Acho que esse é um problema complexo. Pode se começar migrando aplicações
back-end para web, certificando-as para funcionar sem IE. A vantagem desse
primeiro passo é que o IE pode ser removido das máquinas e algumas, onde só
se usam essas aplicações, podem ser migradas.

As aplicações que precisam do Windows podem ser certificadas sob Wine em um
segundo momento, preparando para uma migração de desktops.

O que não tiver jeito mesmo, pode rodar em Windows com Terminal
Services/Remote Desktop.

A questão de que "qualquer anta instala" é perigosa. Antas instalam Windows
e podemos acompanhar os tristes resultados. Não quero antas instalando
software, nem livre, nem proprietário.

2008/3/19 Glauber Machado Rodrigues (Ananda) <[EMAIL PROTECTED]>:

> 2008/3/18 Marcus de Vasconcelos Diogo da Silva <[EMAIL PROTECTED]>:
> > É verdade, problemão, o pior de uma migração mal feita é perder de graça
> a
> > credibilidade. Tem muito tecnico que se diz ban ban e diz que resolve
> tudo
> > mas na ponta temos muuuita insatisfação pois foram criados mais
> problemas do
> > que soluções.
>
> Eu acho que o principal problema é o começo. Não os primeiros momentos da
> implementação, mas por onde você começa.
>
> Tem muito projeto que o ideal não é começar como fazem, primeiro
> instalando os
> softwares livres no windows e depois que o usuário se acostumar, colocar
> tudo
> numa plataforma totalmente livre.
>
> As vezes você tem que fazer o contrário. Colocar o cara num Gnu/linux e
> instalar
> os programas que ele conhecia para funcionar via wine, enquanto os
> programas
> que não são de desktop (sistemas de faturamento, contabilidade, folha
> de pagamento)
> instalados num servidor de aplicação windows com remote desktop.
>
> Você instala o firefox do windows via wine, instala o internet
> explorer via wine, e o
> que mais for programa de desktop (ms office, etc), por que tudo
> funciona beleza e
> o usuario vai perceber melhorias no desempenho e na segurança, fora
> que existe todo o
> poder de um sistema Unix rodando embaixo do capô.
>
> Depois que ele ganhou confiança na plataforma, ele está pronto para
> começar a usar
> os programas livres, esses sim vão exigir uma grande tranformação na forma
> de
> pensar do usuário, mas como ele teve uma boa experiência, ele assume o
> desafio.
>
> Então ele vai se encomodar toda vez que tiver que recorrer aos
> sistemas não livres
> por causa de algum site mal feito ou de algum documento entupido de macros
> obscuras.
>
> Isso não é uma teoria.
>
> Se você colocar os programas livres no windows ele não vai perceber
> melhoria nenhuma
> em nada (exceto no caso do firefox), por que por baixo vai estar
> rodando o mesmo sistema
> bugado de sempre, enxendo o saco, e ainda por cima sem poder rodar os
> programas
> que ele estava acostumado. É por isso que tem gente que até chora.
>
> --
> Opções desconhecidas do gcc:
>  gcc --bend-finger=padre_quevedo
> O que faz:
>  dobra o dedo do Padre Quevedo durante a execução do código compilado.
>
> Não uso termos em latim, mas poderia:
> http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_Latin_phrases_(full)<http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_Latin_phrases_%28full%29>
>
> A ignorância é um mecanismo que capacita um tomate a saber de tudo.
>
>
>  "Que os fontes estejam com você..."
>
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