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On 31-03-2008 10:03, Pablo Sánchez wrote:
> Em 29/03/08, Felipe Augusto van de Wiel (faw)<[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
>>         Isso não é um argumento consistente. As pessoas não são
>>  livres para andar peladas pela rua porque elas seriam presas,
>>  em muitas de nossas sociedades atuais as pessoas não são livres
>>  para utilizar (ou não) que elas bem desejarem. Software é um
>>  sub conjunto disso e há impactos éticos, legais e morais, além
>>  dos impactos técnicos.
> 
> As pessoas são livres para andar peladas sim, mas isso tem
> consequencias, não apenas legais como morais. Então, se elas estão
> dispostas a pagar o preço, elas tem a liberdade para agir como
> quiserem. Se não tivessem, não se matava ainda, ou seja, o assassinato
> é uma escolha, livre arbítrio, decisão própria, no qual a pessoa sabe
> que pagará as consequencias de seus atos. Mesma coisa na escolha do
> Software, justamente por ser subconjunto.
[...]

        Se a palavra "liberdade" fosse uma garota virgem de 18 anos
ela deve estar se sentindo estuprada, além disso a discussão é
meta-discussão, seja como for, cabe um único detalhe.

        Toda vez que uma discussão sobre Software Livre caminha no
sentido de "somos livres" e "vivemos numa democracia" tenho a clara
impressão de que quem argumenta não faz a menor idéia do que está
afirmando.

        A liberdade individual é a garantia que qualquer cidadão
possui de não ser impedido de exercer e usufruir dos seus direitos,
exceto em casos previstos por lei. Se você quer *imaginar* que as
pessoas são livres para andar na rua mas vão ser presas por
atentado ao pudor, acho que sua imaginação não constitui um
argumento *consistente* sobre a liberdade ou não de fazer algo.
        
        O conceito de "liberdade pura" é uma utopia, é por isso que
há o Contrato Social firmado entre povo e governo no qual abrimos
mão de alguns direitos para um bem maior, ignorar isso e outros
itens *básicos* sobre democracia e liberdade, é argumentar no nível
errado do problema.

        Como eu disse, há aspectos técnicos, éticos, legais e morais,
a liberdade não anda sozinha e o dito popular diz que "a sua
liberdade vai até onde a do próximo começa", nesse conceito simples,
você não é livre para fazer o que bem entender. Em tempo, se você (e
outros) quiserem debater sobre a semântica da palavra livre e da
palavra liberdade, suas acepções e formas de evolução, devemos ir pra
outra lista, meu ponto era sobre o uso de "somos livres para fazer
o que quisermos" como argumento para outros itens nesta "thread" não
ser algo consistente.

Abraço,
- --
Felipe Augusto van de Wiel (faw)
"Debian. Freedom to code. Code to freedom!"
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