Caros,

Não lembro de terem comentado aqui.

1) Carta Aberta: Em defesa da liberdade e do progresso do conhecimento
na Internet Brasileira
http://googlediscovery.com/2008/07/07/carta-aberta-em-defesa-da-liberdade-e-do-progresso-do-conhecimento-na-internet-brasileira/

2) Assessoria do Senador Eduardo Azeredo responde à Carta Aberta da Blogosfera
http://googlediscovery.com/2008/07/10/assessoria-do-senador-eduardo-azeredo-responde-a-carta-aberta-da-blogosfera/


Até mais,
Ricardo Marcacini.


2008/7/12 Ada Lemos <[EMAIL PROTECTED]>:
> Um reparo a fazer:
>
> Ainda não foi votado no senado a CPMF e agora com novo nome, onde a
> restistência a ele segue enorme, que rejeitou a CPMF ano passado.
> Ada
>
>
> 2008/7/12 Marcus Vinicius - UOL <[EMAIL PROTECTED]>:
>>
>> O Mercadante não é da turma que manda dizer que não vai aumentar a carga
>> tributária logo depois da rejeição da CPMF (2007) e, logo depois aumenta
>> (2008) e diz que a promessa só valia para aquele  ano ?
>>
>> E tem gente que continua votando nele ...
>>
>> Edgard Piccino escreveu:
>>>
>>> Realmente o prosicionamento do Senador Mercadante foi lastimável.
>>> Proferiu um discurso emotivo baseado na pedofilia, para afirmar
>>> retoricamente que "o Congresso não irá se omitir e irá legislar sobre os
>>> crimes hediondos que se praticam todos os dias na rede", ou algo que o
>>> valha. Os aplausos ao seu discurso foram puxados pelos parlamentares mais
>>> conservadores.
>>>
>>> Imediatamente me lembrou a tática retórica do Bush, que utilizou o 11 de
>>> setembro como motivo para reduzir direitos civis, Me lembrou também as
>>> justificativas pa os estados de exceção (eufemismo para ditadura), que
>>> sempre apontam uma grade ameaça à ordem social como o motivo para instaurar
>>> a vigilância e redução da privacidade, afim de protejer os cidadãos.
>>>
>>> Pobre da sociedade de não tem capacidade de barrar estas investidas
>>> autoritárias através do debate democrático. Pobre da sociedade em que a
>>> democracia é falar e não ouvir.
>>>
>>> Abs,
>>>
>>> Edgard
>>>
>>> 2008/7/10 Heber Maia <[EMAIL PROTECTED] <mailto:[EMAIL PROTECTED]>>:
>>>
>>>    O Senador Aloísio Mercadante está sendo enganado ou está querendo
>>>    nos enganar?
>>>
>>>    Foi realmente deprimente. Assisti a cena. O Senador parecia um
>>>    protagonista de dramalhão mexicano. Argumentos concretos e
>>>    convincentes ele não apresentou nenhum. Recorreu ao uso de um
>>>    discurso que apela para o emocionalismo sem tocar nas questões
>>>    centrais das implicações da proposta de vigilância da internet.
>>>
>>>    Será que o Senador está sendo mal assessorado ou intencionado?
>>>
>>>    Se a motivação for um problema de assessoria ainda existe chance e
>>>    devemos agir imediatamente. Porém, se for um "desvio de
>>>    intencionalidade" devemos nos preparar para chorar pois vem aí
>>>    mais um melodrama. A diferença é que, ao contrário das historinhas
>>>    melosas dos nossos vizinhos latinos, este não trará somente
>>>    alienação mas estará colocando em jogo a nossa liberdade.
>>>
>>>    É hora de se mexer pois daqui a pouco pode ser tarde demais.
>>>
>>>    *No caminho com Maiakóvski
>>>    *                                (Eduardo Alves da Costa)
>>>
>>>    "[...]
>>>
>>>    Na primeira noite eles se aproximam
>>>    e roubam uma flor
>>>    do nosso jardim.
>>>    E não dizemos nada.
>>>    Na segunda noite, já não se escondem;
>>>    pisam as flores,
>>>    matam nosso cão,
>>>    e não dizemos nada.
>>>    Até que um dia,
>>>    o mais frágil deles
>>>    entra sozinho em nossa casa,
>>>    rouba-nos a luz, e,
>>>    conhecendo nosso medo,
>>>    arranca-nos a voz da garganta.
>>>    E já não podemos dizer nada.
>>>
