2009/1/21 rafael <rafaelcro...@gmail.com>

> Glauber Machado Rodrigues (Ananda) escreveu:
> > Não. Isso permite que as pessoas emitam suas idéias mais livremente,
> > para que sejam validadas, discutidas ou enriquecidas pelos outros.
> Bom, veja o lado negativo disso. Vivemos em um mundo de propaganda. Você
> acha errado a Alemanhã ter banido a propaganda nazista em 45? Em nome da
> liberdade das idéias, isso esta errado? Não esquece que ganha não quem
> tem a idéia mais justa, mas quem tem mais poder de mídia...
>

O que eu estava falando se aplicava à debates de idéias, o caso de
propagandas de conteúdo homicida deve ser analisado de outra forma. Não sou
contra os debate sobre às questões do direito à vida, mas a propaganda
homicida é um empreendimento moralmente condenável. Já o debate a respeito
do nazismo eu acho válido, e a pessoa com idéias nazistas tem o direito de
debater suas idéias com alguém. Eu mesmo estudei com uma pessoa com idéias
nasistas, e após debater com elas alguns anos ela mudou de idéia. Se algo
nos impedisse de debater essa pessoa iria guardar essas idéias para si por
muito mais tempo, pelo menos até que ela sozinha pudesse reunir argumentos
contra sua própria idéia.

Já a propaganda não se contenta em discutir certa idéia, mas tem a intenção
de favorecer alguma prática em causa própria:

propaganda
* sf* (*lat propaganda*)* 1* Ato ou efeito de propagar.* 2* Disseminação de
idéias, informação ou rumores com o fim de auxiliar ou prejudicar uma
instituição, causa ou pessoa.* 3* Doutrinas, idéias, argumentos, fatos ou
alegações divulgados por qualquer meio de comunicação a fim de favorecer a
causa própria ou prejudicar a causa oposta.* 4** arc* Sociedade que
vulgariza certas doutrinas.* 5* O mesmo que* publicidade. P. enganosa,
Propag:* propaganda que anuncia determinado produto ou serviço,
atribuindo-lhe qualidade superior à real, ou características que o mesmo não
possui.


>     E quanto a reeducação, ela tem
>     limites. O Bill Gates tem recuperação? O Hitler tinha? Os torturadores
>     da ditadura no Brasil que estão soltos por aí tem?
> Eu não sei.

> Bom, eu sei em 99% dos casos... Podemos cometer 1 % de injustiça, mas
> corremos o risco de cometer mais sendo omissos.....


Saber 99% dos casos e não saber pode dar na mesma. Quando se comete 1% de
injustiça é porque não se sabe que na verdade o que se fazia era injustiça.
Se você não sabe qual injustiça é esse 1%, então você perde a capacidade de
contabilizar as injustiças. Sem essa capacidade não é possível apurar o
verdadeiro número. Isso é o mesmo que fazer tudo de acordo com sua própria
vontade acreditando estar sendo justo sempre.

Por isso que um estado de direito onde todos são iguais perante um código
onde todos são inocentes até que se prove o contrário contribui para que as
pessoas saibam de antemão como proceder para evitar problemas com a
"justiça". Por isso os crimes são julgados sob a ótica do que foi escrito
previamente sobre tal e tal comportamento, e não de acordo com sentimento
daquele momento.

Acredito. Só estava debulhando suas idéias, como vc mesmo disso. Você
> começou seu parágrafo dizendo:
> Entendo o seu método. Para você se ...
> Não vi problema nisso.... Lembra, sou eu que defendo que não se dissocia
> a idéia da pessoa que a porta...
>

De qualquer forma estava falando sobre o método que achava que era o seu, e
não sobre você. E você depois fez suas colocações à respeito do que
realmente seria esse método, e não sobre você. Então não acredito ter
discutido sobre ou contra você.

Por exemplo, digamos que eu tenha uma idéia de que coelhos tenham chifres.
Então aparece uma outra pessoa e fala que coelhos tenham chifres, e em
seguida aparece mais outra pessoa que acha que coelhos não tem chifres. As
duas passam a debater sobre os chifres do coelho, e eu fico apenas
observando. No final do debate, a idéia de que realmente coelhos não tenham
chifres prevaleceu. Durante o tempo em que a idéia do coelho ter chifres foi
atacada, eu (portador da mesma idéia que não estava envolvido no debate) fui
atacado? Se não fui atacado então é porque o portador da idéia e a idéia não
formam uma mesma base monolítica para ataques, basta que seja dado o devido
distanciamento.


> Realmente fala bastante do software livre:

> > Del Software Libre al Software Socialista
> >    http://www.aporrea.org/tecno/a29113.html
>
>(...)
> > Eu tive o cuidado de buscar isso nas fontes que você indicou.
> >
> > Agora eu pergunto, rafael: você concorda ou discorda disso?
> Sim, concordo. Por isso disse que antes de fazer uma artigo sério sobre
> isso tenho muita bibliografia para ler..
>

Segundo esse texto o SL tem caráter anti-monopolista, e não
anti-capitalista. Se na produção do SL for usado um modelo capitalista, ele
será capitalista. Por isso o autor lembra que falta um aditivo para que ele
tenha poder de combater o capitalismo, tornando-se um "software socialista":
ser "livre de capital, livre de companias, livre de mercado, livre
propriedade, livre de burocracia e livre de exploração".

Então acho que isso esclarece a questão do SL ser compatível com o
capitalismo: basta que na sua produção seja usado um modelo capitalista.

-- 
Glauber Machado Rodrigues
PSL-MA

jabber: glau...@jabber-br.org

música livre é bem melhor:
http://www.jamendo.com
_______________________________________________
PSL-Brasil mailing list
PSL-Brasil@listas.softwarelivre.org
http://listas.softwarelivre.org/mailman/listinfo/psl-brasil
Regras da lista: 
http://twiki.softwarelivre.org/bin/view/PSLBrasil/RegrasDaListaPSLBrasil

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