Os defensores da Tecnologia Japonesa em detrimento da brasileira devem gostar dessa matéria.

Everton

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    Data: Mon, 7 Apr 2008 14:10:39 -0300 (ART)
    De: Claudia verde <[EMAIL PROTECTED]>
Endereço para Resposta (Reply-To): Claudia verde <[EMAIL PROTECTED]>
Assunto: [Frenteradiotvdigital] TV digital falha em 33% de São Paulo, diz estudo Para: [EMAIL PROTECTED], frenteradiotvdigital <[EMAIL PROTECTED]>


TV digital falha em 33% de São Paulo, diz estudo

  Fonte: Daniel Castro - Folha de São Paulo (06/04/2008)

Medições apontam que cobertura só é satisfatória em 2 mi dos 5,5 mi de domicílios . Levantamento revela necessidade de uso de antena externa em determinadas regiões e ausência de sinal em outras Quatro meses após pomposo lançamento na Grande São Paulo, a TV digital ainda é capenga. O sistema continua sem interatividade, caro e atraindo poucos interessados. E um estudo da Philips, a ser lançado nesta semana, mostra que o sinal digital das TVs abertas falha em 33% dos 103 pontos medidos pela empresa. A cobertura só é satisfatória em 2 milhões dos 5,5 milhões dos domicílios da região metropolitana. O levantamento revela que a cobertura digital das principais redes já é semelhante à analógica . Isso quer dizer que, se a TV analógica "pega" mal onde você mora, são grandes as chances de a TV digital também falhar. Diferentemente da TV analógica, a digital não tem fantasmas e chuviscos. A imagem é nítida. Mas, se o sinal é fraco, ou a imagem "congela" na tela do televisor ou não "pega" nada. Um dos argumentos centrais para a adoção pelo Brasil do sistema de TV digital japonês era o de que se tratava de tecnologia robusta, a melhor para uma cidade como São Paulo, repleta de barreiras (edifícios) ao sinal das TVs. Com o padrão japonês, seria possível ver TV em minitelevisores e em celulares. Dessa forma, televisores móveis e fixos não precisariam mais de antenas externas, no topo de casas e prédios, mas apenas de discretas antenas internas. O trabalho da Philips mostra que não é bem assim. Dependendo da localização do televisor e do material usado no imóvel (paredes muito grossas, por exemplo), pode haver necessidade de antena externa a poucos quilômetros das torres das TVs. Em condomínios sem antenas externas, o telespectador, para ter bom sinal, continua "dependente" da TV paga.
  Zona de sombra
