Glauber Machado Rodrigues (Ananda) escreveu:
>
>      Só não gosto da abordagem de separar as idéias das pessoas, como
>     se as
>     idéias não fossem produtos de seres conscientes... Isso tira a
>     responsabilidade sobre emiti-las... 
>
>
> Não. Isso permite que as pessoas emitam suas idéias mais livremente,
> para que sejam validadas, discutidas ou enriquecidas pelos outros.
Bom, veja o lado negativo disso. Vivemos em um mundo de propaganda. Você
acha errado a Alemanhã ter banido a propaganda nazista em 45? Em nome da
liberdade das idéias, isso esta errado? Não esquece que ganha não quem
tem a idéia mais justa, mas quem tem mais poder de mídia...
>  
>
>     E quanto a reeducação, ela tem
>     limites. O Bill Gates tem recuperação? O Hitler tinha? Os torturadores
>     da ditadura no Brasil que estão soltos por aí tem?
>
>
> Eu não sei.
Bom, eu sei em 99% dos casos... Podemos cometer 1 % de injustiça, mas
corremos o risco de cometer mais sendo omissos.....
>  
>
>
>       Acredito no perdão, mas para quem esteja arrependido...
>      O cômico do seu argumento é que ele se aplica a você também... Ou
>     você
>     não dirige seus disparos contra mim?
>
>
> Acredite, não sou contra você. Pode ser que você tenha uma ligação
> muito forte com suas idéias e sinta isso. Mas eu até agora não lembro
> de ter escrito nada contra você.
Acredito. Só estava debulhando suas idéias, como vc mesmo disso. Você
começou seu parágrafo dizendo:
Entendo o seu método. Para você se ...
Não vi problema nisso.... Lembra, sou eu que defendo que não se dissocia
a idéia da pessoa que a porta...

>
>
> Realmente fala bastante do software livre:
> Del Software Libre al Software Socialista
>    http://www.aporrea.org/tecno/a29113.html
  Uma coisa importante sobre nossa discussão que está nesse texto. Algo
que o Marx diz no capital. Para caracterizarmos um modo de produção não
importa o que ele produz, mas sim como ele produz. Os chineses plantavam
arroz na China Imperial (modo de produção asiático antigo - segundo a
definição marxista, um pouco diferente da escravidão, pois o
sobre-trabalho era apropriado não pela coação física, mas por um sistema
de tributação e servidão). seja na China Colonial (subordinada ao
nascente capitalismo em sua fase mercantilista), seja na China
socialista pós Revolução de 1949.... Ou seja, dizer que China produz
arroz nos diz pouco sobre suas relações de produção (relações que os
seres humanos estabelecem entre si para transformar a natureza através
do trabalho e atenderem suas necessidades, sejam elas do estômago ou da
mente).
   A questão que esta posto é qual a relação entre os homens para essa
produção... Se vejo o SL no capitalismo, onde o que move o mundo é a
busca pelo lucro por alguns entes privados (os outros, sem meios de
produção só podem vender sua força de trabalho para sobreviver), ele se
moverá para o Open Source...
    Já no socialismo onde a propriedade é coletiva ( e não do estado
como muitos afirmam, pois isso pressuporia uma apropriação por quem esta
no Estado, o que no Socialismo é corrupção (e na China se pune com
fusilamento onde a família paga a bala)) Aqueles que falam do privilégio
do Partido nos paises socialistas devem pensar um pouco. Na segunda
guerra mundial, na USRR os membros do partido eram os que iam pra frente
de batalha... Lá, quando um país socialista livrou o mundo do nazismo
(alguem aqui acredita no cinema americano, no history chanell e no dia
D?), 3/4 dos membros do partido morreram (enorme privilégio?)...
  