>>>    [...]"
>>>
>>>
>>>    []s
>>>
>>>    Heber
>>>
>>>
>>>
>>>
>>>
>>>    Everton Rodrigues escreveu:
>>>>
>>>>    Senador Azeredo conseguiu convencer Senador Mercadante a aderir
>>>>    ao movimento pela vigilância na internet?
>>>>
>>>>    Como tínhamos definido, fizemos uma ação durante o I Fórum
>>>>    Latino-Americano de Inclusão Digital - F.I.D., acontece hoje, dia
>>>>    9 de julho, na Câmara Federal dos Deputados. Essa iniciativa tem
>>>>    como objetivo fortalecer a nossa opinião a respeito do projeto,
>>>>    nos alinhando com o texto do abaixo assinado online
>>>>    (http://www.petitiononline.com/veto2008/petition.html).
>>>>    Interessante que essa petição reuniu 10 mil assinaturas de
>>>>    usuários da rede mundial de computadores em apenas 3 dias.
>>>>
>>>>    Quando confirmamos que o Senador Aloísio Mercadante estaria mesmo
>>>>    na mesa de abertura, decidimos que a faixa com a frase: "Pelo
>>>>    veto ao projeto de cibercrimes - Em defesa da liberdade e do
>>>>    progresso do conhecimento na Internet Brasileira" seria aberta
>>>>    durante sua fala. De fato, esticamos a faixa durante a sua fala.
>>>>    De início notei que ele nem nos olhava. Tudo bem.
>>>>
>>>>    Mas, na finalização da sua fala, o nosso grande Senador
>>>>    Mercadante defende o projeto como um grande avanço para a
>>>>    sociedade. Ele se utilizou de um artíficio que está já ta ficando
>>>>    banal. A idéia de ganhar apoio ao projeto de controle da internet
>>>>    com o discurso da pedofilia.
>>>>
>>>>    Mercadante começou dizendo: "quero falar sobre a faixa que os
>>>>    amigos estão nos mostrando ao lado. E apontou o dedo para nós que
>>>>    estávamos esticando a faixa". Ele disse que a faixa não fazia
>>>>    sentido, porque, veto é depois do projeto ser aprovado, e  como
>>>>    vetar algo que nem foi a votação? Tentei explicar que o veto era
>>>>    na verdade da sociedade civil. Quis dizer que nós estávamos
>>>>    vetando esse projeto do jeito como está.
>>>>
>>>>    Dai ele diz: "Por favor deixa eu falar, e depois você fala,
>>>>    porque senão não é democracia". Depois de sua fala ele foi
>>>>    embora. Tinha outras tarefas para fazer. Mas, então, pensei.
>>>>    Democracia no Congresso Nacional é: os senadores falam e nós
>>>>    escutamos, e quando nós falamos eles não estão lá para ouvir.
>>>>    Acho que vou mandar um áudio em formato .
>>>>
>>>>    Isso, reforça a idéia de que o Congresso Nacional está muito
>>>>    distante do povo brasileiro, e, por isso, muitas vezes fazem
>>>>    projeto sem qualquer debate com a sociedade, apenas como fruto de
>>>>    acordos de interesses constrõem aberrações como este projeto.
>>>>
>>>>    Continuando o discurso Mercadante diz: "Temos que combater os
>>>>    crimes digitais. Temos que prender corruptores de crianças e
>>>>    grupos que se organizam para cometerem crimes contra nossas
>>>>    criaças. Temos que prender esses sujeitos da escória da
>>>>    sociedade". Só faltou chorar. Faltou bem pouco. Nesse momento
>>>>    lembrei da estratégia que Joerge W Bush que utilizou o atentado
>>>>    de 11 de setembro para justificar a invasão de países que
>>>>    supostamente apoiam terroristas, além de retirar as liberdades civis.
>>>>
>>>>    Com isso finalizou e foi embora.
>>>>
>>>>    Tenho uma filha de 10 anos, e sei que vigiar a internet não irá
>>>>    resolver o problema. Combater a pedofilia envolve muitos temas,
>>>>    como por exemplo a educação das crianças para o acesso a
>>>>    conteúdos e uso da tecnologia. As nossas leis já identicam
>>>>    pedófilos como criminosos, e não é preciso de uma nova lei para
>>>>    isso. O debate de fundo é que estão usando a pedofilia, que é um