Em trechos de bairros como Alphaville (Barueri, oeste da Grande São Paulo), Morumbi (zona sul), Chácara Santo Antônio (zona sul) e quase toda a região do ABC, a antena externa é obrigatória para a recepção de determinadas emissoras. Na zona leste, há grande zona de sombra, sem sinal das TVs, no vale da avenida Jacu-Pêssego. Na zona norte, o sinal "morre" na serra da Cantareira. O Rodoanel (a oeste), a Cantareira e a Jacu-Pêssego funcionam como divisa: a partir dessas vias, a TV digital é temerária. O encarregado de compras Luiz Nunes, 61, mora em Itaquera, no centro da zona de sombra da Jacu-Pêssego. Desde o lançamento da TV digital, ele tenta comprar um receptor da tecnologia. "Fui ao Extra e às Casas Bahia, mas nem tinham o aparelho, porque sabem que aqui "pega" mal. Nas Casas Pernambucanas, tem, mas só pega a Globo, e ainda com falhas." Há dez emissoras com sinais digitais no ar na Grande SP. Três delas -Cultura, RIT e Mix TV- ainda estão em fase experimental. Das outras sete, o sinal da Globo é o mais regular. A medição não encontrou o sinal da Band e o da Record, por exemplo, a poucos metros da sede da Globo, no Brooklin (zona sul). O sinal da Record estava intermitente (com interrupções) no Sumaré (zona oeste) e ausente no Campo Belo, nas redondezas do aeroporto de Congonhas (zona sul). O da Cultura não foi localizado nas proximidades da ponte do Piqueri (zona oeste), a apenas 400 metros da sede da emissora. Os sinais do SBT e da Rede TV! estavam ausentes na Saúde (zona sul). O levantamento da Philips foi realizado no final de março. Foram usados um monitor de TV e um set-top box (receptor) da empresa e uma antena interna, a um metro e meio do chão. Os rastreamentos foram feitos dentro de carros parados. Dos 103 pontos medidos, 16 não detectaram nenhum sinal e 18 só sintonizaram até três emissoras -a soma dá 33% do total. Em 40 locais, foram detectados no mínimo sete emissoras; em 29, de quatro a seis. Responsável pelos testes, Ricardo Teixeira, gerente de laboratório da Philips, enfatiza que o estudo simula uma situação real, mas serve apenas para orientação. Além de antenas externas e antenas amplificadas, o usuário pode obter um bom sinal com um simples deslocamento de dois metros. É a terceira vez, desde dezembro, que a Philips divulga suas medições -o resultado estará amanhã no site www.simplificandotvdigital.com.br. A empresa, que defendeu a adoção do padrão de TV digital europeu, diz que seu único objetivo, com o mapa, é orientar o consumidor de seus produtos. "Treinamos distribuidores para orientarem o consumidor. Seria um desastre o consumidor devolver suas caixas [conversoras]", diz Walter Duran, diretor de tecnologia da Philips. Apesar dos problemas e da baixa penetração (estima-se em apenas 20 mil os conversores vendidos), o que levou emissoras e fabricantes a planejarem um "relançamento" da TV digital para maio, Duran elogia a introdução da tecnologia no Brasil. "Ouso dizer que foi a melhor do mundo do ponto de vista do consumidor." Duran diz que os transmissores das emissoras já estão na potência máxima. Para melhorar a cobertura, na periferia, serão necessários repetidores de sinais. "A TV digital melhorou muito, mas pode ser 100%."


