O que o Gil está propondo é justamente que se discuta esta questão de como
remunerar os criadores de mentefatos.

E, por falar nisso a discussão sobre criadores de artefatos se segue a esta
em sequência imediata, quase.

É obvio que o Gil sabe que as gravadoras são injustas e supérfluas.
Brigou por mais de 10 anos para sair de todas. Hoje ele é dono de toda sua
obra.

(Não se esqueçam que existe a figura da editora nesta cadeia analógica
perversa, que em muitos casos não é nem
do autor nem da gravadora).

"Acusar" o Gil de fazer o jogo das gravadoras é no mínimo ignorância ou
ingenuidade primitiva das esquerdas radicais que no fundo e na real, na
maioria das vezes, estão sempre no jogo conspiratório burro.
Na mídia, é pura especulação desonesta>>> Sem nenhuma vontade de entender>>
A NOTICIA no lugar da verdade, dos fatos...

Ninguém aqui e em lugar nenhum que tenha um mínimo de percepção do que está
rolando acredita nas gravadoras. Nem os artistas>>

A questão que está subjacente a tudo isso são os novos modelos de negócio da
musica e de tudo mais>> (mentefatos e artefatos).

A posição constante do Gil sempre foi da necessidade que estas questões
sejam profundamente discutidas pelo máximo de pessoas possíveis>>>

Agora penso que o conceito por trás da expressão "Digital Rights Management"
na sua compreensão literal >>> Gerenciamento dos direitos através das
tecnologias digitais é uma questão que deve ser discutida>> Mas a questão
aqui é DE QUAIS DIREITOS ESTAMOS FALANDO?

Não seria bom que se garantisse, pelo uso das ferramentas digitais os
direitos dos criadores??

Isso seria sim o fim das intermediações espúrias que não agregam valor>>>

E traria de volta a possibilidade do criador ser dono efetivo de suas
criações>>

abraços a todos!!

claudio prado

2008/6/28 Ricardo Bánffy <[EMAIL PROTECTED]>:

