O Mercadante não é da turma que manda dizer que não vai aumentar a carga tributária logo depois da rejeição da CPMF (2007) e, logo depois aumenta (2008) e diz que a promessa só valia para aquele ano ?

E tem gente que continua votando nele ...

Edgard Piccino escreveu:
Realmente o prosicionamento do Senador Mercadante foi lastimável. Proferiu um discurso emotivo baseado na pedofilia, para afirmar retoricamente que "o Congresso não irá se omitir e irá legislar sobre os crimes hediondos que se praticam todos os dias na rede", ou algo que o valha. Os aplausos ao seu discurso foram puxados pelos parlamentares mais conservadores.

Imediatamente me lembrou a tática retórica do Bush, que utilizou o 11 de setembro como motivo para reduzir direitos civis, Me lembrou também as justificativas pa os estados de exceção (eufemismo para ditadura), que sempre apontam uma grade ameaça à ordem social como o motivo para instaurar a vigilância e redução da privacidade, afim de protejer os cidadãos.

Pobre da sociedade de não tem capacidade de barrar estas investidas autoritárias através do debate democrático. Pobre da sociedade em que a democracia é falar e não ouvir.

Abs,

Edgard

2008/7/10 Heber Maia <[EMAIL PROTECTED] <mailto:[EMAIL PROTECTED]>>:

    O Senador Aloísio Mercadante está sendo enganado ou está querendo
    nos enganar?

    Foi realmente deprimente. Assisti a cena. O Senador parecia um
    protagonista de dramalhão mexicano. Argumentos concretos e
    convincentes ele não apresentou nenhum. Recorreu ao uso de um
    discurso que apela para o emocionalismo sem tocar nas questões
    centrais das implicações da proposta de vigilância da internet.

    Será que o Senador está sendo mal assessorado ou intencionado?

    Se a motivação for um problema de assessoria ainda existe chance e
    devemos agir imediatamente. Porém, se for um "desvio de
    intencionalidade" devemos nos preparar para chorar pois vem aí
    mais um melodrama. A diferença é que, ao contrário das historinhas
    melosas dos nossos vizinhos latinos, este não trará somente
    alienação mas estará colocando em jogo a nossa liberdade.

    É hora de se mexer pois daqui a pouco pode ser tarde demais.

    *No caminho com Maiakóvski
    *                                (Eduardo Alves da Costa)

    "[...]

    Na primeira noite eles se aproximam
    e roubam uma flor
    do nosso jardim.
    E não dizemos nada.
    Na segunda noite, já não se escondem;
    pisam as flores,
    matam nosso cão,
    e não dizemos nada.
    Até que um dia,
    o mais frágil deles
    entra sozinho em nossa casa,
    rouba-nos a luz, e,
    conhecendo nosso medo,
    arranca-nos a voz da garganta.
    E já não podemos dizer nada.

    [...]"


    []s

    Heber





    Everton Rodrigues escreveu:
    Senador Azeredo conseguiu convencer Senador Mercadante a aderir
    ao movimento pela vigilância na internet?

    Como tínhamos definido, fizemos uma ação durante o I Fórum
    Latino-Americano de Inclusão Digital - F.I.D., acontece hoje, dia
    9 de julho, na Câmara Federal dos Deputados. Essa iniciativa tem
    como objetivo fortalecer a nossa opinião a respeito do projeto,
    nos alinhando com o texto do abaixo assinado online
    (http://www.petitiononline.com/veto2008/petition.html).
    Interessante que essa petição reuniu 10 mil assinaturas de
    usuários da rede mundial de computadores em apenas 3 dias.

    Quando confirmamos que o Senador Aloísio Mercadante estaria mesmo
    na mesa de abertura, decidimos que a faixa com a frase: "Pelo
    veto ao projeto de cibercrimes - Em defesa da liberdade e do
    progresso do conhecimento na Internet Brasileira" seria aberta
    durante sua fala. De fato, esticamos a faixa durante a sua fala.
    De início notei que ele nem nos olhava. Tudo bem.

    Mas, na finalização da sua fala, o nosso grande Senador
    Mercadante defende o projeto como um grande avanço para a
    sociedade. Ele se utilizou de um artíficio que está já ta ficando
    banal. A idéia de ganhar apoio ao projeto de controle da internet
    com o discurso da pedofilia.

    Mercadante começou dizendo: "quero falar sobre a faixa que os
    amigos estão nos mostrando ao lado. E apontou o dedo para nós que
    estávamos esticando a faixa". Ele disse que a faixa não fazia
    sentido, porque, veto é depois do projeto ser aprovado, e  como
    vetar algo que nem foi a votação? Tentei explicar que o veto era
    na verdade da sociedade civil. Quis dizer que nós estávamos
    vetando esse projeto do jeito como está.

