189/albino_flash09/epic/epic%28www.albinoblacksheep.com%29.swf> http://69.93.244.189/albino_flash09/epic/epic(www.albinoblacksheep.com).swf (que repete todo o 2014 com algumas alterações) Acredito que o script do Epic 2014 <http://www.henry.eti.br/pagina.php?IdPagina=219> disponível em português seja original daqui http://www.henry.eti.br/pagina.php?IdPagina=219

Parece que o filme gerou bastante movimento <http://snarkmarket.com/blog/snarkives/epic/index.html> http://snarkmarket.com/blog/snarkives/epic/index.html, logo que foi lançado em 2004 e continua até hoje gerando novas versões (uma em alemão, outra tratando de serviços financeiros) e /desdobramentos /(como páginas de exemplo de serviços GoogleNews e notícias falsas de novos movimentos da empresa).
Relacionado:
Um snapshot falso do google 2084 <http://www.futureofthebook.org/blog/archives/2005/10/google_dystopia.html> http://www.futureofthebook.org/blog/archives/2005/10/google_dystopia.html referência a 1984…


De Lucca

Marcello Bontempo escreveu:
Ola galerinha... vejam e fiquem pasmos... com esse video produzido pelo Robin 
Sloan...
é de cair o queijo e hoje esta acontecendo tendendo a isso e somente 
isso....!!!!!!
muito interessante
abracos
segue o link:

http://mccd.udc.es/orihuela/epic/

segue a tradução que uma pessoa fez... mas nao achei a autoria

EPIC 2014
É O MELHOR DOS TEMPOS,
É O PIOR DOS TEMPOS.

- de Robin Sloan

No ano 2014 as pessoas têm acesso a uma variedade e profundidade de informações 
que
seriam inimagináveis em épocas passadas.

Todos contribuem de alguma maneira.

Todos participam para criar um mundo de mídia vivo e pulsante. No entanto, a 
Imprensa,
como você a conhece, deixou de existir. As fortunas do Quarto Poder se foram. 
As empresas
de notícias do Século XX mudaram muito, uma reminiscência solitária de um 
passado não tão
distante.

A estrada para 2014 começou em meados do Século XX.

Em 1989, Tim Berners-Lee, um cientista de computação do laboratório de física de
partículas CERN, na Suíça, inventou a World Wide Web.

1994 vê a fundação da Amazon.com. Seu jovem criador sonha com uma loja que 
vende de tudo.
O modelo da Amazon, que viria depois a estabelecer o padrão para vendas pela 
Internet, é
baseado em recomendações personalizadas automáticas ? uma loja que pode oferecer
sugestões.

Em 1998, dois programadores de Stanford criam o Google. Seu algoritmo é um eco 
da
linguagem da Amazon, tratando links como recomendações e, a partir deste 
fundamento,
impulsiona a mais efetiva máquina de busca do mundo.

Em 1999, TiVo transforma a televisão libertando-a das restrições do tempo ? e 
dos
comerciais. Quase ninguém que experimenta volta atrás.

Naquele ano, uma empresa "ponto-com" iniciante chamada Pyra Labs lança o 
Blogger, uma
ferramenta pessoal de publicação.

Friendster é lançado em 2002 e centenas de milhares de jovens avançam para 
povoá-lo com
mapas incrivelmente detalhados de suas vidas, seus interesses e suas redes 
sociais.
Também em 2002, Google lança o Google News, um portal de notícias. As redes de 
notícias
reclamam. Google News é editado inteiramente por computadores.

Em 2003, Google compra o Blogger. Os planos da Google são um mistério, mas seu 
interesse
pelo Blogger não é sem razão.

2003 é o Ano do Blog.

2004 seria lembrado como o ano em que tudo começou.

A Revista Reason envia a seus assinantes um exemplar que traz na capa uma 
foto-satélite
de suas casas, contendo informações personalizadamente direcionadas para cada 
assinante.

Sony e Phillips lançam o primeiro jornal eletrônico do mundo produzido em larga 
escala.

Google lança o Gmail, com um Gigabyte de espaço gratuito para cada usuário.

Microsoft lança o Newsbot, um filtro de notícias sociais.

Amazon lança o A9, uma máquina de busca baseada em tecnologia Google que também 
incorpora
as recomendações da Amazon, sua marca registrada.

E então, Google lança suas ações na bolsa.

Com novo capital sobrando, a companhia faz uma grande aquisição. Google compra 
a TiVo.

2005 ? Em resposta aos recentes lances da Google, a Microsoft compra a 
Friendster.

