Hey faw! :)

2008/12/26 Felipe Augusto van de Wiel (faw) <f...@funlabs.org>:
[...]
>        A FAL tem um item que é um pouco confuso:
>
> ,-----------
> | 5. COMPATIBILITY
> | A license is compatible with the Free Art License provided:
> | it gives the right to copy, distribute, and modify copies of the
> |    work including for commercial purposes and without any other
> |    restrictions than those required by the respect of the other
> |    compatibility criteria;
> | it ensures proper attribution of the work to its authors and access
> |    to previous versions of the work when possible;
> | it recognizes the Free Art License as compatible (reciprocity);
> | it requires that changes made to the work be subject to the same
> |    license or to a license which also meets these compatibility
> |    criteria.
> `-----------
>
>        O ponto que se refere a dar aceso a versões anteriores do
> trabalho quando possível pode ser controverso, quem define quando
> é possível e quando não é?

Este ítem consta como incentivo, e não como obrigação.
Se o autor ainda tiver e quiser divulgar as versões anteriores,
beleza. Se não tiver, beleza também. Mas se divulgar,
elas terão de ter a mesma licença da versão atual,
não podem ser fechadas. Acho que é a isso que se refere
o acesso. Mas... também não sou advogada. :)


>        O segundo ponto acho que é exatamente a sua preocupação,
> e se refere à ideologia por trás da licença.
>
>        No entanto, a ideologia da CC internacional me parece ser
> legítima. Em particular, eu entendo que houve um claro conflito de
> idéias e ideais no FISL8, em especial com relação à CrieiTiveComo
> (CTC), todavia, em alguns pontos, me parece que a CrieiTiveComo e
> a Creative Commons não compartilham 100% de ideais, idéias, ações,
> posturas e opiniões.


bem, o conflito é ainda mais punk do que você imagina, pois ele não é
tão bem definido como você cita acima. O CTC tanto é festival
do FISL promovido pela CC-br, quanto é um movimento independente
não institucionalizado que luta pela cultura livre. Mas foi dentro deste
último ambiente que este nome surgiu, um ambiente que, apesar de ter
"utererizado" o nome Creative Commons para CrieiTiveComo,
tem sérias críticas a foma como o CC é gerido e difundido.
Ou seja, um fork brasileiro do CC, mas que o CC-br ainda tenta
a todo custo que não seja, pois quer poder usar o nome também.

O problema todo começou quando pediram ao Balbino se poderiam
usar esse nome pro festival no FISL. Entenda que até este momento,
ainda achávamos que a galera do CC-br era ética, então ele aceitou
numa boa o pedido. Só que quando realizaram o primeiro festival,
a coisa desandou. Além de não convidarem nem o próprio Balbino,
fecharam totalmente o código do mesmo, em vários sentidos:
não compartilharam com a comunidade o seu desenvolvimento,
fizeram curadorias extremamente excludentes e a grande maioria
dos artistas selecionados usava somente software proprietário para
desenvolver suas obras, inclusive as interativas que estavam
em exposição no estande do FISL. Na segunda edição, a coisa
degringolou de vez, com um VJ/DJ fazendo o show de encerramento
do FISL usando software de performance realtime proprietário e a notícia
de que o nome CrieiTiveComo havia sidor registrado pela CC-br
sem a anuência de quem teve essa grande sacada, o Balbino
(http://www.estudiolivre.org/tiki-browse_freetags.php?tag=balbino)



[...]
>        A questão é que quando você se refere à ideologia, de qual
> ideologia você está falando *exatamente*? A CC brasileira parece
> estar bem desatualizada, só vi a tradução da versão 2.5, e o CTC
> não parece alinhado com o CC (pelo menos, não com o internacional).
>
>        Em termos práticos e no que tange o licenciamento dos
> trabalhos enviados à Campus Party, a CC-BY é muito boa para e eu
> diria que a CC-BY-SA é equivalente nos termos à FAL. Talvez tenha
> faltado ser mais incisiva e direta, particularmente eu também não
> gosto da história toda por trás da CTC e de como alguns pontos
> evoluíram no Brasil com relação à CC, mas eu gosto bastante do
> trabalho desenvolvido pela CC Internacional.

Bem, aí entramos fundo na filosofia, seara em que é difícil sintetizar
idéias sem tirar-lhes a essência.

Por isso, recomendo que se leia em especial estes textos aqui:

http://crieitivecomo.org/wikka.php?wakka=compromissoanticc
http://remixtures.com/2007/01/copyright-copyleft-e-as-creative-anti-commons-parte-i/

para que então se possa debater com mais conteúdo.

uma pequena amostra crítica: o CC fala muito de,
e inclusive defende, a "propriedade intelectual",
enquanto o movimento do software livre, por exemplo,
sabe, ou deveria saber, que o uso deste termo é uma farsa:

http://www.gnu.org/philosophy/not-ipr.pt-br.html


>        Odeie o jogo, não o jogador. :-)
>        Ou, na versão mais espiritual: "Odeie o pecado, ame o pecador".

Concordo contigo. Mas penso que CC, CTC ou qualquer outra sigla
não seja nem o jogo, nem os jogadores, mas sim as peças... ;-)


> Abraço,


Outro!

-- 
Fabianne Balvedi
GNU/Linux User #286985
http://fabs.tk
_______________________________________________
PSL-Brasil mailing list
PSL-Brasil@listas.softwarelivre.org
http://listas.softwarelivre.org/mailman/listinfo/psl-brasil
Regras da lista:
http://twiki.softwarelivre.org/bin/view/PSLBrasil/RegrasDaListaPSLBrasil

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