Oi,

Acabo de ler a matéria abaixo.
A visão é do "meio publicitário" que está perdidinho neste novo
cenário...mas acho que vale a pena ler, analisar e reinterpretar
antropofagicamente.

abraços

Marcelo


Digital



Datafolha: 64,5 milhões de internautas 

Pesquisa encomendada pela F/Nazca mostra que usuários estão mais
participativos

Mariana Ditolvo

01/12/2008 - 16:17

Realizada semestralmente pelo Instituto Datafolha a pedido da F/Nazca, a
pesquisa F/Radar revelou que o número de internautas brasileiros chegou
aos 64,5 milhões em agosto de 2008 - 5,5 milhões a mais do que o número
registrado no primeiro semestre do ano. Isso significa dizer que 48% de
toda a população nacional maior de 16 anos já possui acesso à rede. Ao
todo foram realizadas 3.003 entrevistas, distribuídas em 172 municípios,
sendo que 40% envolvem regiões metropolitanas e 60%, o interior. "Quando
tomamos a iniciativa de começar essa pesquisa, tínhamos a idéia de medir
o pulso da realidade. Agora vemos que a internet só tem sua evolução
confirmada, pelo crescimento e maior penetração entre os cidadãos
brasileiros", diz Fernand Alphen, diretor nacional de planejamento da
F/Nazca. 

Com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos,
os resultados mostraram que, mais uma vez, a renda da população não
possui ligação direta com o acesso do brasileiro à internet, uma vez que
28% acessaram a rede a partir de locais públicos de acesso pago, como as
lan houses; 21% o fazem de computadores de amigos ou parentes; 13%, do
ambiente de trabalho; e cerca de 10% a partir de faculdades e
universidades. 

"O interessante é observar que, em todos os levantamentos, aumenta a
certeza de que a internet atinge a sociedade como um todo,
independentemente da classe social a que as pessoas pertencem ou da
região em que vivem", acredita Alphen. Para Guilherme Ribenboim,
presidente do IAB Brasil e diretor geral do Yahoo no País, esses dados
também confirmam a rede como segunda maior mídia de massa do Brasil, o
que justificaria mais investimentos na mídia online. "As pesquisas
tendem a aumentar a consciência de que a internet viabiliza a
comunicação com mais pessoas através de acordos com um número reduzido
de veículos", afirma. 

O percentual que diz respeito ao acesso residencial cresceu de 21% no
primeiro semestre para 23% neste último levantamento. Houve queda na
procura pela internet em postos públicos e gratuitos, como os
telecentros, sendo que esse número caiu de 9% da pesquisa de abril para
os atuais 6%. Pela primeira vez incluída no estudo, a internet móvel
(smartphones, celulares, PDAs e iPhones) apareceu com 6% do total de
acessos. 

A freqüência com que ocorre o contato do brasileiro com a internet
também cresceu, sendo que 38% dos entrevistados afirmaram acessar a web
diariamente e 10%, de quatro a seis vezes por semana, o que resulta em
48% de usuários considerados heavy users. Contabilizando os 21% que
navegam de duas a três vezes por semana e os 18% que o fazem uma vez por
semana, a pesquisa concluiu que 87% dos internautas brasileiros entram
na internet semanalmente e que a média de acessos é de quatro dias nesse
período. 

Conteúdo colaborativo e consumo
Segundo Alphen, um dos pontos de maior destaque da pesquisa diz respeito
ao conteúdo colaborativo que circula pelas páginas da internet nacional.
Dos 64,5 milhões de internautas identificados pela pesquisa, 55%
disseram já terem incluído algum conteúdo na rede. Desses, 46% disseram
que essa é uma forma de estreitar o relacionamento com outras pessoas e
amigos, enquanto 10% esperam divulgar um trabalho autoral e 7%, ilustrar
um fato, história ou notícia veiculado na internet. "Lidar com os
conteúdos colaborativos também tem sido um desafio ao mercado
publicitário, mas é importante ressaltar que estamos evoluindo com os
internautas, e não há razão para achar que estamos defasados com relação
aos novos hábitos, já que para os usuários tudo tem caráter de
experiência ainda", diz o diretor. 

Dentre as formas de relacionamento online, a maioria ainda mantém a
comunicação por e-mail (53%), Messenger (52%) e perfil do Orkut (49%).
Do total, apenas 7% disseram se relacionar através de um blog ou site
pessoal; 6%, postando comentários em endereços de notícias; 4%, postando
ou comentando vídeos no YouTube; e 4%, navegando pela blogosfera em
páginas de terceiros. 

As navegações, para mais da metade dos internautas (51%), são motivadas
pela busca de informações, e 48% dos pesquisados garantiram levar em
consideração a opinião de outras pessoas ? mesmo que desconhecidas -
antes de efetuar uma compra de qualquer natureza.

Canal de Relacionamento
Já consagrada como ferramenta essencial para a pesquisa de produtos,
serviços e melhores condições, a internet se mostra cada vez mais também
como importante canal de relacionamento com consumidores, uma vez que
26% dos internautas já publicaram opiniões na rede e 20% já efetuaram
alguma reclamação online sobre produtos e serviços. 

"Esse é um ponto muito relevante da pesquisa porque, apesar de ser de
conhecimento geral a participação dos internautas, confirma que esse
boca-a-boca vem tomando proporções importantes e é um alerta para as
marcas", diz Alphen. "É cada vez mais necessário tomar atitudes
corretas. As marcas precisam adotar uma postura de transparência, sem
posar de boazinhas, e funcionar de vez como a mídia que une o consumidor
e o fideliza através de uma postura emocional", completa. 

Para o diretor, porém, é preciso atentar para o uso responsável das
informações obtidas nas varreduras feitas pela internet, uma vez que a
fronteira entre o que pode causar uma boa ou uma má impressão é muito
tênue e a proatividade em reagir pode ser, muitas vezes, considerada uma
forma áspera de invadir um espaço e quebrar limites de privacidade dos
postadores de opinião. 

O estudo apontou ainda que o ativismo do consumidor com acesso à
internet aumenta quanto maior a renda e a escolaridade. Dentre os
internautas com ensino superior completo, por exemplo, 45% já publicaram
opinião sobre produto ou serviço. "Medir o que se fala das marcas na
rede terá de ser prática comum às empresas. As pessoas deixaram de levar
em consideração apenas o que dizem os conteúdos formais para basear suas
escolhas e decisões no que dizem os outros consumidores comuns", comenta
Ribenboim. 

Comportamento real frente ao virtual
Como acontece em todas as edições da F/Radar, uma pergunta que foge um
pouco do padrão é acrescentada à pesquisa com o objetivo de avaliar o
comportamento dos usuários pesquisados. "A proposta é sempre tentar
obter respostas para questões ainda mal respondidas", explica Alphen. 

Nesta edição, o assunto pesquisado diz respeito ao sexo virtual.
Questionados sobre essa prática, apenas 4% admitiram já terem feito sexo
virtual com alguém, enquanto 25% afirmaram conhecer alguém que já tenha
feito. 

Já quando a pergunta foi se houve a prática real com alguém que conheceu
na internet, 10% afirmaram já terem vivido uma relação e 32% disseram
conhecer alguém. Mas qual a relevância da pergunta no contexto? "Nós só
queremos acompanhar as mudanças de comportamento e saber se há uma
tendência de diminuir a hipocrisia e a diferença entre o que se faz e o
que se conta. Queremos, na verdade, avaliar a reação das pessoas à nova
mídia e ver como as pessoas começam a se sentir mais à vontade diante
dela com o passar do tempo", explica Alphen. 


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