Pablo Sánchez escreveu:
Em 09/04/08, Pedro A.D.Rezende<[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
 Uma das minhas:
http://www.cic.unb.br/docentes/pedro/trabs/urnas_pt.html


Pedro... a Alemanha é um país muito menor que o Brasil,


embora,
realmente, se contar no papel está mais rápido, temos que descobrir o
porque disso.

É só prestar atenção no noticiário quando há eleição por lá.

Para mim o incrível é que os ufanistas ingenuos daqui não consequem conectar os pontos da mensagem, e perceber, diretamente das imagens (mostrando urnas que recebem votos em papel) e do timing da divulgação dos principais resultados (no dia seguinte) que estão sendo engabelados com essa história do Brasil adotar votação eletrônica inauditável para "acelerar o resultado".

Eu preferiria que o alvo prioritário da autoridade eleitoral fosse "acertar", e não "acelerar" o resultado, mas há uma bocozada de 99% dos eleitores que prefere babar com tecnologia, não se importando em ceder a essa autoridade completo controle sobre os novos meios de fraude (à guisa de eliminar alguns -- mas nem todos -- dos antigos meios de fraude), em troca de um novo brinquedo que lhe dê menos obrigações,

Quais são os critérios para transferências dos dados das
urnas para o sistema central? Como se dá esse processo? Há tanta
burocracia assim? Pois, do ponto de vista tecnológico não passaria de
um arquivo de log transferido por algum tunelamento.

Agora, o que eu ainda estou tentando entender é a colocação desta
frase "Por certo temos a Amazônia, mas os alemães têm outro conceito
de democracia." Realmente, boiei...

Um abc


Os alemães de hoje levam democracia a sério, dela participando de uma forma que vai além de pedir favores a candidatos em troca de promessa de voto.

Na alemanha (e na frança, e no uruguai, e noutros países desenvolvidos) os votos duma sessão eleitoral são apurados na própria sessão eleitoral, pelos mesários e fiscais. O que é transferido para o sistema central de totalização são os boletins de urna: primeiro numa planilha eletrônica, depois em papel (mapa de votação) assinada de punho pelos apuradores, para validar o envio anterior e a tabulação dos mapas.

Nessa apuração os votos da sessão são somados às claras, à vista de todo interessado presente que saiba somar n + 1. E não dentro de um chip, por um programa que pode se automodificar após cometer um desvio e que ninguém pode inspecionar (refiro-me à versão do programa em uso na hora da votação, que não pode ser presumida igual à versão eventualmente exibida antes da votação porque o processo de vefificação de assinatura digital -- pela e na própria urna -- é totalmente inócuo do ponto de eficácia fiscalizatória).

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