> Ah sim... O modelo de negócios das gravadoras (assim como o dos os
> seus análogos cinematográficos) meio que já deu o que tinha que dar.
> Elas não cumprem nenhum papel fundamental à sociedade e apenas servem
> como um atravessador entre a produção cultural e seu consumo.
>
> Eu diria que não devemos mover um dedo para salvá-los.
>
> E que, se formos propor um imposto imbecil como esse, eu só
> concordaria se fosse possível garantir que o dinheiro seja distribuído
> diretamente e de forma justa aos músicos e produtores audio-visuais.
> Sendo distribuído de forma injusta, ele não atende a nenhum propósito.
> Sendo dado às gravadoras, ele só atende ao propósito de manter viável
> artificialmente um negócio que já morreu.
>
> Desliguem os aparelhos e recolham os órgãos que puderem ser
> transplantados. Enterrem o que sobrar.
>
> 2008/6/27 Glauber Machado Rodrigues (Ananda) <[EMAIL PROTECTED]
> >:
> >
> >
> > 2008/6/27 Ricardo Bánffy <[EMAIL PROTECTED]>:
> >>
> >> 2008/6/27 Glauber Machado Rodrigues (Ananda)
> >> <[EMAIL PROTECTED]>:
> >> > É como se uma cidade que foi criada em volta de uma minha de outro
> >> > precisasse ser reabastecida de outro depois que a mina exaurisse, para
> >> > que a
> >> > economia da cidade não entrasse em colapso.
> >>
> >> Bonito discurso, Glauber.
> >>
> >> Mas você esquece que nós moramos, usufruimos e dependemos dessa cidade.
> >
> > Eu estava falando da outra cidade, a das gravadoras. Já comunicação
> parace
> > ser uma necessidade básica. Uma coisa é você coletar impostos para
> sustentar
> > um canal de comunicação o qual todos dependem, e outra coisa é coletar
> > impostos para beneficiar um setor da economia que foi prejudicado com o
> > "avanço tecnológico", mas que está sendo prejudicado justamente por sua
> > falta de relevância.
> >
> >>
> >> > Tem coisa que é melhor a própria economia decidir o que sobrevive e o
> >> > que
> >> > não sobrevive. Da mesma forma que a tecnologia cria mercados, ela os
> >> > destrói. Quem explora uma mina deve saber a hora de procurar outra.
> >> > Empresas
> >> > abrem e fecham, mas o dinheiro geralmente circula pelos mesmos bolsos
> >> > (os de
> >> > quem sabe investir).
> >>
> >> Se não fossem os subsídios, lugares remotos e pouco povoados não
> >> teriam qualquer comunicação que não rádio de ondas curtas. Movidos a
> >> energia gerada localmente, porque não compensaria levar energia até
> >> lá. Nem estradas.
> >
> > Eu só concordo com impostos para bancárem recursos básicos à civilização,
> > como é no caso da comunicação. Comunicação é importante até para
> > continuarmos a ser uma nação. Cultura também tá na jogada, mas gravadoras
> > está meio que fora (já que são substituíveis na função de promover a
> > cultura). Acho que agora ficou mais claro o ponto.
> >
> >>
> >> > As vezes nem é questão de procurar outro mercado, mas de reajustar os
> >> > preços
> >> > e os modelos mesmo. Querer que a tecnologia não avance (porque vai
> >> > prejudicar X ou Y) é o mesmo que pedir para o fogo não queimar. Aí as
> >> > gravadoras ficam se fazendo de coitadinhas e querendo o dinheiro
> alheio
> >> > para
> >> > manter seu prórpio monopólio - depois de já terem sido saudáveis, por
> >> > que
> >> > estão sendo "ameaçadas pelo avanço tecnológico".
> >>
> >> Eu não disse que tem que manter, não disse que tem que aumentar, não
> >> disse que tem que reduzir. Disse que a sociedade precisa pensar a
> >> respeito, porque talvez haja investimentos pesados a fazer na
> >> infra-estrutura para que as nossas previsões de futuro sejam possíveis
> >> e o negócio tem que ser economicamente viável.
> >
> > Eu estava concordando com você quando falei em reajustar preços e
> modelos,
> > já que era a mesma fala da sua =D
> >
> > Digamos que o que escrevi foi para reforçar o que você falou, mas não
> devo
> > ter sido muito claro daquela vez.
> >
> >>
> >> Não tenho a menor idéia se os nossos backbones estão adequadamente
> >> dimensionados para suportar a inundação de áudio e vídeo que os
> >> futurólogos prevêm e sinceramente espero que as telcos não sejam as
> >> únicas a ter essa informação.
> >
> > A situação dos backbones brasileiros é semelhante a das ferrovias
> > ferrovias[1], já que cresceram da mesma forma, sem nenhum planejamento e
> > apenas para servir a fins específicos, sem muita estruturação.
> >
> > Como logística é um fluxo de produtos e informações, os backbones também
> são
> > um problema de logística, o que justifica o investimento no setor.
> >
> > Imagine-se jogando um jogo de simulação de cidades. É facil imaginar a
> > necessidade de construir backbones de comunicação, estações de rádio,
> > bibliotecas e casas de shows. Mas é difícil imaginar a sua cidade virtual
> > empacada por falta de uma gravadora.
> >
> > Gravadora seria bom para coletar impostos apenas se o dinheiro arrecadado
> > com os impostos bancasse o aparato necessário para combater o uso
> ilegítimo
> > de cópias. O dinheiro dos impostos deve ser usado para defender o
> patrimônio
> > dos cidadãos. O advento da propriedade intelectual tem tornado esse tipo
> de
> > patrimônio muito difícil de se assegurar, já que é imaterial. Ou seja, é
> um
> > problema a mais para o estado resolver com o dinheiro que ele não
> arrecadou,
> > e para o interesse de um grupo específico.
> >
> > É legítimo o estado defender os bens materiais, já que basicamente
> qualquer
> > um tem posse de alguma coisa que não quer ver sendo roubada. Mas quase
> > ninguém tem propriedade intelectual sobre alguma coisa (e nem precisa ter
> > para viver), o que me leva a questionar se o estado deveria mesmo se
> > preocupar com coisas como download, já que o processo de assegurar o bem
> > imaterial tem uma natureza bem diferente na prática. Mas isso já é outro
> > assunto.
> >
> > De qualquer forma tanto eu quanto você achamos absurdo cobrar taxas em
> cima
> > das mídias, e nesse tópico aqui é só o que importa.
> >
> > links:
> > [1]
> http://www.brasilescola.com/brasil/transporte-ferroviario-brasileiro.htm
> >
> > --
> > Glauber Machado Rodrigues
> > PSL-MA
> >
> > jabber: [EMAIL PROTECTED]
> >
> > Opções desconhecidas do gcc:
> > gcc --bend-finger=padre_quevedo
> > O que faz:
> > dobra o dedo do Padre Quevedo durante a execução do código compilado.
> >
> > Não uso termos em latim, mas poderia:
> > http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_Latin_phrases_(full)<http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_Latin_phrases_%28full%29>
> >
> > A ignorância é um mecanismo que capacita um tomate a saber de tudo.
> >
> >
> > "Que os fontes estejam com você..."
> >
> >
> > _______________________________________________
> > PSL-Brasil mailing list
> > PSL-Brasil@listas.softwarelivre.org
> > http://listas.softwarelivre.org/mailman/listinfo/psl-brasil
> > Regras da lista:
> > http://twiki.softwarelivre.org/bin/view/PSLBrasil/RegrasDaListaPSLBrasil
> >
> _______________________________________________
> PSL-Brasil mailing list
> PSL-Brasil@listas.softwarelivre.org
> http://listas.softwarelivre.org/mailman/listinfo/psl-brasil
> Regras da lista:
> http://twiki.softwarelivre.org/bin/view/PSLBrasil/RegrasDaListaPSLBrasil
>



-- 
claudio prado

tel: (55 11) 3258 3887
_______________________________________________
PSL-Brasil mailing list
PSL-Brasil@listas.softwarelivre.org
http://listas.softwarelivre.org/mailman/listinfo/psl-brasil
Regras da lista: 
http://twiki.softwarelivre.org/bin/view/PSLBrasil/RegrasDaListaPSLBrasil

Responder a