Xará,

Vou fazer uma crítica de sua interpretação, não leve a mal. pois não
está de acordo com minha interpretação da Ética Hacker (EH) ... ;-)

2008/6/17 Marcelo D'Elia Branco <[EMAIL PROTECTED]>:
> Em Ter, 2008-06-17 às 10:42 -0300, Pablo Sánchez escreveu:
>> 2008/6/17 Vítor Baptista <[EMAIL PROTECTED]>:
> para mim a síntese principal está aqui. O Gil como
> figura pública, artista, musico, Ministro e o-que-ele-é,

Acho que sua interpretação está errada. Um hacker tem aversão a
títulos. Você poderia justificá-lo como hacker se tivesse citado os
hacks que ele teria feito, em prol da liberdade do conhecimento (vide
EH) seria algo assim:
Hack 1) Lançou (a primeira?) música creative-commons (cc-by-sa, pelo
menos?), a música Oslodum.
Hack 2) ... etc?

> recuperando o
> sentido do termo hacker perante milhões de pessoas e assumindo as causas
> das liberdades na sociedade em rede.

Isso é bom, como disseram, temos que inverter o significado ruim de
hacker mal-interpretado pela mídia.

> Fazendo retumbar na rede mundial,
> liderando desde nosso país, com nosso sotaque baiano-tche, os recados
> fundamentais da comunidade software livre e da cultura livre.

O hacker promove a descentralização. Isso significa que o hacker  não
precisa de "recados", nem de representantes. O hacker é autônomo, de
certa forma anárquico.

Isto significa que as causas do Software Livre (ou Cultura Livre) não
podem ser representadas ou ter porta-voz (de recados). Um senso de
representação contradiz a própria definição de liberdade da EH. Por
outro lado, podemos dizer que o Gil é um apoiador ou ativista da
causa.

> Eu me sinto maior com isso.

Não entendi o sentido do "sentir maior". Se for no sentido dele lutar
pela reavaliação do termo hacker, aí tudo bem, pois a idéia é diminuir
o menosprezo ao hacker, aumentando a sua importância para a sociedade,
especialmente na liberdade do conhecimento.

Por outro lado, gostaria de analisar o perfil hacker do Min. Gil, em
função desta frase do "Hacker Howto", escrito pelo ESR:
"Especificamente, a cultura hacker é o que os antropologistas chamam
de cultura de doação. Você ganha status e reputação não por dominar
outras pessoas, nem por ser bonito, nem por ter coisas que as pessoas
querem, mas sim por doar coisas. Especificamente, por doar seu tempo,
sua criatividade, e os resultados de sua habilidade."

Quais foram as doações do Min. Gil, sem estar exercendo suas
obrigações de seu cargo ou sem ganhar nada em troca?  Quais foram
outras doações, sem ter ganho visibilidade na mídia? Mesmo a própria
Oslodum é licenciada sob um licença restritiva CC-recombinação-plus:

http://creativecommons.org/license/sampling?format=audio

"As pessoas podem pegar e transformar pedaços do seu trabalho para
qualquer fim exceto publicidade, que é proibida. Cópias não-comerciais
e distribuição (como troca de arquivos) do trabalho inteiro são
permitidas." - isto significa que um camelô não poderia ganhar por um
CD que distribuísse esta música.

Ainda acho que como disseram, o Min. Gil é um wannabe :-|

Abraços,
-- 
Marcelo Akira Inuzuka
http://akira.sistemasabertos.com.br
(62) 32851100-novo, (62) 84045272
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