>>>>    tema que envolve as pessoas emocionalmente e, então, essas
>>>>    pessoas emocionadas com a idéia de exploração de criaças não
>>>>    percebem que as liberdades individuais estão em risco com esse
>>>>    projeto.
>>>>
>>>>    A fala do Senador e Ministro Hélio Costa foi de prestação de
>>>>    contas dos feitos do Governo Federal na área. Falou do Gesac, dos
>>>>    projetos de inclusão digital do governo. Do programa commputador
>>>>    para todos. Disse que no ano passado foi vendido 10 milhões de
>>>>    computadores no Brasil, e que essa é a média de consumo de
>>>>    televisores por ano.
>>>>
>>>>    Mas nada disse sobre o tal projeto de controle da internet. Nem
>>>>    olhou para a nossa faixa, e quando gritei pedindo sua opinião,
>>>>    ele me olhou como se eu fosse transparente. Nenhuma novidade.
>>>>
>>>>    No painel I - A inclusão digital e as ações dos organismos
>>>>    multilaterais, que o moderador foi HADIL DA ROCHA VIANNA, que é
>>>>    chefe do Departamento de Temas Científicos e Tecnológicos do
>>>>    Ministério das Relações Exterior, pensei que eu poderia falar, já
>>>>    que se tratava de um fórum. Em fóruns tem que ter um momento de
>>>>    debate. Então, Hadil disse que cada palestrante teria 15min e se
>>>>    sobresse tempo abriria ao debate. Ele não controlou o tempo de
>>>>    ninguém. No meio da atividade uma moça começou a nos entregar um
>>>>    papeis que é o nosso meio de mandar nossas questões. Sem direito
>>>>    a voz. Só por escrito.
>>>>
>>>>    Aí lembrei. No congresso o debate é assim mesmo. Os palestrantes
>>>>    falam até cansar e o restante dos participantes escrevem suas
>>>>    questões e enviam para o coordenador da mesa, que lê se tiver
>>>>    tempo e se concordar se o que está escrito não vai gerar muitos
>>>>    problemas.
>>>>
>>>>    Então, agi com seguinte estratégia. Escrevi uma pergunta com duas
>>>>    cópias. Como se fosse uma email com cópia. E encaminhei para o
>>>>    coordenador da mesa e para quem eu queria saber a opinião, que
>>>>    era VALERIA JORDAN, coordenadora de Informação da e-LAC (Cepal).
>>>>
>>>>    No momento que entreguei o bilhetinho, Hadil disse: acho que não
>>>>    vai dar tempo. Respondi então que a idéia de fórum ficaria
>>>>    prejudicada.
>>>>
>>>>    Ele disse: pois é, estamos com pouco tempo, mas vou tentar.
>>>>
>>>>    Dai ele se dirigiu para a Valéria que ja sabia da pegunta.
>>>>    Discutiram por um tempo e então, encaminharam que iria ser lida a
>>>>    questão.
>>>>
>>>>    A pergunta foi a seguinte: VALERIA JORDAN. Na sua apresentação
>>>>    conseguiste desenvolver de forma brilhante a idéia de que as Tics
>>>>    são fundamentais para o desenvolvimento. Como a senhora bem sabe
>>>>    a internet e o software livre são fundamentais para a inclusão
>>>>    digital. Por isso, sem internet e sem software livre não existe
>>>>    inclusão digital. Já que a internet é estruturante da inclusão
>>>>    digital, gostaria de conhecer a sua opinião a respeito da idéia
>>>>    de analisar todos os dados que trafegam na rede com a
>>>>    justificativa de combater crimes digitais.
>>>>
>>>>    Na sua reposta ela disse que: o assunto era complexo. Muito
>>>>    complexo. Ela disse que antes de tudo é preciso pensar as
>>>>    ferramentas para desenvolver melhor esse combate a crimes na
>>>>    internet. Disse que os países que se propõem a vigiar a internet
>>>>    tem alcançado pouco o seus objetivos. Ela ainda disse que a
>>>>    internet não algo separado da sociedade, e sim um reflexo da
>>>>    sociedade que temos. E que é preciso ter muito cuidado para não
>>>>    fortalecer a idéia de um grande big brother.
>>>>
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