>
> E você sabe que ligar para o ministério não vai adiantar.
>

Já tentou? (61) 3316-2000
Pra saber sobre a política de cultura livre na prática,
procure pela Gerência de Informações Estratégicas.
Eles também estão acessíveis através do http://xemele.cultura.gov.br
Pode procurar pela Secretaria de Politicas Culturais (também serve
a Gerência de Direito Autoral).

Mais telefones no site totalmente feito em wordpress:
http://www.cultura.gov.br/site/sobre/gabinete/

Você acha que é preciso (o Gil) ser ministro para fazer o que o Gil fez?
>

Acredito que sim.

a) A figura icônica do Gil permitiu uma revolução interna,
especialmente do ponto de vista da burocracia para obtenção
de recursos. Acabou o balcão. Agora praticamente tudo é via edital.
Lembrando, em 2006 o MinC foi o campeão da execução orçamentária
na esplanada. Outro: ninguém envolvido com mensalão e outros
escândalos da primeira gestão do Lula. Mérito do secretário
executivo? Não. Mérito da equipe - todo ministério é uma equipe.
O Gil como ministro, com uma presença quase mítica, manteve uma
visão aberta o suficiente para que mudanças - acompanhadas de perto
por ele - acontecessem. Esse papo de ministro ausente é furado.
Quem trabalha ou trabalhou no MinC sabe que ele estava em praticamente
todas as reuniões. Ausente é o Hélio Costa, que fode a sociedade
conectada e preserva o latifúndio da Comunicação no país. Não conheço
nenhuma outra pessoa capaz de promover esse nível de rearticulação
sendo apenas um cantor.

b) Quer gostem do Estado ou não, existe um governo e ele
é movido pela política partidária. O Gil, justamente por ser
artista consagrado e famoso por enxergar as tendências em
antes da maioria (quem se lembra do LP "Cérebro Eletrônico",
da década de 60?), pôde mobilizar múltiplas frentes políticas
para trabalharem juntas pela democratização da cultura.
A Conferência Nacional de Cultura criou o Plano Nacional
da Cultura, num processo de baixo pra cima que elencou as
principais demandas da sociedade - ditas por ela mesma -
e virou documento referência para a aprovação de leis no
Congresso. Quem viabilizaria isso sem ser ministro e sem
ser o Gil? Outra coisa: o orçamento da cultura era de 0,5%
Muitas gestões tentaram, mas só o Gil conseguiu aumentar:
http://www.cultura.gov.br/site/categoria/politicas/gestao-orcamentaria/orcamento-2008/

c) A idéia do programa Cultura Viva é praticamente um delírio
pró-GPL e foi gerado por vários grupos e comunidades de software livre,
midia independente e cultura livre, entre 2003 e 2004. Eu estava lá.
Mapeou e conectou os pequenos produtores culturais que viviam com
migalhas e oferece hoje um caminho interessante para combater o monopólio
cultural gringo no Brasil. Por ser pioneiro, o projeto tem muitos problemas,
mas aos poucos vai se organizando e é um dos poucos programas
de inclusão digital que restaram com alguma força no governo.
Seria impossível sequer falar desse projeto numa gestão
"normal" do MinC. Não fosse a presença do Gil como ministro,
quem ia possibilitar articulação pra que isso ocorresse?

Enfim, tem muito mais.
Mas tenho de terminar o vídeo contra o PL do Azeredo azedo.

abração a todos,
vamo que vamo
dpadua
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