    Dai ele diz: "Por favor deixa eu falar, e depois você fala,
    porque senão não é democracia". Depois de sua fala ele foi
    embora. Tinha outras tarefas para fazer. Mas, então, pensei.
    Democracia no Congresso Nacional é: os senadores falam e nós
    escutamos, e quando nós falamos eles não estão lá para ouvir.
    Acho que vou mandar um áudio em formato .

    Isso, reforça a idéia de que o Congresso Nacional está muito
    distante do povo brasileiro, e, por isso, muitas vezes fazem
    projeto sem qualquer debate com a sociedade, apenas como fruto de
    acordos de interesses constrõem aberrações como este projeto.

    Continuando o discurso Mercadante diz: "Temos que combater os
    crimes digitais. Temos que prender corruptores de crianças e
    grupos que se organizam para cometerem crimes contra nossas
    criaças. Temos que prender esses sujeitos da escória da
    sociedade". Só faltou chorar. Faltou bem pouco. Nesse momento
    lembrei da estratégia que Joerge W Bush que utilizou o atentado
    de 11 de setembro para justificar a invasão de países que
    supostamente apoiam terroristas, além de retirar as liberdades civis.

    Com isso finalizou e foi embora.

    Tenho uma filha de 10 anos, e sei que vigiar a internet não irá
    resolver o problema. Combater a pedofilia envolve muitos temas,
    como por exemplo a educação das crianças para o acesso a
    conteúdos e uso da tecnologia. As nossas leis já identicam
    pedófilos como criminosos, e não é preciso de uma nova lei para
    isso. O debate de fundo é que estão usando a pedofilia, que é um
    tema que envolve as pessoas emocionalmente e, então, essas
    pessoas emocionadas com a idéia de exploração de criaças não
    percebem que as liberdades individuais estão em risco com esse
    projeto.

    A fala do Senador e Ministro Hélio Costa foi de prestação de
    contas dos feitos do Governo Federal na área. Falou do Gesac, dos
    projetos de inclusão digital do governo. Do programa commputador
    para todos. Disse que no ano passado foi vendido 10 milhões de
    computadores no Brasil, e que essa é a média de consumo de
    televisores por ano.

    Mas nada disse sobre o tal projeto de controle da internet. Nem
    olhou para a nossa faixa, e quando gritei pedindo sua opinião,
    ele me olhou como se eu fosse transparente. Nenhuma novidade.

    No painel I - A inclusão digital e as ações dos organismos
    multilaterais, que o moderador foi HADIL DA ROCHA VIANNA, que é
    chefe do Departamento de Temas Científicos e Tecnológicos do
    Ministério das Relações Exterior, pensei que eu poderia falar, já
    que se tratava de um fórum. Em fóruns tem que ter um momento de
    debate. Então, Hadil disse que cada palestrante teria 15min e se
    sobresse tempo abriria ao debate. Ele não controlou o tempo de
    ninguém. No meio da atividade uma moça começou a nos entregar um
    papeis que é o nosso meio de mandar nossas questões. Sem direito
    a voz. Só por escrito.

    Aí lembrei. No congresso o debate é assim mesmo. Os palestrantes
    falam até cansar e o restante dos participantes escrevem suas
    questões e enviam para o coordenador da mesa, que lê se tiver
    tempo e se concordar se o que está escrito não vai gerar muitos
    problemas.

    Então, agi com seguinte estratégia. Escrevi uma pergunta com duas
    cópias. Como se fosse uma email com cópia. E encaminhei para o
    coordenador da mesa e para quem eu queria saber a opinião, que
    era VALERIA JORDAN, coordenadora de Informação da e-LAC (Cepal).

    No momento que entreguei o bilhetinho, Hadil disse: acho que não
    vai dar tempo. Respondi então que a idéia de fórum ficaria
    prejudicada.

    Ele disse: pois é, estamos com pouco tempo, mas vou tentar.

    Dai ele se dirigiu para a Valéria que ja sabia da pegunta.
    Discutiram por um tempo e então, encaminharam que iria ser lida a
    questão.

    A pergunta foi a seguinte: VALERIA JORDAN. Na sua apresentação
    conseguiste desenvolver de forma brilhante a idéia de que as Tics
    são fundamentais para o desenvolvimento. Como a senhora bem sabe
    a internet e o software livre são fundamentais para a inclusão
    digital. Por isso, sem internet e sem software livre não existe
    inclusão digital. Já que a internet é estruturante da inclusão
    digital, gostaria de conhecer a sua opinião a respeito da idéia
    de analisar todos os dados que trafegam na rede com a
    justificativa de combater crimes digitais.

    Na sua reposta ela disse que: o assunto era complexo. Muito
    complexo. Ela disse que antes de tudo é preciso pensar as
    ferramentas para desenvolver melhor esse combate a crimes na
    internet. Disse que os países que se propõem a vigiar a internet
    tem alcançado pouco o seus objetivos. Ela ainda disse que a
    internet não algo separado da sociedade, e sim um reflexo da
    sociedade que temos. E que é preciso ter muito cuidado para não
    fortalecer a idéia de um grande big brother.

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