Ao menos o airbag deve se tornar obrigatório.
http://jg.globo.com/JGlobo/0,19125,VTJ0-2742-20080701-324794,00.html

2008/7/19 Olival Gomes Barboza Júnior <[EMAIL PROTECTED]>:

> Bom, já que é OFF mesmo, o que eu me pergunto é por que adotar uma medida
> como essa ao invés de reforçar a implantação de itens como airbag, ABS e
> outros itens de segurança para o motorista (e não para o automóvel, como é o
> rastreador)? Afinal, esses são itens obrigatórios no primeiro mundo em
> carros "populares", por assim dizer.
>
> E essa da indústria automobilística dizer que esses itens não têm saída
> porque "o brasileiro prefere comprar conforto à segurança" é a maior balela:
> você *nunca* pode pedir *apenas* o ABS ou o airbag quando eles são
> opcionais. Normalmente a fábrica só instala os mesmos quando você compra um
> pacote de luxo no estilo teto solar + rodas de liga leve +
> algum-outro-supérfluo, o que faz com que os, digamos, R$1.500,00 do
> airbag+ABS virem R$5.000,00.
>
> Desculpem o OFF, mas é que essa idéia é tão estúpida e tão parecida com o
> estúpido kit-de-faz-de-conta-de-primeiros-socorros que tivemos de comprar
> por uma lei que não durou nem 1 ano (ou algo assim), que é realmente
> revoltante.
>
> [ ]s,
>
> OJr.
>
> Em 19/07/2008, às 18:25, Ricardo Bánffy escreveu:
>
>  Oi pessoal
>>
>> O paranóico em mim diz que isso é uma péssima idéia. Alguém tem alguma
>> idéia de como torpedear essa idéia estúpida?
>>
>>
>> http://viajeaqui.abril.com.br/indices/conteudo/blog/94849_comentarios.shtml?8169253
>>
>> Em agosto de 2009 seu carro zero será um GPS+celular ambulante
>> André Gurgel - 15/07/2008
>>
>> A resolução 245 do Contran determina que todo veículo terá que sair de
>> fábrica com um dispositivo eletrônico capaz de informar ao Denatran a
>> sua posição geográfica em caso de furto ou roubo.
>>
>> A primeira reação da população em geral é de indignação por achar que
>> o governo vai dar uma de Big Brother com os motoristas e ainda por
>> cima tornar os carros novos ainda mais caros.
>>
>> A primeira idéia é totalmente errada e a segunda, provavelmente certa.
>> O único e grande objetivo é facilitar a recuperação de veículos
>> roubados e, se possível, amenizar sua ocorrência.
>>
>> Também deturpada é a paranóia de que alguém poderá acionar o serviço
>> de rastreamento e saber onde o seu carro está. É necessário um motivo
>> muito bem justificado para que isto venha a acontecer.
>>
>> Que fique bem claro aqui que o Denatran só saberá da localização de um
>> veículo quando o próprio dono fizer um beó ou um juiz determinar que o
>> prestador de serviços (já explico quem ele será) deva liberar tais
>> informações, que serão repassadas aos órgãos policiais, os quais, por
>> sua vez, deverão buscar e apreender o objeto do delito.
>>
>> As montadoras precisam embutir no projeto basicamente três módulos:
>> - Um receptor de GPS para determinação da posição
>> - Um chip (com SIM card) e antena de celular para transmissão da
>> posição ao provedor e recepção de ordens do mesmo
>> - Um controlador que efetua o desligamento remoto do veículo
>>
>> Agora vamos a alguns detalhes importantes:
>> - O GPS sempre estará ativo e possui as mesmas restrições de recepção
>> em túneis, mata fechada e entre prédios altos
>> - O "celular" sai de fábrica genérico para qualquer operadora e, a
>> princípio, não ajuda o GPS na triangulação da posição
>> - Ao ativar o SIM card do celular, deve-se contratar o serviço com um
>> prestador, que pode ser a seguradora ou uma empresa especializada em
>> rastreamento
>> - E, principalmente, a ativação do chip de rastreamento pelo dono do
>> carro é *opcional*
>>
>> Se o carro for roubado e você der parte, ou furtado e você acionar um
>> botão de pânico, a seguradora ou o prestador de serviço contratado irá
>> acionar o Denatran, que, a partir daí recebe continuamente a posição
>> atualizada e a retransmite para fins de captura.
>>
>> No entanto, por motivos de segurança dos ocupantes e preservação da
>> integridade estrutural do material rodante, é proibida a desativação
>> remota do veículo ainda em movimento, estando ele no status de
>> rastreamento e captura. Estratégias de desaceleração gradual da
>> velocidade, contudo, são permitidas.
>>
>> Este requerimento pode oferecer uma chance aos malandros, uma vez que
>> eles já deverão ter conhecimento de que todo este pacote anti-furto é
>> energizado independentemente por uma bateria que deve lhe dar uma
>> autonomia de seis horas – por lei.
