Acho que o que ficou ruim foi isto:

"> E para a pirataria tem pelo menos 2 pontos de vista. O ponto de vista
> proprietário e o ponto de vista do software livre."

Porque, convenhamos, o povo do proprietário tem uma mania com patentes
de software, que nem te conto. Capaz de alguém patentear a´idéia das
suítes de escritório, e dizer que o SL é pirata... Enfim... Não é
tããão simples assim de separar, e a colocação é arriscada.

Já a continuidade do raciocínio "não seja pirata, use SL" esse sim
ficou bom. :-D Mas uma boa idéia e repensar a primeira colocação,
porque se você tem que escrever tanto para explicar uma frase, então o
erro está na frase, e não na explicação.

Em 06/10/08, Glauber Machado Rodrigues
(Ananda)<[EMAIL PROTECTED]> escreveu:
> 2008/10/6 Everton Rodrigues <[EMAIL PROTECTED]>:
> > E para a pirataria tem pelo menos 2 pontos de vista. O ponto de vista
> > proprietário e o ponto de vista do software livre.
> >
> > Eles tem a frase: Não seja criminoso e compre somente original autorizado
> > pelo proprietário.
> >
> > E nó temos a frase: Não seja pirata, use software livre.
> >
> > Ambas as frases combatem a pirataria e tem pontos de vista diferentes.
> >
> > Então utilizar espaco publico das escolas para massificar apenas uma das
> > opiniões é dar previlégios.
> >
> > Entendes o que tento defender?
>
> Entendo sim. E acho que esse pensamento pode ser melhorado.
>
> Veja se assim fica mais claro:
>
> Antes de tudo, é uma questão de economia (no sentido de mercado, não
> de economizar).
>
> A população é grande demais para que a natureza dê conta de produzir
> tudo sozinha, o homem deve intervir por causa própria e acelerar
> algumas coisas. Nem todo mundo tem acesso às coisas prontas e
> semi-prontas, ou o conhecimento do processo e a matéria prima
> necessária para produzir as coisas de que precisa. Algumas pessoas
> deliberadamente preferem tomar as coisas prontas do que se dar o
> trabalho de produzir alguma coisa que seja do interesse de alguém para
> trocar.
>
> A medida que o conhecimento evolui, é possível criar bens e acabar com
> a escacez de coisas. Para acelerar o processo, é preciso que todos
> tenham acesso ao conhecimento (de produzir coisas). Quando mais
> pessoas souberem de coisas, mais pessoas produzirão coisas e menos
> teremos que brigar pelas mesmas coisas.
>
> O problema está no seguinte: o conhecimento é capaz de produzir coisas
> que não estavam lá antes. Logo, quando você cria, você é o primeiro a
> estar lá para se aproveitar dele. Na verdade, nem é preciso aplicar o
> conhecimento para produzir um bem, basta vendê-lo para as pessoas que
> não o tem, com a garantia que ele é efetivo e com certeza produzirá um
> bem.
>
> Isso cria uma classe de pessoas que não aplicam o conhecimento, e
> vivem apenas de vendê-lo. Como essas pessoas não transformaram seus
> conhecimentos em produtos para vender na forma de bem, elas ficarão
> pobres caso não possam mais vender o conhecimento. Essas pessoas têm
> duas opções: ou assumem o risco de vivier do conhecimento, sempre se
> esforçando para ser a melhor fonte disponível daquele ou de outros
> conhecimentos; ou tentam obter o monopólio sobre a capacidade de
> transformar o conhecimento em produto (patentes, o que é imoral caso
> não haja alguns limites sobre o que pode ser protegido ou não, e por
> quando tempo).
>
> Dito isso, talvez a imoralidade da pirataria fique mais clara. Quando
> alguém baixa uma música da internet sem gastar um centavo com isso,
> ela ainda tem todo o dinheiro que ganhou com resultado do seu trabalho
> para gastar em outras coisas. Isso não fere a economia, pois esse
> dinheiro vai ser gasto uma hora ou outra, recompensando alguém que
> também está produzindo e levando a humanidade para frente, e para
> longe da escacez mundial. Esta compra dela vai incentivar o estudo de
> técnicas melhores e mais produtivas, e com o passar do tempo
> produzirão mais, consumindo muito menos recursos. Mais gente feliz,
> menos gente brigando pelas mesmas coisas.
>
> Quando alguém compra um produto pirata, ela está pegando o seu suado
> dinheiro e dando para um filho da puta que escolheu o caminho dos
> parasitas. Ele vai pegar esse dinheiro e vai investir para aumentar
> ainda mais o alcance do seu parasitismo. O dinheiro que você está
> dando para ele diz "faça mais isso". Esse dinheiro só vai servir para
> alimentar esse peso morto na sociedade. Ainda por cima vai ensinar um
> caminho para todos: não percam seu tempo sendo originais e criativos,
> apenas espere alguém criar alguma coisa e tome o mercado dessa pessoa.
> O que vai acontecer? Ninguém vai querer produzir nada.
>
> Quando alguém compartilha uma música, um filme, sei lá mais o quê (não
> ganha nada com isso), a mensagem é essa: "compartilhe, é legal e tal,
> mas você não vai poder viver disso. Procure um trabalho, seja
> produtivo, seja criativo! Use os conhecimentos e crie algo que ainda
> não existe!" Ou seja, não está ensinado a pessoa a ser um peso morto.
> Alguém assim vai estudar e se esforçar para ajudar a economia, a
> humanidade, o mundo.
>
> No caso do Software Livre, o caso é o seguinte. Quando você usa um
> software livre você está fazendo algo que os criadores do software
> querem que você faça. Você não está destruindo um modelo, está
> criando. A mensagem é a seguinte: "quem criou isso aqui está preparado
> para que eu use sem pagar. Se eu pagar, ok, se não, ele tem seus
> meios. Ninguém vai morrer de fome. Esta pessoa vai lucrar com a
> oportunidade criada com o compartilhamento deste produto".
>
> Não sei se está bem explicado, mas eu não queria escrever um e-mail
> grante demais. Então se alguma coisa não ficou clara, ou se alguém
> precisar que eu elabore mais, é só falar.
>
>
>
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Pablo Santiago Sánchez
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