Em Qui, 2008-07-31 às 10:56 -0300, Olival Gomes Barboza Júnior escreveu:

> Sim, um pouco do que eu disse passa de certa forma pelo que você  
> colocou acima. E não creio que o simples fato da licença ser  
> considerada "livre" realmente compense o desperdício de recursos  
> públicos. Dando nome a UM dos bois, vide o que aconteceu com o  
> Freedows. Com todo respeito aos envolvidos, isso de ficar  
> reempacotando distribuições ou mesmo aplicativos (lembram-se do  
> Freedows Office?) não é exatamente o que imagino como investimento  
> governamental que incentive a produção ou o ecossistema de SL.


De acordo!!!





> Se formos olhar para o alvorecer da indústria de TI no mundo, vemos  
> que o poder de compra do governo dos EUA (especialmente via DoD)  
> simplesmente moldou boa parte do que conhecemos hoje. Porém, será que  
> o mesmo "modus operandi" que forjou a indústria de TI "tradicional" é  
> adequado para o mundo do Software Livre? Até onde eu percebo, produção  
> de SL tem muito mais a ver com criação e (a palavra em português me  
> foge agora) "nurturing" de comunidades ao redor de um desafio do que a  
> execução de um projeto pré-definido como se fosse o documento de  
> especificação a ser licitado para uma fábrica de software. Vide essas  
> tentativas artificiais de criar comunidades, as quais não dão certo ou  
> demoram muuuuito a engrenar (OpenSolaris, Ingres - aliás, alguém  
> sequer reparou que o Ingres tinha virado um produto livre? quer dizer,  
> se é que ele ainda o é -, OpenExchange, etc).


Concordo contigo e acho que o governo ainda não tem uma política para o
setor, focado nas PIMES,  e que estimule as empresas com o novo modelo
de negócios baseadas em software livre.
Faz muito em casa e contrata pouco. Quando contrata, temos  barreiras
que é a forma como se usa a lei de licitações e como é montado o edital
baseado na forma antiga de fazer as coisas.
Um PAC-para o setor de TI que estimule através dos recursos públicos,
contratações no marco dos novos conceitos, das novas formas de produção,
na perspectiva de formarmos  um novo ecossistema de empresas produtivas
do setor, com os valores dos novos atributos da era da informação.

É que estrategicamente as políticas públicas não podem estimular o
retardo de nossa transição para a sociedade em rede, cedendo aos
interesses das empresas do software privativo ou da indústria cultural
com modelos de negócios e formas de produção pré-internet, hegemônicas
até os anos 80. Elas não necessitariam de ajuda pública pois já exercem
um grande monopólio na sociedade brasileira.

[]s
-- 


Marcelo D'Elia Branco
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"Liberas que terás também"

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