>
> El hecho que el software libre sea antimonopólico, no lo hace
> anticapitalista: el capitalismo en su doble moral, aunque conduce
> inevitablemente a la concentración del capital, condena los
> monopolios. Bajo el seudónimo de Leonardo Vazquez26, en el artículo
> "El software libre y sus límites bajo el capitalismo" publicado en
> www.rebelion.org <http://www.rebelion.org>
esse é um site ótimo também. Tem uma seção de Cultura Livre bem
interessante...
> dice: "A la sombra del crecimiento del software libre, han proliferado
> una amplia gama de pseudo-teorías que buscan ver al software libre en
> sí mismo, como algo progresivo para la humanidad y que por lo tanto
> terminan siendo totalmente funcional es posición liberal burguesa
> anti-Microsoft". " ...Desde la versión reformista de Stallman y sus
> amigos, que busca mostrar a la lucha por el software libre como una
> lucha por humanizar al capitalismo mediante reformas para lograr un
> mundo "mejor", en donde Microsoft es el malvado que obstruye la sana
> lógica del libre mercado."
Acho que o Stallman tem avançado dessa visão anti-monopolista pra uma
visão anti-capitalista. Isso é sinal dos tempos, onde a crise do
capitalismo coloca esse nosso debate na ordem do dia...
> En las comunidades de desarrolladores y usuarios de software libre es
> frecuente encontrar individuos de derecha ya que consideran que el
> software libre es la máxima expresión del capitalismo como sistema de
> libre comercio, sinónimo a libre mercado, mas allá de las barreras de
> gobiernos y monopolios.
Aí Banfy, você foi ate citado no texto...
> En contraste Microsoft y otros sectores conservadores, amparados en la
> todavía existente paranoia de la guerra fría, han tildado al software
> libre de comunista como una estrategia para satanizarlo y crear terror.
faltou coisa de hippie.. ksksks
>
> Christian Imhorst en su artículo "Anarchy and Source Code – What does
> the Free Software Movement have to do with Anarchism?29" establece la
> analogía entre el anarquismo y el desarrollo del software libre,
> alegando que este es escrito de forma voluntaria y no es regulado de
> manera jerárquica.
>
não é bem verdade... Eu Não mudo o kernel do linux se eu quiser. Tem uma
hierarquia que todos respeitam, mas que se baseia em um princípio
democrático...
Na verdade a produção do software Livre parece um modelo que o Lenin
desenvolveu para as organizações revolucionárias chamado centralismo
democrático. Existe um debate democrático, mas uma vez tomada uma
decisão ela é seguida por todos (quem não quiser que faça um fork da
organização e trilhe seu caminho independente, ou faça seu próprio
kernel)...
> Un análisis que hace Terry Hancock. en su artículo "¿Es el software
> libre "comunista"? Tal vez sí..."30 dice que el software libre sigue
> la máxima del ideal comunista: De cada quien según su habilidad, a
> cada quien según su necesidad.
Esse é um conceito bem interessante que aparece num texto fantástico do
Marx chamado Crítica ao Programa de Gotha... Sugiro a todos esse texto,
esta aqui:
http://www.marxists.org/portugues/marx/
  Neste texto Marx demonstra que não se deve almejar igualdade de
oportunidades e sim igualdades de possibilidades... Imagine uma corrida
e eu não ter uma perna... A oportunidade foi a mesma , mas eu não tinha
nenhuma possibilidade de vencer... Por isso se me colocam uma perna
biônica garantem uma igualdade de possibilidades e não apenas
oportunidades... Ou seja, há que se levar em conta o contexto... Por
isso a cada um segundo sua necessidade... Assim, quem tem 5 filhos
merece ganhar mais por um mesmo trabalho do que quem tem 2 filhos, o que
no capitalismo é inviável...

> """
>
> Eu tive o cuidado de buscar isso nas fontes que você indicou.
>
> Agora eu pergunto, rafael: você concorda ou discorda disso?
Sim, concordo. Por isso disse que antes de fazer uma artigo sério sobre
isso tenho muita bibliografia para ler..

Glauber,

Gostei de debater com você. Não senti que você fez nenhuma provocação,
apesar de termos muitas idéias diantrealmente (escreve assim?) opostas...
Fiquei um pouco irritado com outros que parecem mais aquelas velhinhas
da Marcha de Deus pela Família que antecedeu o golpe de 64... (lembra
que o motivo dessa discussão foi uns posts já saindo a meter o pau em
Cuba depois de uma mensagem que o Marcelo Branco fez... os mesmos que
não falam das guerras  quando se fala de uma iniciativa dos EUA)
  Quanto ao outro email. Cuba NÃO é perfeita. Entendo um excesso de
proibições que existem lá como o próprio Raul Castro citou
recentemente)  É uma trincheira numa guerra a 100 km dos EUA. Cuba tem
uma história semelhante a do Haiti, mas tem um divisor de águas, uma
revolução em 1959).
 No caso citado, imaginem se eles deixassem os esportistas saírem caso
pagassem uma indenização. O que ocorreria? Perderia-se muitos
esportistas (em qq sistema muitos poucos não tremem com uma oferta de
milhões de dólares, por mais educação revolucionária que seja
ministrada) e as futuras gerações não poderiam se desenvolver. Isso não
tem indenização que pague... Por isso acho comprensível e cabível
medidas que pdoem soar autoritárias. Mas que não soam assim às crianças
que vão estudar esporte, balé, música e não virar soldado do mercado
capitalista de tráfico de drogas (uma situação de guerra criada para
alguns poucos lucrarem ainda mais)...

Um abraço,

Rafael
>
> [perguntei ao rafael, mas quem quiser opinar também...]
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