Em 30/07/2008, às 22:34, Daniel Pádua escreveu:

libere tudo o que faz em CC pra que eu me sinta

Bom, até onde eu sei nem ele poderia liberar tudo o que fez sob uma licença CC, já que parte de sua obra não pertenceria a ele. Se eu estiver errado, por favor me corrijam. Em todo caso, ele ter liberado o Quanta (acredito que foi este) sob CC pra trabalhos derivados foi um passo muito importante em um país onde os artistas da velha (e não tão velha) MPB ficam mais preocupados se os seus discos estão sendo "pirateados", introduzindo toneladas de DRM e lesando apenas o fã de verdade, que ainda se dá ao trabalho de comprar um CD.

sobre coisas que, se depender da classe política que
fica no governo, entrariam em extinção.

Essas "coisas", salvo engano, dependem muito pouco do governo. Com raras exceções (que nós todos sabemos quais são), governo brasileiro *não* produz SL, *não* faz contribuições upstream para projetos SL e, em termos gerais, influencia muito pouco (hoje!) a adoção de SL na iniciativa privada. Pelo menos esta é a situação atual.

E, sinceramente, não sei se essa realmente deveria ser uma preocupação do governo agora. Usar SL como meio mais eficaz de garantir a soberania é uma coisa. Usar o poder de compra do governo para viabilizar apenas este ou aquele privilegiado em projetos de SL no governo é outra. E não vejo aí muita diferença para usar este mesmo poder de compra para privilegiar este ou aquele produto proprietário.

Governo deve criar condições para que as coisas aconteçam, não ficar tomando a frente de coisas que deixarão de acontecer se os ventos políticos mudarem. Felizmente, parece que as iniciativas no estilo do Software Público e os Caciques da vida estão seguindo a primeira linha que citei.

[ ]s,

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