Acho que vai além, Glauber. Como provar a real origem de um arquivo
texto? De qual computador ele saiu de verdade? Quem é o verdadeiro
titular sobre aquele arquivo? Ou seja, como provar que o dado tem sua
origem realmente onde se disse que teve?

2008/7/6 Glauber Machado Rodrigues (Ananda) <[EMAIL PROTECTED]>:
>
>
> 2008/7/5 Omar Kaminski <[EMAIL PROTECTED]>:
>>
>> Fica evidente que se trata de um verdadeiro projeto de lei
>> "frankenstein", onde várias pessoas colaboraram sem levar em conta a
>> análise do todo. Em verdade trata-se de um projeto de operacionalização
>> muito difícil, isto é, será muito difícil sua incorporação no contexto
>> legislativo pátrio, uma vez que existem vários novos tipos que se
>> confundem entre si.
>
> Sem falar que é muito difícil encontrar um texto que consiga o efeito sem
> dar margens a exploits, visto que estamos tratando de dados (que estão
> sujeitos a processamento).
>
> Exemplo, no art. 285-B:
> """
> Art. 285-B. Obter ou transferir dado ou informacao disponivel em rede de
> computadores, dispositivo de cornunicacao ou sistema informatizado, sem
> autorizacao ou em desconformidade it autorizacao , do legitirno titular,
> quando exigida.
> """
>
> Ao meu ver, este texto dá margem para exploits. Por exemplo, se eu conseguir
> descaracterizer o "obter/transferir" (atribuindo o sujeito da ação a outra
> coisa), ou descaracterizar o "dado", acho que dá para escapar da pena.
> Enquanto a "receber informação", é bem difícil provar tal coisa, sendo que a
> informação se forma na mente do indivíduo, então é impossível prová-la sem o
> Prof. Xavier por perto.
>
> O exploit poderia implementar uma maneira de alterar o "dado" antes do tempo
> de obtenção (ou de uma transferência onde eu mesmo seja o agente, já que
> apenas requisição não conta) de forma que o dado que eu obtive não é o mesmo
> dado que está disponível, e sim outro. Os dados gerariam a mesma informação,
> mas isso não pode ser provado.
>
> Por isso é mais realista tratar em termo de "obras" e de violação de
> copyright, do que em dados/informação e na tranferência deles, pois uma obra
> pode ser facilmente reconhecida e a violação de copyright é facilmente
> identificável. Apendas "dados" e "informação" não tem uma natureza sólida o
> suficiente para servirem de base.
>
>> Sendo sincero, o ideal mesmo seria colocar o atual substitutivo de lago e
>> recomeçar do zero. Do jeito que está, mal engendrado, simplesmente não irá
>> funcionar.
>
> E mudar completamente a forma de abordagem também.
>
> Senão, a informática deverá criar estes novos termos (e adapatar alguns),
> pois tornar-se-ão necessários em debates téctinicos:
>
> request-time       - tempo de requisição
> transfer-time      - tempo de tranferência
> acquisition-time - tempo de obtenção
> run-time             - tempo de correr da polícia
> runtime-error     - esconder-se no guarda-roupa (ao invés de mudar de país)
> jail-time              - tempo de ir para a prisão
> time-served         - tempo de sair da prisão
>
>
> --
> Glauber Machado Rodrigues
> PSL-MA
>
> jabber: [EMAIL PROTECTED]
>
> Opções desconhecidas do gcc:
> gcc --bend-finger=padre_quevedo
> O que faz:
> dobra o dedo do Padre Quevedo durante a execução do código compilado.
>
> Não uso termos em latim, mas poderia:
> http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_Latin_phrases_(full)
>
> A ignorância é um mecanismo que capacita um tomate a saber de tudo.
>
>
> "Que os fontes estejam com você..."
>
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Pablo Santiago Sánchez
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