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TV digital falha em 33% de São Paulo, diz estudo
   
  Fonte: Daniel Castro - Folha de São Paulo (06/04/2008)
   
  Medições apontam que cobertura só é satisfatória em 2 mi dos 5,5 mi de 
domicílios . Levantamento revela necessidade de uso de antena externa em 
determinadas regiões e ausência de sinal em outras 
  Quatro meses após pomposo lançamento na Grande São Paulo, a TV digital ainda 
é capenga. O sistema continua sem interatividade, caro e atraindo poucos 
interessados. E um estudo da Philips, a ser lançado nesta semana, mostra que o 
sinal digital das TVs abertas falha em 33% dos 103 pontos medidos pela empresa. 
A cobertura só é satisfatória em 2 milhões dos 5,5 milhões dos domicílios da 
região metropolitana.
  O levantamento revela que a cobertura digital das principais redes já é 
semelhante à analógica . Isso quer dizer que, se a TV analógica "pega" mal onde 
você mora, são grandes as chances de a TV digital também falhar. 
  Diferentemente da TV analógica, a digital não tem fantasmas e chuviscos. A 
imagem é nítida. Mas, se o sinal é fraco, ou a imagem "congela" na tela do 
televisor ou não "pega" nada.
  Um dos argumentos centrais para a adoção pelo Brasil do sistema de TV digital 
japonês era o de que se tratava de tecnologia robusta, a melhor para uma cidade 
como São Paulo, repleta de barreiras (edifícios) ao sinal das TVs. Com o padrão 
japonês, seria possível ver TV em minitelevisores e em celulares. Dessa forma, 
televisores móveis e fixos não precisariam mais de antenas externas, no topo de 
casas e prédios, mas apenas de discretas antenas internas.
  O trabalho da Philips mostra que não é bem assim. Dependendo da localização 
do televisor e do material usado no imóvel (paredes muito grossas, por 
exemplo), pode haver necessidade de antena externa a poucos quilômetros das 
torres das TVs. Em condomínios sem antenas externas, o telespectador, para ter 
bom sinal, continua "dependente" da TV paga.
  Zona de sombra
Em trechos de bairros como Alphaville (Barueri, oeste da Grande São Paulo), 
Morumbi (zona sul), Chácara Santo Antônio (zona sul) e quase toda a região do 
ABC, a antena externa é obrigatória para a recepção de determinadas emissoras.
  Na zona leste, há grande zona de sombra, sem sinal das TVs, no vale da 
avenida Jacu-Pêssego. Na zona norte, o sinal "morre" na serra da Cantareira. O 
Rodoanel (a oeste), a Cantareira e a Jacu-Pêssego funcionam como divisa: a 
partir dessas vias, a TV digital é temerária.
  O encarregado de compras Luiz Nunes, 61, mora em Itaquera, no centro da zona 
de sombra da Jacu-Pêssego. Desde o lançamento da TV digital, ele tenta comprar 
um receptor da tecnologia. "Fui ao Extra e às Casas Bahia, mas nem tinham o 
aparelho, porque sabem que aqui "pega" mal. Nas Casas Pernambucanas, tem, mas 
só pega a Globo, e ainda com falhas."
  Há dez emissoras com sinais digitais no ar na Grande SP. Três delas -Cultura, 
RIT e Mix TV- ainda estão em fase experimental. Das outras sete, o sinal da 
Globo é o mais regular.
  A medição não encontrou o sinal da Band e o da Record, por exemplo, a poucos 
metros da sede da Globo, no Brooklin (zona sul). O sinal da Record estava 
intermitente (com interrupções) no Sumaré (zona oeste) e ausente no Campo Belo, 
nas redondezas do aeroporto de Congonhas (zona sul). O da Cultura não foi 
localizado nas proximidades da ponte do Piqueri (zona oeste), a apenas 400 
metros da sede da emissora. Os sinais do SBT e da Rede TV! estavam ausentes na 
Saúde (zona sul).
  O levantamento da Philips foi realizado no final de março. Foram usados um 
monitor de TV e um set-top box (receptor) da empresa e uma antena interna, a um 
metro e meio do chão. Os rastreamentos foram feitos dentro de carros parados.
  Dos 103 pontos medidos, 16 não detectaram nenhum sinal e 18 só sintonizaram 
até três emissoras -a soma dá 33% do total. Em 40 locais, foram detectados no 
mínimo sete emissoras; em 29, de quatro a seis.
  Responsável pelos testes, Ricardo Teixeira, gerente de laboratório da 
Philips, enfatiza que o estudo simula uma situação real, mas serve apenas para 
orientação. Além de antenas externas e antenas amplificadas, o usuário pode 
obter um bom sinal com um simples deslocamento de dois metros.
  É a terceira vez, desde dezembro, que a Philips divulga suas medições -o 
resultado estará amanhã no site www.simplificandotvdigital.com.br. A empresa, 
que defendeu a adoção do padrão de TV digital europeu, diz que seu único 
objetivo, com o mapa, é orientar o consumidor de seus produtos.
  "Treinamos distribuidores para orientarem o consumidor. Seria um desastre o 
consumidor devolver suas caixas [conversoras]", diz Walter Duran, diretor de 
tecnologia da Philips. Apesar dos problemas e da baixa penetração (estima-se em 
apenas 20 mil os conversores vendidos), o que levou emissoras e fabricantes a 
planejarem um "relançamento" da TV digital para maio, Duran elogia a introdução 
da tecnologia no Brasil. "Ouso dizer que foi a melhor do mundo do ponto de 
vista do consumidor."
  Duran diz que os transmissores das emissoras já estão na potência máxima. 
Para melhorar a cobertura, na periferia, serão necessários repetidores de 
sinais. "A TV digital melhorou muito, mas pode ser 100%."

       
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