Além do que, Alexandre e o 'jornalista' estão falando de coisas distintas:

Disputa comercial é disputa, liberdade digital é liberdade.

O 'jornalista' deseja denegrir a posição moral pela defesa dessa liberdade, com a sujeira presente na disputa que narra, sob o pretexto de que o modelo de negócio de um dos envolvidos na disputa se beneficia -- e com isso robustece -- aquela posição moral, dentre as posições axiológicas que se chocam numa sociedade consumista e hedonista, sociedade na qual predomina a ideologia fundamentalista de mercado.

Por trás do seu intento, na lógica de sua narrativa assenta-se a presunção implícita de que essa ideologia dominante é "a realidade". Puro sofisma, fantasiado de 'jornalismo objetivo'.

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prof. Pedro Antonio Dourado de Rezende /\
Computacao - Universidade de Brasilia /__\
tcp: Libertatis quid superest digitis serva
http://www.cic.unb.br/docentes/pedro/sd.htm
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Guilherme H. S. Ostrock escreveu:
Estamos falando de 40 milhões para a MS e apenas uma de suas representantes Gold Partner.

1º Se licitação não é pra tratar da "escolha mais vantajosa para administração"e dentro deste conceito a melhor solução combinada com o menor preço.

Aliás, há previsão expressa para que compra de produtos de informática sejam realizados pela modalidade "melhor técnica e preço" que o pregão impede pois analisa somente o preço.

Também, segundo o decreto 3.555/00 em seu artigo 3º,§ 3o determina quais são os bens de informática que podem ser adquiridos por esta modalidade, referidos no item 2.5 do anexo II, taxativamente delimita os a "Microcomputador de mesa ou portátil ("notebook"), monitor de vídeo e impressora"

ou seja, a licitação começa irregular pela escolha da modalidade, o auditor analisa somente se o pregão deve ser presencial ou eletrônico, mas à risca, não deveria se quer ser pregão, e sim seguir os procedimentos da melhor técnica e preço.

Esta licitação é tão perniciosa que limita até mesmo quem dentre os fornecedores M$ pode participar da licitação, exigindo que tenham certificação específica, beneficiando aqueles que estão direta e intimamente ligados à ela.

Esta óbviamente é apenas uma dentre inúmeras restrições ilegais impostas pela <strike>microsoft</strike> receita.

Lembrem-se, são 40 milhões em jogo, não podemos ser ingênuos e achar que "largarão o osso" assim fácil, acho até que demoraram para responder.

On Dec 7, 2007 9:21 PM, Henrique Andrade <[EMAIL PROTECTED] <mailto:[EMAIL PROTECTED]>> wrote:

    Resposta do Queiroz
    
http://www.convergenciadigital.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=11285&sid=13
    
<http://www.convergenciadigital.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=11285&sid=13>

    *Office x BR Office*

    Alexandre Oliva, um bamba do "mundo livre", criticou o fato de eu
    ter mostrado estranhas coincidências que andam ocorrendo na disputa
    comercial da licitação do MS Office na  Receita Federal.  Estou
    colocando o link do seu blog nesta coluna, para que todos possam ler
    a sua versão. Aqui, ninguém escapa de ser criticado, nem eu.  Muita
    coisa não concordo, algumas informações foram até deturpadas, mas o
    leitor pode fazer as comparações necessárias e julgar sozinho.

    http://fsfla.org/svnwiki/blogs/lxo/2007-12-03-divergencia-digital.pt.html
    <http://fsfla.org/svnwiki/blogs/lxo/2007-12-03-divergencia-digital.pt.html>

    *Aos fatos, os fatos*

    Só para reforçar: O que estava em questão na minha coluna, caro
    Alexandre, não era discutir quem tem a melhor solução ou preço
    a oferecer à Receita Federal. Tampouco se o órgão está certo ou
    errado na compra que deseja fazer. Questionei os métodos que estão
    sendo empregados nessa batalha comercial. Ao usarem esses meios,
    quem sempre os condenou quando eram empregados pelo "mundo
    proprietário", caiu a máscara da pureza de princípios do "mundo
    livre", aquela imagem do "Davi brigando contra Golias". Ficou a
    apenas a impressão de que tudo, no fim das contas, não passa de uma
guerra comercial.


    Em 07/12/07, *Ada Lemos* <[EMAIL PROTECTED]
    <mailto:[EMAIL PROTECTED]>> escreveu:

        Esquema EJ leia-se Eduardo Jorge Caldas Pereira.
        Eu não soube das compras do TCU, se tivesse sabido que as
        haveria de ocorrer, com toda certeza teria ido conversar com
        ministros do TCU sobre as compras, por que não fazê-lo?????
        Diálogo é sempre bom, a democracia agradeçe, argumentos são para
        ser mostrados ainda mais com o TCU que já fizera - lá atrás - a
        queda do monopólio da MS/TBA. Aliás, ainda está em tempo
        Abs,
        Ada
Em 07/12/07, *Ricardo L. A. Banffy* <[EMAIL PROTECTED]
        <mailto:[EMAIL PROTECTED]>> escreveu:

            Por partes:

            Ada Lemos wrote:
            >  O Auditor, além de especialista em programação e grande
            ideólogo do uso
            >  de programas de código aberto, foi dono da empresa "Padrão IX
            >  Informática e Sistemas Abertos Ltda" - umas das líderes em
            soluções na
            >  plataforma do "Pingüim" ( www.pix.com.br
            <http://www.pix.com.br> <http://www.pix.com.br/> ), com
            >  vários contratos dentro do governo federal e em tribunais
            >  superiores. Inclusive no próprio TCU.

            Até aí, OK. Não tem nada de errado nele apontar um possível
            conflito de
            interesses e, caso um seja confirmado, que o tribunal
            substitua o auditor.

            >  A empresa Padrão IX, criada por Fernando Cabral, virou um
            apêndice da
            >  Policentro Informática, que comprou o seu controle
            societário. Foi alvo
            >  de um grande escândalo ocorrido, em 2000, no Serpro,
            quando a estatal
            >  era presidida por Sérgio Otero Ribeiro, que logo depois
            despencou do
            >  cargo. Por trás dessa confusão tinha o chamado "esquema
            EJ". E mais não
            >  falo porque todos já sabem o que ocorreu, né?

            O que é "esquema EJ"?

            >  Cuirosamente, o próprio TCU - que julgará a compra de
            Office na Receita
            >  Federal - acaba de abraçar a plataforma Microsoft.
            Adquiriu pelo
            >  processo TC-017.068/2007-0, nada menos do que 3.000
            licenças de MS
            >  Office Professional Plus 2007. Por sinal, os mesmos
            condenados na
            >  "alaranjada" representação contra a Receita. E já estão em
            pleno uso nas
            >  estações de trabalho do TCU. Ninguém do "mundo livre" foi
            lá criticar.
            >  Preferiram o velho ditado: "Em casa de inhambú, jacu não
            entra".

            Isso parece chato...
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