2008/6/30 Alexandre Oliva <[EMAIL PROTECTED]>:
> On Jun 30, 2008, "Pablo Sánchez" <[EMAIL PROTECTED]> wrote:
>
>> 2008/6/30 Gustavo Noronha Silva <[EMAIL PROTECTED]>:
>>> On Mon, 2008-06-30 at 01:58 -0300, Alexandre Oliva wrote:
>>> > On Jun 28, 2008, Gustavo Noronha Silva <[EMAIL PROTECTED]> wrote:
>>> >
>>> > > Se a tecnologia em questão garantir os direitos dos criadores sem
>>> > > limitar de forma alguma meus próprios direitos, não vejo razão para que
>>> > > não exista;
>>> >
>>> > Eu ainda vejo.  A lei muda.  Às vezes até pra melhor :-)
>>>
>>> Sem contar que a lei é diferente em cada lugar que você vá, e o conteúdo
>>> digital naturalmente não costuma ter barreiras para trocar de país.
>
>> O fato de vc poder se entupir de maconha em Amsterdam não te dá o direito de
>> fazer isso em outros países.
>
> Sem dúvida.  Mas não é o direito que está em questão.

Acredito que não há como discutir uma coisa que passa pela soberania
local ignorando completamente o aspecto legal.

> É o mecanismo
> de favorecer um direito em detrimento de outro.  Tipo assim, imagine
> se um produtor de Cannabis s. de Amsterdam se baseasse na lei pra
> alterar o vegetal de modo que só desse barato se consumido localmente.
>
> Aí você fica sabendo que o sanador Azarado :-) conseguiu aprovar uma
> lei que permite o consumo de cigarros de maconha, mas só dentro do
> gabinete dele.  Só que não tem fornecimento aqui ainda, então você
> pega uma ponte-aérea até Amsterdam e faz umas comprinhas :-)
>
> Passa pela imigração e pela alfândega sem contratempos na volta (ufa!)
> e vai direto pro gabinete do seu amigo sanador Azarado.  Só que, na
> hora de experimentar os produtos que você importou, nada de barato, o
> caro saiu caro mesmo!  Vai ver na embalagem e diz: Dna Repressivamente
> Modificado.  Danou-se!  Não importa o que a lei de lá dizia, ou o que
> a lei daqui afirma a respeito do seu direito de curtir o maior barato:
> o produto que você comprou desrespeita seu direito.

Ok, pelo nível da discussão, to vendo que vc hackeou a tal da erva,
oiuawhoeawi. Cara, nunca vi uma discussão partir para uma hipótese tão
absurda, uioahoaeiua.

Mas entendi seu ponto, embora eu, como grande pianista de uma tecla
só, vou bater na mesma tecla de novo: não interessa o fato de ser uma
mídia digital ou não, continua passando pela soberania nacional e pela
legislação local. Não interessa se vc comprou um CD pirata feito na
China, ainda assim, ele é ilegal no Brasil da mesma forma. Eu poderia
ter citado fita K7, que seria a mesma coisa, notem que não é a mídia
em si que importa, é o ato. Só porque eu multiplico um arquivo com
Ctrl C + Ctrl V não quer dizer que eu deva só por isso considerar
aquilo correto ou meu. É o mesmo que tirar um zilhão de xérox. Não é
porque os novos mecanismos me permitam 1 zilhão de cópias de um bem
cultural, que a cópia é permitida. Mas aí a gente já entra numa
mistura de Teoria de Comunicação de Massas com Legislação em vigor que
não cabe direito. Então, em resumo, o que digo é que lutar por poder
copiar o "meu" MP3, é a mesma luta antiga de poder gravar minha fita
K7 e entregar para a namoradinha... Embora o ato exista, o fato é que
é ilegal.


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> Alexandre Oliva         http://www.lsd.ic.unicamp.br/~oliva/
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