2009/1/1 Felipe Augusto van de Wiel (faw) <f...@funlabs.org>:
[...]
>        OK, esta parte é realmente confusa, obrigado por esclarecer.
> Particularmente, sugiro que vocês escrevam isso mais claro, se serve
> a "Crítica Construtiva", eu achei o site crieitivecomo.org um tanto
> quando "bagunçado". :-)   Seria legal ter mais detalhes sobre como
> surgiu e os problemas que vocês estão enfrentando neste sentido.

É verdade, mas tem tanta coisa na 'todo-list' da galera que
por vezes fica difícil se fazer tudo que gostariamos de fazer.
E o site tá bagunçado justamente por conta do "release early,
release often". Se tivessemos nos preocupado em deixar tudo
escrito certinho, organizadinho, talvez não existisse nem o
conteúdo que você vê hoje por lá... :|


[...]
>        O Balbino ou os responsáveis entraram na disputa pela marca?
>        Discutiu-se isso com os responsáveis pela CC-br?
>        O tema foi levado à CC?

Se foi levado à CC internacional eu não sei, mas discutiu-se
sim com a CC-br e o argumento foi de que queriam proteger
a marca de oportunistas, isto é, quizeram dizer que estavam
prestando um "favor" à cultura livre, ou que os fins justificam os meios.
Mas eu não sei em que pé tá isso, não sei se ainda há interesse
deles em usar o nome depois de tanta zica, pois sabem
que perderam moral com toda essa história.


>        Acho importante que um projeto que procura dar crédito e
> ferramentas às pessoas seja confrontado quando não age da forma
> esperada. Talvez essas informações já estejam documentadas mas
> confesso que não as encontrei no crieitivecomo.org.

Bem, este assunto foi discutido aqui nesta lista
há quase dois anos atrás, depois do FISL8.0,
e há um relato da tati no site do CTC.org:

http://crieitivecomo.org/wikka.php?wakka=culturafisl8

Há também um excelente relato com vídeos e entrevistas do
Pedro Bayeux que inclusive foi publicado no site do MinC:

http://pirex.com.br/2007/05/11/o-caudalonga-rmx/
http://www.cultura.gov.br/foruns_de_cultura/cultura_digital/na_midia/index.php?p=25746&more=1&c=1&pb=1


>        Em especial, acho que o FISL também não deveria apoiar
> o uso do CrieiTiveComo se a marca está sendo disputada, muito
> provavelmente isso deveria ser levado à ciência do temário.

Que eu saiba já foi levado, mas não sei em que pé está isso.
Divulgou-se que ano passado não houve festival
porque não conseguiram patrocínio a tempo,
e não porque desistiram de faze-lo.


>        Quando discutimos sobre a presença do Festival CTC no
> FISL8 e falamos sobre o uso de Software Proprietário, acho que
> há alguns pontos que *devem* ser questionados para um Festival
> de Software Livre como o FISL mas que estão em outro campo com
> relação ao uso pessoal.
>
>        Imagine um artista usar um software proprietário para
> fazer seu trabalho que estará sob uma licença livre. O trabalho
> dele é pior do que o dos outros porque ele prefere usar um
> software X? Ou o trabalho dele deve ser denegrido porque ele
> usou a ferramenta que ele sabe usar? Recentemente, o Ted Tso
> publicou em seu blog que no início do Linux ele fazia palestras
> usando o MS PowerPoint e era duramente criticado, mas ele fazia
> isso porque não havia alternativa livre na época e porque assim
> ele podia transmitir melhor a informação que queria, e o Ted
> usa, cria e divulga software livre. :-)
>
>        Na outra mensagem eu disse que comparando as licenças
> elas seriam igualmente boas (CC-BY e FAL), quando falamos do
> trabalho final sob uma licença livre, ignorando as ferramentas
> usadas e adotando padrões abertos (a pessoa pode usar uma
> ferramenta proprietária e ter o arquivo num formato compatível)
> então não acredito que o trabalho de um deva ser preterido ao
> de outro, as pessoas levam tempo pra se adaptar e pra conseguirem
> mudar.
>
>        É claro, no caso do FISL, procurar por artistas que
> optem por Software Livre também no processo criativo é *vital*,
> mas novamente é ortogonal ao outro ponto. Questionar essas
> ações são parte _fundamental_, mas não acho que deva-se
> desencorajar o uso de licenças CC por outras desavenças, ou
> ainda, que os artistas que ainda usam Software Proprietário
> para fazer trabalhos livres devam ser vistos com maus olhos
> (ou combatidos).


O meu principal questionamento é quanto ao uso de
softwares proprietários DURANTE o FISL (intalações interativas
e performances ao vivo), sendo que existem, sim,
alternativas livres para estas ferramentas.

Sobre artistas que usam software proprietário e licenças flexíveis,
estes devem sim, ser incentivados a entrar para o mundo do
software livre através de convites para particiar do Fórum.
Mas eles serem a grande maioria eu acho errado.
Deve-se também incentivar quem já usa a continuar usando,
o que por vezes é até bem mais difícil. Já vi muito artista
fazer trabalho em SL mas não se manter nele porque
achou que sua produtividade caiu muito.

[...]
>
>        Não acho que as listas nos darão a mobilidade e dinâmica
> necessária para debater o tema, minha humilde opinião é de que o
> Copyright é parte importante do processo de licenciamento que
> permite que usemos licenças de Software Livre e que permite que o
> Copyleft proteja o autor mas garanta a liberdade de outros.
>
>        Há um processo de amadurecimento em andamento, o Copyright
> tem uma longa história em nossa sociedade, não dá pra simplesmente
> rasgar a Convenção de Berne e jogar fora as reuniões da WIPO,
> aprender a usá-lo em nosso favor me parece uma ação mais concreta
> e real para o momento, até que seja possível questionar os
> fundamentos e mudá-los profundamente. :-)


Ok, mas desde quando usar o copyright a nosso favor significa
ater-se a apenas um conjunto de licenças?

E é por isso que eu discordo do argumento usado pela FSF
para desincentivar, por exemplo, o uso de licenças da MS
que são compatíveis com a GPL: evitar a proliferação de licenças.

Afinal qual é o problema em se ter alternativas?
Qual é o problema em se ter opções?
Não acho que devemos incentivar a escassez.

Então, na minha opinião,
o argumento para não se usar uma licença GPL-like da MS,
por exemplo, é o de que o tipo de licença que você usa
também reflete a ideologia com a qual você reveste teu trabalho.

Entenda que não acho que revestir um trabalho da ideologia
do CC seja algo tão ruim assim, apesar de todas as críticas
que tenho ao seu discurso. Mas tem muit* artista livre por aí
que é bem menos flexível que eu neste quesito.
Porque não dar alternativas a el*s?


-- 
Fabianne Balvedi
GNU/Linux User #286985
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http://listas.softwarelivre.org/mailman/listinfo/psl-brasil
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