On Dec 13, 2007, "Pablo Sánchez" <[EMAIL PROTECTED]> wrote:

> Em 13/12/07, Alexandre Oliva<[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
>> On Dec 11, 2007, "Pablo Sánchez" <[EMAIL PROTECTED]> wrote:
>> 
>> > Até hoje, não conheço uma versão satisfatória de software livre
>> > leitor de tela.
>> 
>> Err...  Você tem condições de avaliar?  Tipo, achei que você fosse
>> vidente.

> De boa, se eu digo que não conheço, acho que isso quer dizer que eu
> não conheço

Tá, desculpa.  Eu tive a impressão de que você estava tentando se
colocar como profundo conhecedor do assunto.

>> Fora isso, ainda tem brltty (que exige hardware específico),

> hardware = proprietário?

Honestamente, não tenho idéia.  Eu imaginava que ele use interface
padrão, implementada por diversos fabricantes, mas nunca fui atrás de
confirmar essa minha impressão.

>> emacspeak (leitor de tela dentro do "sistema operacional" Emacs :-)

> ainda assim, preso dentro do emacs, ou seja, se eu uso outro software,
> já não funfa.

M-x shell

pronto, já pode rodar qualquer coisa de linha de comando, que o
emacspeak vai ler.  Tipo, igual DOSVOX.

Se não me engano dá até pra rodar vi dentro dele ;-)

>> speakup (módulo do Linux).

> Esse eu desconheço. Funciona em ambiente gráfico?

Não, é texto puro, segundo ouvi falar naquela palestra.  Nunca vi.

> A pergunta aqui se dá pelo fato de que o deficiente visual
> também precisa utilizar suítes office

Editor de TeXto + LaTeX?

> e navegadores web

lynx, links, w3m, ...

> que estão inseridos no ambiente gráfico.

Infelizmente a realidade é que muita gente não se preocupa com esse
aspecto de acessibilidade, e tá cheio de site e formato de arquivo
proprietário por aí que de fato exige inteface gráfica.  É uma luta
que deve soar familiar para os que batalham pelo Software Livre.

>> Sei que já teve até gente sem o sentido da visão que já obteve
>> certificação Red Hat, e isso exige aprovação nas provas práticas, sem
>> a instalação de qualquer software adicional.

> ? O que é que isso tem a ver com software para deficientes visuais?

Como o cara ia passar na prova prática, que é "mão na massa", se a
interface não funcionasse?

De fato, o sujeito não passou da primeira vez, porque os softwares
necessários para ele ser capaz de operar o computador ainda não
estavam na distro (tipo RH[G]L7, 200[01]), e a instalação de software
adicional era (e ainda é) proibida pelo processo de certificação.  Aí
a coisa travou, porque ele tinha o conhecimento, mas não podia
comprovar de acordo com as regras de aplicação do teste.

Depois que o software foi adicionado, ele obteve a certificação com
facilidade.  Ou seja, o software era necessário e suficiente para pelo
menos um cego bem qualificado operar um computador com aquela distro.
E, se funciona pra um, funciona pra todos, como prega a técnica da
indução galinácea.  Certo? :-) ;-P :-D

> Ok, vamos fazer um levantamento mais concreto então, uma pesquisa real
> de quantos usuários deficientes visuais (acho o termo vidente e não
> vidente problemático, pela utilização do mesmo para definir aquele
> vidente místico, então, me recuso a usar o mesmo)

Uso o termo porque ouvi os próprios usarem.  Imagino que eles prefiram
ser chamados de não-videntes a deficientes visuais ou outros termos
nessa linha.  "Deficiente" é uma palavra bem pesada, às vezes até
ofensiva.

Abç,

-- 
Alexandre Oliva         http://www.lsd.ic.unicamp.br/~oliva/
FSF Latin America Board Member         http://www.fsfla.org/
Red Hat Compiler Engineer   [EMAIL PROTECTED], gcc.gnu.org}
Free Software Evangelist  [EMAIL PROTECTED], gnu.org}
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