>>
>> Uma aspecto interessante do lado contratual é que, se você declinou o
>> acionamento do rastreamento e o pior vir a acontecer, mesmo com seguro
>> total, prevê-se que as prestadoras de serviço ofereçam um rastreamento
>> emergencial tipo "Day after", no qual elas cobram o que quiserem,
>> contanto que você faça no ato a ativação do chip. Ainda nesta
>> situação, se a última coisa que você quer é ver o seu pois-é de volta,
>> pode ter certeza que a primeira ação da seguradora, como nova
>> proprietária, já que ela decretou perda total e você concordou, será
>> acionar o chip de rastreamento para obter o casco de volta.
>>
>> Vale lembrar que o Denatran especifica requerimentos mínimos para o
>> cumprimento da lei, objetivando ser o menos invasivo e determinante
>> possível.
>>
>> Por exemplo, as montadoras poderão optar oferecer graus diferenciados
>> de sofisticação do módulo de rastreamento (que, na verdade, poderá
>> ficar espalhados em várias partes do sistema elétrico do veículo, para
>> evitar a sua remoção, caso fosse uma peça única). Já que um GPS deve
>> forçosamente existir na eletrônica embarcada, uma boa idéia seria
>> prover uma conexão sem fio tipo Bluetooth com um celular, PDA ou
>> laptop para que os mesmos fizessem uso dos dados de posicionamento
>> para exibir mapas, marcar pontos ou traçar rotas.
>>
>> Se todo carro novo terá que ter uma antena GPS de fábrica, ótimo. Mas
>> por quê pagar a mais pelo GPS de um navegador automotivo ou mesmo
>> gastar a bateria do meu celular que também tem GPS se o que eu quero é
>> ver mapas e achar endereços e pontos de interesse?
>>
>> Note que apenas as prestadoras de serviço podem ter acesso à
>> identidade do veículo e do seu dono. As operadoras de celular apenas
>> tem a função de retransmitir informações de posicionamento, que, por
>> sinal, são criptografadas.
>>
>> Existem ainda questões nebulosas na área das operadoras de celular,
>> que são obrigadas a prestar o serviço – não gratuitamente, é óbvio.
>> Elas fazem a ponte técnica entre o veículo com SIM card ativado e as
>> prestadoras de serviço.
>>
>> O nó encontra-se no fato delas historicamente oferecerem uma qualidade
>> de serviço de voz e mesmo dados notoriamente intermitente, seja por
>> congestionamento do sistema ou ausência de cobertura. Então? Como fica
>> um carro que foi roubado, está sendo rastreado pela polícia e perde o
>> sinal? Ponto para os bandidos.
>>
>> Por outro lado (facínoras que lêem blog, atenção!), o sistema ora em
>> fase de estudos e adoção pelos engenheiros das montadoras é imune aos
>> chamados "jammers", aparelhos que criam um caos local perto da antena
>> e impede a comunicação com as torres de celular.  E quem quiser se
>> arriscar e bancar o escroque perante a lei, vai uma dica: compre já o
>> seu jammer, pois eles tornaram-se ilegais e vão sumir do mercado como
>> o diabo foge da cruz.
>>
>>
>> Ainda não se sabe o que vai acontecer de fato, mas quando 50% da frota
>> nacional tiver implantado o sistema proposto, com GPS e um celular com
>> conexão de dados bi-direcional, toda uma camada de negócios irá
>> florescer.
>>
>> De cara eu cito um uso muito interessante: já que as operadoras de
>> celular terão acesso à localização anônima dos veículos a todo
>> momento, tal conjunto de dados pode muito bem servir para que se forme
>> um mapa da velocidade média dos veículos em qualquer via da cidade ou
>> estrada, o qual pode ser enviado de volta, pelo celular embarcado, aos
>> usuários de GPS (agora, quem quer que queira papar por este serviço
>> especial) resolvendo (não eternamente) o problema do motorista
>> encontrar o caminho mais livre para o seu destino.
>>
>> Por fim, resta saber, no caso do esquema se demonstrar um sucesso, se
>> as seguradoras irão reduzir o custo do seguro de roubo dos carros.
>>
>> Pensando bem, elas bem que podem se adiantar e oferecer descontos - ou
>> adicionais - na taxa básica do seguro de roubo, dependendo da índice
>> estatístico de risco dos lugares e horários que você efetivamente
>> esteve durante a vigência da apólice.
>>
>> De modo que, se o seu carro sempre ficou guardado em garagens da casa
>> e do trabalho, e nunca ficou estacionado na rua durante as madrugadas
>> de balada, ele deveria ter um seguro mais baixo que o perfil oposto,
>> não acha?
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Vítor Baptista
Ciência da Computação - UFPB
Laboratório de Aplicações de Vídeo Digital - LAViD
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