2006 ? Google combina todos os seus serviços ? TiVo, Blogger, Google News e 
todas as suas
buscas em algo chamado Google Grid, uma plataforma universal que oferece uma 
quantidade
funcionalmente ilimitada de espaço para armazenamento e largura de banda, para
compartilhar e armazenar mídias de todo tipo. Sempre online, acessível de 
qualquer lugar.
Cada usuário seleciona seu próprio nível de privacidade, podendo armazenar seu 
conteúdo
com segurança no Google Grid, ou publicá-lo para que todos o vejam. Nunca foi 
tão fácil
para qualquer um, para todos, criar e consumir mídia.

2007 ? A Microsoft responde ao crescente desafio da Google com o Newsbotster, 
uma rede de
notícias sociais e uma plataforma de jornalismo participativo. Newsbotster 
gradua e
ordena notícias, baseado no que estão lendo e vendo os amigos e colegas de cada 
usuário,
permitindo que todos comentem sobre o que vêem.

O ePaper da Sony é mais barato do que o papel real neste ano. É o meio 
escolhido para o
Newsbotster.

2008 vê surgir a aliança que desafiará as ambições da Microsoft. Google e 
Amazon juntam
forças para formar a Googlezon. Google fornece o Google Grid aliado a uma 
tecnologia de
busca insuperável. Amazon fornece a máquina de recomendações sociais e sua 
gigantesca
infra-estrutura comercial. Juntos, eles utilizam os conhecimentos detalhados 
sobre a rede
social de cada usuário, dados demográficos, interesses e hábitos de consumo 
para prover
uma personalização total de conteúdo e de propagandas.

A Guerra das Notícias de 2010 é particularmente notável, pois nenhuma rede de 
notícias
dela participa.

Googlezon finalmente dá um xeque-mate na Microsoft, oferecendo facilidades que 
a gigante
do software não pode igualar. Utilizando um novo algoritmo, os computadores da 
Googlezon
constroem novas matérias e artigos dinamicamente, pinçando sentenças e fatos de 
todas as
fontes de conteúdo e recombinando-as. O computador escreve um novo texto para 
cada
usuário.

Em 2011, o dormente Quarto Poder desperta para tomar uma drástica decisão. A 
empresa The
New York Times processa judicialmente a Google, alegando que os robôs 
capturadores de
fatos da companhia são uma violação à lei de direitos autorais. O caso vai até 
a Suprema
Corte que, em 4 de agosto de 2011 dá ganho de causa à Googlezon.

No domingo, 9 de março de 2014, Googlezon lança o EPIC.

Bem-vindo ao nosso mundo.

EPIC vale por "Evolving Personalized Information Construct", um sistema pelo 
qual nosso
vasto e caótico universo de mídia éfiltrado, ordenado e transmitido. Todos 
contribuem
agora ? desde entradas de blog, até imagens de câmeras de telefones, passando 
por
reportagens em vídeo e investigações completas. Muitas pessoas são pagas também 
? uma
pequena fatia do imenso faturamento da Googlezon, proporcional à popularidade 
das
contribuições de cada um.

EPIC produz um pacote de conteúdo personalizado para cada usuário, utilizando 
suas
escolhas, seus hábitos de consumo, seus interesses, seus dados demográficos, 
sua rede
social ? para moldar o produto.

Surge uma nova geração de editores-freelance, pessoas que vendem sua habilidade 
de se
conectar, filtrar e priorizar o conteúdo do EPIC.

Todos nós recebemos conteúdo de vários editores; EPIC nos permite mesclar e 
comparar suas
escolhas sejam elas quais forem. Na melhor das hipóteses, editado para os 
leitores mais
capacitados, EPIC é um resumo do mundo ? mais profundo, mais amplo e com mais 
nuances do
que qualquer coisa antes disponível.

Mas na pior das hipóteses, e para gente demais, EPIC é meramente uma coleção de
curiosidades, em sua maioria inverídica, um conjunto de informações inteiramente
estreito, superficial e sensacionalista. Mas EPIC é o que queríamos, é o que 
escolhemos.
E seu sucesso comercial abafou quaisquer discussões sobre mídia e democracia, 
ou ética
jornalística. Hoje, em 2014, The New York Times deixou de estar online, num 
débil
protesto contra a hegemonia da Googlezon, o Times se tornou um jornal 
exclusivamente
impresso destinado apenas à elite e aos mais velhos. Mas talvez houvesse um 
outro jeito.

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