Olá, mais uma vez obrigado pelas respostas...

Acredito que não estou na ilegalidade na venda fechada do aplicativo,
visto que a única reamente que programo são as interfaces web para
gerenciar os dispositivos. EStas interfaces usam php e as vezes perl..
e são licenças que permitem que o código seja fechado. Pacotes com
licença GPL eu sei que não pode fazer isto.

Mas minha intenção é não continuar com código fechado e sim entrar de
vez com software livre... pois (como um colega daqui disse) se eu não
fizer isto certamente outro irá fazer e é risco para meu negócio. E o
motivo não é só isto.. é pra devolver um pouco do que estou usando...
um pouco de consciência pesada.. tardia...

Li bastante sobre assunto e peguei opinioes em outras listas também.
Um texto que gostei muito foi com o exemplo da Nessus (que fez o
contrário, decidiu fechar o código)... onde mostra vários modelos de
negócios com S.L:
http://falcon-dark.blogspot.com/2005/10/revs-para-o-software-livre.html

Resumindo as coisas fica assim:
-Seu principal produto não é o software em si, mas algo que dependa
dele para ser competitivo. Nesse quadro seus custos de desenvolvimento
podem ser bastante reduzidos com software livre;

-Você precisa de um software que não está disponível, ou que é caro
demais para ser adquirido. O Linux não possuia um pacote à altura do
MSOffice até que a Sun fez o StarOffice livre e nasceu o OpenOffice.
Para este mercado o software livre é a melhor coisa que aconteceu,
pois deu à comunidade a chance de desenvolver um produto para um
mercado que era um beco sem saída;

-Você deseja desenvolver uma solução para seus clientes, mas não tem
todo o material intelectual necessário disponível ou não pode bancar
os custos de desenvolvimento sozinho. Um projeto livre pode atrair em
escala global todos os interessados por aquela solução e ela pode ser
desenvolvida gastando apenas uma fração do que seria gasto por sua
empresa originalmente.

-Você tem o software como principal produto em seu catálogo, e é lider
de mercado nessa categoria de software. Nesse caso, liberar livremente
o software pode ser apenas um meio rápido de fortalecer seus
concorrentes, como no negócio de bancos de dados profissionais. Nem a
Oracle nem a IBM abriram os códigos de seus bancos de dados, e o
modelo livre foi usado para criar o MySQL, por exemplo. Se a Oracle
abrisse livremente seu banco de dados, seria mais provável uma
melhoria significativa no Oracle ou no MySQL?

-Você é lider de mercado de um segmento de software quase monopolista
ou oligopolista. Citei o exemplo do Windows acima, então pensemos nos
drivers para placas de vídeo 3D. Se a nVidia liberasse livremente seus
drivers de vídeo 3D seria ela própria, a nVidia, a maior beneficiária
ou a ATi teria grandes chances de melhorar seus drivers?

Observando os grandes (microsoft e afins), a saída que percebo que
eles estão tendo em vista ao perigo que o software livre representa..
é migrar o software para web (exemplo.. office online, players online,
etc...). Isto não se aplica ainda a quase todos os softwares... mas
seria uma forma de disponibilizar o aplicativo cliente como software
livre (navegador?)... e que ganhe o melhor aplicativo servidor/web
(web)...

Finalizando... acho que o negócio seria ter condições para trabalhar
com suporte... mas vejo um limite baixo para carteira de clientes
(somos apenas 2)...

Desculpe se ficou meio grande,
Até mais,
Ricardo Marcacini.

Em 25/11/07, Felipe Augusto van de Wiel (faw)<[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
> -----BEGIN PGP SIGNED MESSAGE-----
> Hash: SHA1
>
> [ Por favor, não faça top-post ]
>
> On 23-11-2007 00:05, Vítor Baptista wrote:
> > Em 22/11/07, *Henrique Andrade* escreveu:
> >> Em 22/11/07, *Ricardo Marcacini* < [EMAIL PROTECTED] escreveu:
> [...]
> >>> O problema é que estou pensando em formas de modelar meu pequeno
> >>> negócio ao modelo de software livre, visto que utilizo kernel linux,
> >>> aplicativos gnu, etc.. todos livres... mas o sistema que vendo é
> >>> fechado no final...  até agora não consegui uma forma de adotar
> >>> modelo livre sem que isto afeta o dinheiro pra bancar o serviço.
> [...]
>
> >>     Você pode fazer a mesma coisa que faz agora se o seu programa for
> >>     software livre. A única diferença é que junto do programa, você
> >>     deverá enviar também ao cliente o código-fonte, e esse poderá
> >>     aplicar as 4 liberdades nele.
> [...]
>
>         Há uma outra alternativa, que é fornecer uma "oferta
> por escrito válida por 3 anos" para obter acesso ao código
> fonte.
>
>
> > Não acho que seja tão simples assim. Afinal, como o Ricardo já disse,
> > ele não tem interesse em fornecer suporte ao produto.
> > Você pode fazer como o Henrique falou, vender as licensas assim como
> > faz, mas enviar os códigos-fonte junto com o binário, mas acho que você
> > está preocupado em se isso irá tirar sua renda, já que, uma vez com os
> > fontes, ele pode redistribuir, apesar de ilegalmente, seu software.
>
>         Espera espera espera.  Como assim: "redistribuir, apesar de
> ilegalmente, seu software"?  Onde está a ilegalidade de redistribuir
> código licenciado sob GNU/GPL ou BSD-3-cláusulas ou MIT/Expat?
>
>
> Abraço,
> - --
> Felipe Augusto van de Wiel (faw)
> "Debian. Freedom to code. Code to freedom!"
> -----BEGIN PGP SIGNATURE-----
> Version: GnuPG v1.4.6 (GNU/Linux)
> Comment: Using GnuPG with Mozilla - http://enigmail.mozdev.org
>
> iD8DBQFHSbg4CjAO0JDlykYRApKnAKCdBN+hf2Rp2iIb21iCtgyYdQE4kwCfU3oJ
> /iyGKq0tdp4/Ii0a5GuWoYs=
> =1gtV
> -----END PGP SIGNATURE-----
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