Oh não... Ele fala mal das urnas, portanto é do bem, mas fala mal de
Linux, portanto é do mal... Estou confuso...

(cabeça explode)

http://smeira.blog.terra.com.br/2008/09/12/fornecedor-de-software-urna-diz-que-as-urnas-sao-inseguras/

12.09.08

fornecedor de software de urna diz que… as urnas são inseguras
Tags: eleições, fraude, microbase, segurança, tse, urna eletrônica -
srlm às 06:55


este blog parecia ter terminado, ontem, uma série de textos sobre a
segurança da votação eletrônica no brasil. oferecemos ao TSE um espaço
para debater o questionamento de especialistas, o que foi aceito pelo
secretário de informática do tribunal, guiseppe lino. o secretário,
apesar de ter se esquivado de comentar as afirmações de amílcar
brunazo filho, respondeu várias outras perguntas.

em particular, apontamos ao secretário de informática do TSE um
esclarecimento público, da MICROBASE, fornecedora de software usado
nas urnas eletrônicas, e segundo o próprio secretário… utilizado nas
urnas modelos 96 [descontinuada em 2002], 98 e 2000, ou seja, um texto
de gente que entende de votação eletrônica, pois está envolvido no
projeto das mesmas e que tem urnas com seu software sendo usadas na
atual eleição, pois segundo o próprio secretário apenas as urnas
"modelo 96" foram descontinuadas.

a pergunta/resposta ao secretário, copiadas de nosso texto anterior, eram…

blog: o que foi feito, pelo TSE, desde 2006, e especialmente no que
diz respeito ao que microbase [veja, aqui, nota de esclarecimento da
microbase, empresa responsável por um dos sistemas operacionais usados
nas urnas eletrônicas] chama de… "denúncias de fraudes eleitorais
estão sendo comprovadas de modo irrefutável"?

giuseppe lino: As afirmações não procedem. No passado, o sistema
operacional VirtuOS, da empresa Microbase, foi utilizado nas urnas
modelos 96 (descontinuada em 2002), 98 e 2000. As Leis que obrigaram a
abertura dos códigos-fontes foram posteriores (Leis 10.408/2002 e
10.740/2003 que alteraram a Lei 9.504/97). Com o advento da
obrigatoriedade de mostrar todos os códigos-fonte, a Unisys,
fabricante dos modelos das urnas de 96 e 2002, negociou com a empresa
a abertura do código-fonte em atendimento a legislação. Assim, o
código-fonte do sistema operacional da UE2002 foi apresentado na
cerimônia de lacração dos sistemas eleitorais em 2002. É importante
esclarecer que no ano de 2002, a Justiça Eleitoral passou a utilizar
Windows CE como sistema operacional das urnas e, em 2008 utilizará o
Linux.

Logo, o TSE cumpriu e continua cumprindo toda a legislação vigente.
Ressalte-se que Nota de Esclarecimento em questão foi uma tentativa
frustrada da Microbase de exigir do TSE pagamento para abertura do
código-fonte do VirtuOS, o que de fato não ocorreu.

Quanto às denúncias de fraude, como nós vivemos num país democrático,
as pessoas possuem liberdade de expressão. Notadamente, existem alguns
que se especializaram em criticar a urna eletrônica. O objetivo das
críticas diverge da busca da lisura e da transparência do processo. Ao
contrário da opinião de alguns, todas as suspeitas não foram
comprovadas e por diversas vezes a Justiça Eleitoral respondeu aos
questionamentos a ela dirigidos. Ressalte-se que as respostas
apresentadas não ganharam destaque na mídia.

e era por aí mesmo que a gente iria ficar, não fosse o longo
comentário inserido ontem, no blog, por frederico gregorio, que vem a
ser um dos sócios-gerentes da MICROBASE, em que se refuta, na íntegra,
a resposta do TSE, incluindo o "cumpriu e continua cumprindo toda a
legislação vigente", ao que a MICROBASE replica, no comentário…
contestamos veementemente a declaração do Exmo. Sr. Secretário de que
o TSE cumpriu a legislação vigente, visto que o código fonte do
VirtuOS JAMAIS foi posto a disposição de qualquer interessado direta
ou indiretamente no processo eleitoral, indo de encontro à Lei que
obriga a apresentação de todos os fontes

como a MICROBASE é fornecedora de sistemas que estiveram, estão e, se
nada mudar, continuarão sendo usados nas eleições brasileiras, o blog
resolveu dar ênfase a parte do comentário da empresa que talvez
precise ser objeto de uma reflexão bem mais profunda quando
discutirmos segurança de voto no brasil:

frederico gregorio, da MICROBASE: …Queremos aproveitar a oportunidade
para dar nossa opinião, enquanto técnicos que participaram como
empresa sub-contratada dos projetos de 1996, 1998 e 2000, a respeito
da tão discutida segurança das Urnas Eletrônicas Brasileiras. As
mesmas são, sob nossa opinião, absolutamente inseguras. Explicamos:
independentemente de outros fatores que também comprometam a
segurança, a possibilidade de BOOT pela unidade de disco externa é um
procedimento absolutamente inadmissível, do ponto de vista de
segurança, sendo a maior porta de entrada de contaminações de todos os
tipos não importando o Sistema Operacional em uso. Aliás, o uso do
Linux aumenta exponencialmente a possibilidade de criação de
mecanismos de contaminação via boot do drive externo, uma vez que,
sendo um sistema de código fonte aberto, conta com um número enorme de
excelentes profissionais que conhecem profundamente o seu
funcionamento desde a carga do setor de boot inicial até a sua plena
entrada em funcionamento.

Por fim, não podemos deixar de observar que as respostas do Exmo. Sr.
Secretário à entrevista concedida a este blog são, no mínimo
questionáveis, para não dizermos risíveis e não merecem maiores
comentários de quem realmente conhece todo o contexto das eleições
eletrônicas do Brasil.

o blog entrou em contato com a MICROBASE para se certificar da
autenticidade do comentário e falou, em pessoa, com frederico
gregorio, de quem tivemos a autorização para reproduzir, nos termos e
contexto acima, parte de sua intervenção.

assim, depois de mais esta rodada de conversa, parece estar claro que
a informática do TSE vem tentando empurrar o problema de segurança do
sistema eleitoral, senão com a barriga, com o discurso. e parece estar
conseguindo pois, como o secretário de informática do TSE nos disse
ontem, sobre as teses do engenheiro brunazo filho… as respostas
apresentadas não ganharam destaque na mídia. ou seja, como a conversa
do blog "não tem audiência na grande mídia", não deve ter qualquer
fundo de verdade.

vamos ver agora, depois que uma empresa partícipe do projeto das urnas
eletrônicas vem a público e diz que as urnas são absolutamente
inseguras. com ou sem audência, é uma acusação pra jornal nacional
nenhum botar defeito. com a palavra, a audiência.
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