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On 23-11-2007 13:09, Ricardo Marcacini wrote:
[...]
> A documentação é simples, rápida...

        Essa é uma área em que pode-se investir.


> Não diria sistema especialista...  diria sistema específico pra
> situações específicas (ex: proxy com controle de conteúdo).
> 
> Quem quer algo do tipo.. quer instalar uma vez na vida.. configurar..
> e nunca mais vai por a mão...

        O que _realmente_ preocuparia um Administrador de Sistemas
ou Administrador de Redes, especialmente por itens como segurança,
atualização, ajustes.


> Assim:
> Não precisa de suporte.
> Se tiver algo de graça, certeza que ele vai colocar o de graça.

        Não tenha tanta certeza disso, "big players" costumam
gostar de pagar, e muitas empresas gostam da idéia de vincular-se
a um fornecedor, ainda que o produto seja livre.


> O negócio é pra me sustentar só... (não vou pro inferno)...
> 
> Minha dúvida era formas de aplicar software livre em negócios...

        Há várias formas, o modelo varia, cada empresa procura
seu espaço e sua forma de organizar, isso depende de cada caso,
há quem atue em serviços, há quem opte pela linha de treinamentos,
há quem trabalhe com garantia, outros com suporte, há a parte de
documentação, há diversos campos de acordo com o segmento.


> parece que apenas comunidades sem fins lucrativos ganham com isso...

        Acho que IBM, Canonical, Oracle, RedHat, Novell, Sun,
Intel, Governos e vários outros discordam da afirmação acima.


> ou empresas que trabalham com suporte... ou então empresas que vendem
> uma versào livre meio boca e a versào boa é fechada... estou errado?

        Parcialmente, sim. Mas comecemos do começo.

        Deixa eu ver se eu entendi alguns pontos importantes desta
discussão, estamos falando da personalização de um sistema para
facilitar a vida do usuário, uma espécie de distro GNU/Linux mais
fácil para quem quer cuidar de sua rede. Uma rápida pesquisa levaria
a algo como o [1][2]Insigma GNU/Linux que parece ser exatamente o
produto que está relacionado com o que você descreveu e parece
também estar ligado à você de alguma forma.

  1. http://www.insigma.com.br/
  2. http://linux.insigma.com.br/


        O primeiro ponto é que, independe se você altera algum
programa sob licença GNU/GPL, BSD, MIT, Apache, para quase
todos você tem que disponibilizar os fontes mesmo que idênticos
ao do "upstream", pelo menos os que forem GNU/GPL, e não, apontar
para o FTP do "upstream" não é o bastante nem suficiente.

        A partir daí, vamos identificar dois grandes tipos de
mudanças/alterações, as que envolvem diretamente código já
existente sob uma licença livre e as que envolvem a inserção
de um produto ou código 100% desenvolvido por você sob uma
licença não-livre.

        Falando das mudanças envolvem código GNU/GPL ou alguma
mudança em código que seja similar e que defenda as quatro
liberdades, então você precisa distribuir estas mudanças. Por
exemplo, você aplicou um patch no Squid para simplificar algo,
os seus clientes têm direito ao patch que você aplicou (note
que você não é obrigado a distribuir publicamente, mas pelo
menos os seus clientes têm esse direito).

        Por seu uma distro, digamos que você tenha feito um
Painel de Controle (algo como cPanel, ou GPLHost), este é um
programa independente do resto (talvez dependa de como ele se
liga a outras bibliotecas de acordo com a licença de cada uma
delas), mas este Software você não precisa abrir o
código-fonte.

        Note que a parte que rege a distribuição de CDs/DVDs
que mesclam software livre com software não-livre é um tanto
quanto cinzenta e há divergências, especialmente porque
certo/errado, ético, legal/ilegal acabam se misturando nesta
linha específica de análise, gerando diversas dúvidas e, como
de costume, dependeria de um análise caso-a-caso.

        Não há uma "receita de bolo", se houvesse, algumas
empresas não teriam quebrado a cara com tanta força. O SL
é um modelo novo, basta ver como algumas organizações e
projetos "nasceram mortos", e temos exemplos aqui no Brasil
mesmo. Por outro lado, existe uma grande lista de pequenas
idéias que explodiram e se tornaram empresas (ou projetos)
de muito sucesso (inclusive financeiro).

        Abraço,
- --
Felipe Augusto van de Wiel (faw)
"Debian. Freedom to code. Code to freedom!"

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